Publicada em 28/01/2018, às 20:21

Oswaldo atribui tropeço à "acomodação" e prevê evolução de Ricardo Oliveira

Treinador reclama da queda de atenção e foco do Atlético-MG no segundo tempo e, questionado sobre o centroavante, se mostra tranquilo e garante que ganho de entrosamento fará diferença

Oswaldo de Oliveira reclamou do relaxamento do Atlético-MG no segundo tempo (Foto: Reprodução/TV Globo)

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O Atlético-MG começou bem a partida contra o Patrocinense, neste domingo, no Independência. Fez um bom primeiro tempo, abriu 2 a 0 no placar e encaminhou a vitória. Na etapa final, porém, caiu muito de produção e viu o adversário empatar (veja os melhores momentos no vídeo abaixo). Pressionou no fim, mas não adiantou. Na entrevista coletiva após a partida, Oswaldo de Oliveira explicou a vitória com uma questão comportamental: relaxamento, acomodação. Para o técnico, faltou foco à equipe na etapa final.

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- Acho que nós relaxamos muito. Entramos autossuficientes na partida, sem jogar com a intensidade e agressividade que jogamos o jogo passado (dos titulares, contra o Democrata). Nós fizemos dois gols. Aliás, três, mas valeram dois. Fizemos advertências no intervalo, mas não foi o suficiente para a equipe acordar no jogo. Deixamos a desejar neste aspecto. Poderíamos ter decidido a partida. Houve uma acomodação, um relaxamento, e acabou que cedemos o empate. Estamos trabalhando para a equipe evoluir. Nós não conseguimos repetir o que fizemos no primeiro jogo em termos de intensidade e agressividade. Isso é naturalíssimo em equipes que estão se formando, iniciando temporada. Daí no segundo tempo as dificuldades que tivemos, mesmo com os alertas.

O centroavante Ricardo Oliveira, nesse que foi o segundo jogo dele no Atlético-MG, teve pouquíssimas chances de gol. Colaborou com o setor ofensivo, se movimentou, buscou espaços, mas pouco finalizou. Por que? Porque o jogador ainda não está sendo efetivamente buscado como principal opção de ataque. Oswaldo explica que a evolução virá com o entrosamento.

- Ele participou, principalmente no primeiro tempo, de várias jogadas na frente da área, no lado, inclusive na jogada do segundo gol. Ele veio do Santos, sozinho, e está jogando aqui com companheiros que nunca teve do lado. É natural que, normalmente, ele evolua, se entenda melhor. Ele tem conversado muito com os companheiros, tenho incentivado isso. Ele se movimentou o tempo todo para jogar. No primeiro tempo, Cazares e Elias se afastaram muito dele. Um deles tem que se movimentar entrando, saindo (da área). Em alguns momentos, tivemos uma linha de cinco (na defesa), e o Ricardo sozinho na frente. Coisas que temos que ajustar. Quando tivemos a parada e conversamos, eles fizeram quatro, cinco boas jogadas. Conseguimos trocar passes, houve a penetração do Cazares no lance de gol que foi invalidado. Desta equipe, é o segundo jogo. Do Ricardo com os novos companheiros, também. Tenho certeza que, com a qualidade dele e a qualidade dos companheiros, vão se entender e se dar muito bem. Principalmente quando a equipe jogar com mais disposição, agressividade e inteisdade na partida.

Demora para substituir

Chamou atenção na partida, também, a demora nas substituições de Oswaldo de Oliveira. O técnico mexeu no time apenas aos 39 minutos do segundo tempo, quando fez três mudanças de uma vez (Bruno Roberto, Marco Túlio e Gustavo Blanco no lugar de Cazares, Róger Guedes e Elias). Oswaldo justificou dizendo que esperava uma reação dos 11 jogadores que estavam em campo, já que são os considerados titulares.

- Demorei a substituir porque eles tinham que reagir, eles tinham que tomar atitude. Essa é a equipe considerada titular. Tiveram duas semanas trabalhando, tinham que sentir isso. Alertei para que eles tomassem atitude na hora e mudassem o panorama do jogo. Como isso não aconteceu, procurei, com as três substituições, mudar o ritmo do jogo, aumentar a agressividade e colocar o time mais para cima para tentar o terceiro gol.

Confira outras respostas de Oswaldo de Oliveira

Volantes marcaram pouco?

- Acho que não posso falar do departamento dos volantes. Acho que a equipe como um todo deixou a desejar. A maioria dos jogadores, principalmente os seis que são responsáveis por pressionar a agressividade do adversário (quatro defensores e dois volantes), não funcionaram tão bem, principalmente no segundo tempo. Não é responsabilidade só dos volantes. Foi um erro coletivo.

Os jogadores que você tem como opções para os jogos (reservas) são suficientes?

- Acho que é muito prematuro dizer se são suficientes. Estamos conhecendo. Usei as possibilidades que eu tinha para mudar a partida, mudar a postura do time. E tenho outras alternativas que posso utilizar. Os dois meninos que entraram hoje (Bruno Roberto e Marco Túlio) entraram muito bem contra o Villa, criaram boas possibilidades de gol. O Blanco também foi muito bem nas duas partidas que jogou. São jogadores que têm tido bom aproveitamento nos treinamentos e nos jogos.

Uma queda física foi responsável para a queda no segundo tempo?

- Não acho que tenha sido parte física. Acho que a equipe teve um relaxamento, não teve a postura de antes. Foi uma questão de postura, de relaxamento, de agressividade na partida.

Avaliação da atuação de Elias

- O Elias é um jogador de larga experiência, jogou nas maiores equipes brasileiras, na Seleção. Na semana passada teve um julgamento completamente diferente do de hoje. Estamos iniciando a temporada. Não tenho a menor dúvida sobre as qualidades do Elias. E acho que ele pode oscilar, sim. Jogar bem um jogo, não jogar bem outro. Mas, na sequência, voltar a responder.

O Atlético empatou com o Patrocinense, uma equipe inferior tecnicamente. Se fosse um time mais forte, poderia ter perdido. A situação preocupa?

- Se fosse outro (time), nós provavelmente teríamos outra postura também. Provavelmente seríamos mais agressivos, intensos. O que fica é que eles precisam reagir, como já falei. Durante a semana de trabalho, vamos focar bastante nessa parte.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:19

Cuca vira primeira opção do Atlético-MG para a vaga de Oswaldo de Oliveira

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O Atlético-MG já está à procura do substituto de Oswaldo de Oliveira. A ideia do clube é buscar Cuca para a vaga do técnico que foi demitido na madrugada desta sexta-feira (9) na Cidade do Galo.



Campeão da Copa Libertadores da América de 2013 pela equipe de Belo Horizonte, o ex-comandante do Palmeiras já foi procurado por Alexandre Gallo, diretor de futebol, para retornar à cidade mineira.

A ideia é que o treinador feche contrato até dezembro deste ano na Cidade do Galo. Ele é o nome preferido da cúpula para a vaga. Um vínculo mais longo, no entanto, não está descartado.

Abel Braga, hoje no Fluminense, também é um nome que agrada ao presidente Sérgio Sette Câmara e ao diretor de futebol Alexandre Gallo.



A volta de Cuca ao Atlético pode acontecer quatro anos após sua saída. Depois de vencer a Libertadores pelo clube, ele renovou o contrato, mas acabou saindo devido à proposta do Shandong Luneng, da China, onde ficou até o fim de 2015.

O técnico voltou ao Brasil no início de 2016 e conduziu o Palmeiras ao título do Campeonato Brasileiro. Em 2017, ele voltou à Academia de Futebol, mas não obteve o mesmo sucesso e acabou demitido.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte