Publicada em 28/01/2018, às 16:09

Vida sem Nenê: as opções de Zé Ricardo para a criação do Vasco

Depois da saída do meia para o São Paulo, técnico Zé Ricardo tem para a posição Evander, Wagner e Thiago Galhardo. Para a Libertadores, porém, há necessidade de reforçar

(Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

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Depois de dois anos e meio com a camisa do Vasco, Nenê deu adeus ao clube. Na última sexta-feira se despediu do Cruz-Maltino, acertando com o São Paulo. Já não enfrentou o Flamengo no Clássico dos Milhões do último sábado que terminou empatado pelo Campeonato Carioca, em um jogo que Evander assumiu a sua função - no fim ficando também com o Wagner. Mas não foram bem como o esperado.

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Evander, durante as categorias de base do Vasco, atuava na função de camisa 10, a mesma que Nenê praticava no profissional. Recebeu algumas chances no time adulto, mas não conseguiu uma sequência, sempre retornando para a base. Com Zé Ricardo, foi improvisado como volante, brilhando entre os titulares no segundo semestre de 2017. Uma mudança de função que caiu bem para o seu futebol.

A saída de Nenê obrigou o técnico Zé Ricardo a fazer alterações no esquema de jogo. Acabou adiantando Evander na equipe titular do Vasco, passando a jogar de costas. Não rendeu conforme o planejado pelo treinador. Wagner acabou no segundo tempo do Clássico dos Milhões assumindo a função de 10 e também ficou abaixo. Outra opção, Thiago Galhardo não foi relacionado. Zé comentou.

- Evander foi adiantado um pouquinho, conversei com ele. Há um tempo que não vem jogando de costas. A gente vem tentando fortalecer ele jogando de frente. Entendo que o Wagner pode jogar. É uma ideia nossa que ele possa jogar e gerenciar esse espaço. Por pouco não conseguimos colocar o Thiago Galhardo, que joga naquela função - afirmou o treinador em coletiva após o empate no clássico.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

Publicada em 09/02/2018, às 09:43

Dinamite se emociona com retorno a São Januário: 'Minha casa'

Ídolo e ex-presidente do clube voltou ao estádio convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello após três anos afastado na gestão Eurico Miranda

(Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

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Roberto Dinamite é o maior ídolo da história do Vasco. O ex-atacante marcou 644 gols em 955 jogos com a camisa Cruz-Maltina e foi presidente do clube por seis anos. Após três anos sem pisar em São Januário, Dinamite retornou ao local convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello e se emocionou com o carinho dos torcedores.



- São Januário sempre foi a minha casa. Eu comecei lá com 14 anos, parei com 38 e depois fui presidente do clube. Não tenho grupo A, B ou C na política do clube. O Vasco é maior e está acima de tudo isso. Não fui nos últimos anos porque nunca tinha sido convidado. O atual presidente me convidou, o Campello trabalhou comigo e não tenho problema nenhum com ele - disse Dinamite, ao LANCE!, antes de completar:

- Foi muito legal retornar a São Januário. O torcedor me recebeu bem. Eu me emocionei, fiquei muito feliz. Pode parecer simples, mas esse convite me fez muito bem.

No rápido papo com a reportagem, Dinamite evita o assunto política do clube. Antes mesmo de ser questionado sobre o assunto, Roberto já deixou clara sua posição:



- No que eu puder ajudar, eu vou ajudar. Posso garantir que não vou atrapalhar e creio que se todos que estão envolvidos pensarem assim, vai dar certo. Torço para a atual diretoria, o Vasco e a sua torcida merecem dias melhores.

ELOGIOS A PAULINHO E EVANDER E PEDIDO POR REFORÇOS

Dois jogadores do atual elenco vascaíno foram destacos por Dinamite: os jovens Paulinho e Evander. O bom desempenho dos meninos que vieram da base fez Roberto lembrar do tempo em que trabalhou com alguns deles enquanto presidente:

- O Paulinho está aí marcando história como o jogador mais novo da história do Vasco a marcar na Libertadores. O Evander teve paciência para esperar o momento dele de brilhar. É muito legal ver essa molecada brilhando, 90% deles estiveram com a gente na base, isso mostra que o trabalho foi bem feito.

Sobre o time atual na Libertadores, Roberto manteve os elogios para o trabalho do técnico Zé Ricardo, mas ressaltou que as próximas fases serão muito complicadas e que o atual elenco precisa de reforços.

- A expectativa é boa. Temos que pensar grande, os adversários dessa fase preliminar não são do mesmo nível que o Vasco pode encarar lá na frente, mas o time está bem, o trabalho do Zé Ricardo é excelente. A garotada está dando conta do recado. Acho que mais pra frente é necessário que venham reforços, mas os meninos estão muito bem - finalizou.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!