Publicada em 28/01/2018, às 15:39

Brant posta vídeo na web e critica Campello: "O que mais queria era cargo"

Candidato à presidência do Vasco aparece nas redes sociais reclamando das atitudes do atual presidente do Cruz-Maltino e afirma que lutará pelo voto direto no clube

Julio Brant durante eleição no Conselho Deliberativo (Foto: Paulo Fernandes / Vasco)

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Julio Brant voltou a aparecer nas redes sociais e a criticar Alexandre Campello. Em silêncio desde o fim da eleição do Vasco, quando falou com a imprensa pouco após o resultado, o candidato derrotado pelo Conselho Deliberativo disse que o atual presidente do clube saiu da união que tinham firmado porque queria muitos cargos.

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- Campello falou na entrevista dele e tem repetido diversas vezes que nunca quis cargos, mas isso não é verdade. Tivemos várias vezes discussões duras sobre cargos. Queriam a metade do clube, apesar de ser quarto lugar na eleição. Entregamos metade do conselho para eles, entregamos metade das pastas para eles. Campello queria acumular vice-presidência, vice de futebol, vice médico... o que ele mais queria era cargo. Nosso embate foi em função disso, várias vezes. Não venha com história, o vascaíno não vai ser enganado. Nós vamos falar a verdade sempre.

Segundo Brant, a principal bandeira que ele e sua chapa farão no Conselho Deliberativo será de luta pelo voto direto no Vasco. De acordo com o candidato derrotado por Alexandre Campello, a ideia é que os votos dos sócios seja o que irá eleger o presidente para os próximos anos.

- Nosso trabalho no Conselho vai ser de fiscalização, de monitoramento de cada passo feito por essa administração para a gente garantir que as promessas de campanha serão cumpridas. Vamos lutar, principalmente, por diretas já. Chegou a hora do voto do sócio valer de verdade e não ser um grande teatro. Porque tem que valer a pena se associar ao Vasco e ter o direito ao voto. Para quando você chegar naquela urna em São Januário, você ter certeza de que o projeto que você apoia e quer no clube, vai ser vencedor. Nós vamos lutar no Conselho por diretas já.

No vídeo postado na página "Quem É Vasco é SEMPRE VASCO", no Facebook, Julio Brant conta também com a participação de Gabriel Calçada, neto de Antônio Soares Calçada. O presidente de honra do clube foi o candidato a vice-presidente de Brant na eleição do Conselho aos 94 anos. Segundo Gabriel - e o próprio Brant -, não é verdade que foi "maldade" que Calçada fosse à eleição como vice do candidato derrotado.

- Aos 94 anos, meu avô se sensibilizou com a situação e, como presidente de honra, decidiu ser vice do Julio Brant para lutar pelo o que acreditava que era certo, para lutar pela vontade dos sócios. E quando Campello fala que ele pode ter sido desrespeitado e que foi uma maldade o que fizeram... ele mesmo disse para mim que foi um dos dias mais emocionantes que já passou e que pôde relembrar todos os momentos que teve no Vasco. Eu gostaria de afirmar que a família Calçada continua com Julio Brant - disse neto de Antônio Soares Calçada.

Veja outros pontos do que fala Brant em seu vídeo

"Esclarecimento"

A ideia é responder o que foi dito pelo Campello nas suas entrevistas e coletivas de imprensa, dar a nossa versão sobre o que aconteceu na campanha. Daqui para frente vamos cobrar, sim, uma postura correta, o cumprimento das promessas de campanha. Temos um grupo forte no Conselho e que vai ser muito atuante. Chegou o momento de apoiar o clube, virar a página da política e de torcer pelo Vasco. Precisamos dar mais tranquilidade para os jogadores e funcionários, para quie eles possam trabalhar com tranquildaide e poder fazer a virada que o nosso clube deseja.

"Urna 7"

Campello, você foi eleito com o trabalho duro de muitos advogados renomados. Foi um trabalho coordenado entre a minha equipe jurídica e a do Horta. Das reuniões realizadas, você e sua equipe nunca participaram. Foram elas que anularam a urna 7. Foi esse trabalho que permitiu que você fosse presidente do Vasco hoje. Trabalho feito arduamente por muitos advogados que trabalharam duro, que colocaram seu nome, que foram lutar por uma causa: a mudança na gestão do Vasco. É mais um grupo que você frustrou, reforçando e fortalecendo Eurico Miranda dentro do clube.

"Estelionato eleitoral"

Não pense que você me traiu. A indignação das ruas prova isso. Você não me traiu. Mas traiu os milhões de vascaínos que estavam em São Januário e foram representados pelos quase dois mil votos que tivemos, que elegeram 120 conselheiros para votar nessa mudança. Essa foi a mudança legítima. Então, as ameaças que você diz receber, não tem nada a ver comigo. Tem a ver com o que você fez. Com a traição que você fez, não a mim, mas a milhões de vascaínos nas ruas. Esses, sim estão indignados com a sua postura, com o seu caráter.

O estelionato eleitoral que você cometeu é o que está gerando essa onda de raiva e negatividade contra você. Assuma as consequências do seu ato. Seja homem. Não jogue as responsabilidades em cima dos outros. Não tenho nada a ver com isso, sempre repudiei violência. Nós nunca estimulamos violência e eu sempre repudiei. Aliás, gravei um vídeo no mesmo dia que você alegou ter sido ameaçado repudiando a violência. Só que as pessoas tem sentimentos. Ninguém gosta de ser traído. Agora, assuma a responsabilidade disso.

"Campello, o candidato do Eurico"

A grande insatisfação e a grande indignação do vascaíno, hoje, foi o fato de você ter criticado Eurico Miranda a campanha inteira, dizendo que ia tirá-lo e, no apagar das luzes, fazer uma união com ele para levar a presidência. O que você fez na Lagoa, em vez de tirar o Eurico, foi fazer ele um cara mais forte ainda. Sabe por quê? Porque hoje, o presidente do Vasco é do Eurico. Foi ele que fez. Foi com os votos do Eurico que você se elegeu. Isso tem um preço. Você sabe disso e todo mundo sabe disso.

A indignação e a tristeza vêm disso. Vêm de termos passado - eu e você - uma campanha inteira dizendo que iríamos tirar o Eurico do Vasco e, no último jogo, ver o Eurico na sala da presidência assistindo ao jogo não sendo mais presidente. É, sinceramente, uma tristeza. É o enfraquecimento da nossa visão de modernizar o clube e o fortalecimento da tradicional política do clube, que tem nos levado ao buraco que chegamos até agora.

"Campello em campanha"

A vaidade foi um problema constante. Enquanto eu estava nos EUA e na Europa buscando investidores e patrocinadores, tentando estruturar um projeto grande para o clube, eles estavam aqui fazendo campanha, gravando vídeo. Eu falei reiteradas vezes que a campanha acabou, mas para eles a campanha nunca tinha acabado e hoje a gente sabe o porquê. Mas a campanha continuou. Enquanto eu esperava que o meu vice estivesse aqui trabalhando, estruturando projeto, juntando a equipe, formando um time de trabalho, efetivamente, isso não estava acontecendo.

Estava sendo gestado um grande projeto, sim, de traição. Então, nós estávamos trabalhando, sim. Eu estava fora do Brasil, sim, buscando parceiros, e eles estavam aqui vazando cada uma das informações sobre os nossos projetos. É só ver as colunas de jornais daquela época. Várias informações sigilosas que eram tratadas por um grupo muito pequeno e que eram vazadas o tempo inteiro.

"Contratação de executivos para o futebol"

Você falou de uma reunião com Felipe que Fulano e Beltrano atrasaram... Nessa reunião, Felipe deixou claro para você que trabalharia com qualquer diretor. Que ele não iria indicar diretor nenhum. Que você poderia indicar o diretor, sem problema nenhum. Felipe falou isso várias vezes. O que você diz, de que já tínhamos diretor de futebol fechado, não é verdade. Nós fizemos o dever de casa que vocês não fizeram. Enquanto vocês estavam preparando o golpe, nós estávamos trabalhando, claro. Tem um clube para gerir ali na frente. Nós temos responsabilidade. Estávamos trabalhando, mas ninguém definiu nada. Não tinha nada definido.

Felipe, reiteradas vezes, inclusive nessa reunião do dia 8 (que eu não estava porque estava na Europa), disse várias vezes - e temos testemunhas disso -, que abriria mão para você escolher o diretor. Disse que trabalharia com qualquer diretor de futebol, qualquer executivo. Ele falou, inclusive, na minha frente no jantar que tivemos no restaurante do Jockey Clube. Lembra? Ele falou para mim e para você naquela noite. A história de que já tinha decidido é mentira. Não é verdade. E nós vamos rebater cada inverdade que você disser sobre isso.

"Campello e a coletiva"

Ele disse que não foi chamado para a coletiva de imprensa que dei. Não só ele foi chamado, como a ideia partiu dele. Ele pediu para fazermos uma nota e nós discutimos se era melhor isso ou uma coletiva de imprensa. Mandei mensagem várias vezes e até o endereço do local. Na última hora ele disse que não poderia ir porque estava no trânsito. Essa história de que não foi chamado para a coletiva de imprensa não é verdade. Ele não só foi chamado como participou da decisão de fazer a coletiva. E desistiu de ir para a coletiva de imprensa em cima da hora. Hoje a gente sabe o porquê.

"Campello se reuniu no escritório de Julio Brant"

Mais uma mentira sua dizer que não sabe onde eu trabalho. Você disse na coletiva que não sabe onde eu trabalho. Aquela reunião em que vocês mentiram para a gente dizendo que estavam saindo da parte executiva do clube, mas manteriam o acordo político - a menos de uma semana da eleição. Vocês foram no meu escritório, na empresa que eu trabalho, na sala do Conselho ter essa reunião. Então, você dizer que não sabe onde eu trabalho é mais uma mentira.

Nesse dia, nessa reunião, vocês foram lá dizer que iriam sair da parte executiva e que não queriam cargo, mas que o nosso acordo político estava mantido. Menos de uma semana depois, vocês traíram a palavra que deram uma semana antes. E essa palavra dada, Campello, foi dada na minha empresa e que você sabia muito bem. Era o meu escritório, o lugar que eu trabalho. Você foi lá para essa reunião. Como é que diz agora que não sabe bem o que eu faço e onde trabalho? Menos, menos.

"Calçada e a honra"

Campello, você falou que eu fiz uma covardia, uma maldade com o Calçada. Isso é uma piada. Você falou que eu não tinha os beneméritos, que maltratei os velhinhos. Isso é uma piada. Nós não perdemos para a tradição. Nós perdemos para a traição. Sabe por quê? Porque o senhor Antonio Soares Calçada, aos 94 anos, veio para a minha chapa para manter a tradição. Ele estava ali representando os mais tradicionais beneméritos e grandes-beneméritos do clube.

Calçada é o único presidente de honra do Vasco da Gama. Ele veio como vice da minha chapa para evitar a desonra que você causou ao clube, quebrando uma tradição de 120 anos. Não se esconda atrás dos beneméritos e dos grandes-beneméritos. Assuma a responsabilidade do que fez. Você traiu. Os beneméritos estavam representados pelo Calçada. Ele estava lá, aos 94 anos, preocupado com a tradição do clube e quis dar um sinal claro de que a tradição estava com a gente.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 09:43

Dinamite se emociona com retorno a São Januário: 'Minha casa'

Ídolo e ex-presidente do clube voltou ao estádio convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello após três anos afastado na gestão Eurico Miranda

(Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

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Roberto Dinamite é o maior ídolo da história do Vasco. O ex-atacante marcou 644 gols em 955 jogos com a camisa Cruz-Maltina e foi presidente do clube por seis anos. Após três anos sem pisar em São Januário, Dinamite retornou ao local convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello e se emocionou com o carinho dos torcedores.



- São Januário sempre foi a minha casa. Eu comecei lá com 14 anos, parei com 38 e depois fui presidente do clube. Não tenho grupo A, B ou C na política do clube. O Vasco é maior e está acima de tudo isso. Não fui nos últimos anos porque nunca tinha sido convidado. O atual presidente me convidou, o Campello trabalhou comigo e não tenho problema nenhum com ele - disse Dinamite, ao LANCE!, antes de completar:

- Foi muito legal retornar a São Januário. O torcedor me recebeu bem. Eu me emocionei, fiquei muito feliz. Pode parecer simples, mas esse convite me fez muito bem.

No rápido papo com a reportagem, Dinamite evita o assunto política do clube. Antes mesmo de ser questionado sobre o assunto, Roberto já deixou clara sua posição:



- No que eu puder ajudar, eu vou ajudar. Posso garantir que não vou atrapalhar e creio que se todos que estão envolvidos pensarem assim, vai dar certo. Torço para a atual diretoria, o Vasco e a sua torcida merecem dias melhores.

ELOGIOS A PAULINHO E EVANDER E PEDIDO POR REFORÇOS

Dois jogadores do atual elenco vascaíno foram destacos por Dinamite: os jovens Paulinho e Evander. O bom desempenho dos meninos que vieram da base fez Roberto lembrar do tempo em que trabalhou com alguns deles enquanto presidente:

- O Paulinho está aí marcando história como o jogador mais novo da história do Vasco a marcar na Libertadores. O Evander teve paciência para esperar o momento dele de brilhar. É muito legal ver essa molecada brilhando, 90% deles estiveram com a gente na base, isso mostra que o trabalho foi bem feito.

Sobre o time atual na Libertadores, Roberto manteve os elogios para o trabalho do técnico Zé Ricardo, mas ressaltou que as próximas fases serão muito complicadas e que o atual elenco precisa de reforços.

- A expectativa é boa. Temos que pensar grande, os adversários dessa fase preliminar não são do mesmo nível que o Vasco pode encarar lá na frente, mas o time está bem, o trabalho do Zé Ricardo é excelente. A garotada está dando conta do recado. Acho que mais pra frente é necessário que venham reforços, mas os meninos estão muito bem - finalizou.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!