Publicada em 29/01/2018, às 12:56

Ainda é cedo: os primeiros passos da revolução tática do Botafogo

Time de Felipe Conceição tenta aumentar repertório ofensivo, e os primeiros jogos do ano, com a ressalva de muita coisa ainda por se ver, mostram sinais de segurança no Alvinegro

Felipe Conceição tem incentivado muito os jogadores durante os treinos e jogos (Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

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No primeiro jogo, precisar lutar até o final para empatar. No segundo, não ter fôlego para vencer o primeiro clássico. No terceiro, resistir mais tempo e conseguir a primeira vitória. No quarto, ser muito pouco ameaçado e, mesmo num jogo sem graça, ser seguro para vencer o então líder do grupo. É preciso ser cuidadoso para avaliar o início de ano do Botafogo, mas há bons sinais.

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O processo de mudança do Alvinegro de 2017 para o de 2018 é uma revolução. Embora não se admita publicamente, é um sistema de jogo completamente diferente, uma mentalidade quase que inversa. Por isso é inevitavelmente gradual. Demanda tempo e, desta forma, evoluir na parte física e pontuar o suficiente para ser o melhor do grupo, após jogos duros, é positivo.

Já é possível observar a marcação do time de Felipe Conceição posicionada num claro 4-1-4-1, com Matheus Fernandes mais recuado no meio-campo. Ao ataque, porém, as dificuldades técnicas são compensadas com a busca por um repertório maior. Contra o Macaé, o foco foram as jogadas pelas laterais. Contra o Boavista, o time tentou mais pela faixa central do campo.

Felipe posiciona os extremos Rodrigo Pimpão e Luiz Fernando no limite da beirada do campo. Assim, obriga os laterais adversários a se distanciarem da área, e oferece a Arnaldo e Gilson, os alas alvinegros, a possibilidade de aparecerem como elemento-surpresa. A jogada do primeiro gol de quinta-feira nasceu por isso, e o camisa 4 tentou repetir a dose neste domingo.

Talvez 4-3-3, às vezes 4-2-3-1. O motor do Botafogo, e que tenta confundir a marcação adversária é a movimentação de Matheus Fernandes, João Paulo e Valencia. O chileno flutua por todos os lados, João Paulo também, e se reveza com Matheus como o mais contido dentre os meio-campistas.

Quanto a Brenner, melhor para o Glorioso que Kieza chegue com um concorrente em boa forma. Aliás, o comandante enxerga o novo reforço como um jogador de mobilidade. Certamente isso ele tem mais que o artilheiro do time no ano. Num sistema de jogo tão híbrido, é legítimo imaginar que ele tem mais chance de sucesso.

- (O Kieza) É um jogador de mobilidade, que me dá mais de uma posição, pela característica dele, e vai agregar ao grupo, que está forte. Tenho certeza que o grupo vai receber mais um elemento bem, para que fiquemos cada vez mais fortes - afirma Felipe.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

Publicada em 09/02/2018, às 10:32

Cartola admite que situação do técnico Felipe Conceição é muito difícil

Jefferson fala de enorme tristeza por queda na Copa do Brasil e críticas

Felipe Conceição começa a ser contestado (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

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Os jogadores do Botafogo retomaram os treinamentos no Nilton Santos ainda juntando os cacos da vexaminosa eliminação na Copa do Brasil para a Aparecidense, de Goiás. Com viaturas da Polícia Militar na porta do estádio como precaução após os incidentes no desembarque de quinta-feira , o gerente de futebol Anderson Barros foi o porta-voz da diretoria e deixou claro que a situação do técnico Felipe Conceição é muito difícil.



Ele não garantiu o treinador no cargo nem mesmo em caso de vitória sobre o Flamengo, sábado, às 16h30, em Volta Redonda, pela semifinal da Taça Guanabara. Segundo Anderson Barros, o trabalho será avaliado dia a dia.

Com o clima pesado, o goleiro Jefferson, ídolo da torcida, foi o escalado para a entrevista coletiva. E admitiu ter ficado muito triste com as críticas após a eliminação na Copa do Brasil pelo fato de aparecer sorrindo numa imagem da TV: "O que mais doeu foi ver minha torcida duvidando do meu caráter. Como se você chegasse em casa e visse sua esposa e filhos duvidando de você. Mas, enfim, os verdadeiros torcedores não duvidam. Se fosse de outros torcedores, eu entenderia. Nem dormi praticamente."

Ele também lamentou a forma como a delegação foi recebida no Rio: "Foi muito triste, saímos como bandidos, pelos fundos. Os próprios torcedores estão repudiando quem foi lá. Isso é importante. Nós repudiamos o que aconteceu no aeroporto." Jefferson defendeu a manutenção do treinador. "A gente quer que o Felipe continue pela pessoa que é, o pouco tempo de trabalho, mas sabemos que a pressão está em cima dele. Vamos fazer do jogo contra o Flamengo a nossa vida, correndo por ele, mas também pelo Pimpão, Gilson, torcedores e nossos familiares. Vamos suar sangue para conseguir a classificação", prometeu.



Além do período de enorme pressão e instabilidade, para chegar à decisão da Taça Guanabara, o Botafogo terá que vencer o jogo de amanhã, já que o Flamengo tem a vantagem do empate.

Como mudou o esquema do time na derrota para a Aparecidense, a escalação para o clássico virou um enigma.

Conteúdo publicado originalmente no site O Dia