Publicada em 27/01/2018, às 12:49

Cabe mais um: Botafogo espera fechar elenco para Carioca com Rony ou Aguirre

Acerto com Kieza não inviabiliza quinto reforço para o ataque, mas Alvinegro esbarra em falta de margem de investimento para contratação. Expectativa é que um ou outro consiga sua liberação

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O fim da tão esperada novela pelo camisa 9 do Botafogo aconteceu na última sexta-feira. Agora, são quatro reforços confirmados para 2018: o meia-atacante Luiz Fernando (ex-Atlético-GO), o meia Renatinho (ex-Paraná), o atacante Leandro Carvalho (ex-Paysandu) e o centroavante Kieza (ex-Vitória). Mas o elenco ainda não está fechado, e a diretoria espera mais um nome para completar o grupo na disputa do Campeonato Carioca.

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Os alvos são atacantes e já conhecidos do público pela imprensa: Rony, que pertence ao Albirex Niigata, do Japão, e chegou a ser envolvido e retirado da troca com o Cruzeiro por Bruno Silva; e Rodrigo Aguirre, uruguaio que estava no Nacional-URU, mas pertence à Udinese, da Itália.

Oferecido pelo Cruzeiro, Rony, de 22 anos, chegou a ser aprovados nos exames médicos e anunciado pelo Botafogo. Mas o contrato de empréstimo com o Albirex Niigata, que investiu R$ 4 milhões nele, tinha cláusula de renovação, e o clube exigiu o retorno do jovem ou o pagamento de uma multa de US$ 10 milhões (cerca de R$ 32 milhões). O atacante, porém, não pretende voltar ao país e junto com seu representante negocia uma forma de liberação com os japoneses.

Por sua vez, Aguirre, de 23 anos, terminou o empréstimo após grande temporada no Nacional-URU e despertou o interesse de outros times sul-americanos. Mas sua vontade é jogar no Brasil, e o bom histórico de uruguaios no Botafogo o motivou. Inclusive começou a seguir o clube em suas redes sociais. Porém, a Udinese, que tem contrato com ele até junho de 2019, cobra US$ 500 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) para cedê-lo novamente. Seu empresário negocia com os italianos.

– Estamos mais interessados a parte esportiva do que financeira. Temos a intenção de negociar com o Botafogo que tem tradição com jogadores uruguaios. Torcedores escreveram para ele pelo Instagram e Facebook e o Aguirre ficou surpreendido. A bola está com o Botafogo. O jogador quer o Botafogo. Quando um jogador quer um clube fica tudo mais fácil – disse o empresário peruano Pablo Betancourt, representante de Aguirre, em entrevista à "Rádio Globo".

Mas é certo de chegar pelo menos um deles? Não. Há o risco de ficar sem os dois. Isso porque não há margem no orçamento alvinegro para investir. O cerca de R$ 1,6 milhão da premiação da CBF pela 10ª posição no último Campeonato Brasileiro e os R$ 4 milhões da venda de Bruno Silva já ficaram comprometidos com folha salarial e acertos com elenco.

Sem a vaga na Libertadores para potencializar os lucros esse ano, se tanto Albirex Niigata quanto Udinese não cederem e toparem empréstimos sem custos, a única chance de o Botafogo contratar um dos dois seria com a ajuda de investidores. Como aconteceu, por exemplo, na contratação de Luiz Fernando, que custou R$ 2,5 milhões aos cofres do clube. A expectativa é de uma definição até o fim da próxima semana.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 10:32

Cartola admite que situação do técnico Felipe Conceição é muito difícil

Jefferson fala de enorme tristeza por queda na Copa do Brasil e críticas

Felipe Conceição começa a ser contestado (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

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Os jogadores do Botafogo retomaram os treinamentos no Nilton Santos ainda juntando os cacos da vexaminosa eliminação na Copa do Brasil para a Aparecidense, de Goiás. Com viaturas da Polícia Militar na porta do estádio como precaução após os incidentes no desembarque de quinta-feira , o gerente de futebol Anderson Barros foi o porta-voz da diretoria e deixou claro que a situação do técnico Felipe Conceição é muito difícil.



Ele não garantiu o treinador no cargo nem mesmo em caso de vitória sobre o Flamengo, sábado, às 16h30, em Volta Redonda, pela semifinal da Taça Guanabara. Segundo Anderson Barros, o trabalho será avaliado dia a dia.

Com o clima pesado, o goleiro Jefferson, ídolo da torcida, foi o escalado para a entrevista coletiva. E admitiu ter ficado muito triste com as críticas após a eliminação na Copa do Brasil pelo fato de aparecer sorrindo numa imagem da TV: "O que mais doeu foi ver minha torcida duvidando do meu caráter. Como se você chegasse em casa e visse sua esposa e filhos duvidando de você. Mas, enfim, os verdadeiros torcedores não duvidam. Se fosse de outros torcedores, eu entenderia. Nem dormi praticamente."

Ele também lamentou a forma como a delegação foi recebida no Rio: "Foi muito triste, saímos como bandidos, pelos fundos. Os próprios torcedores estão repudiando quem foi lá. Isso é importante. Nós repudiamos o que aconteceu no aeroporto." Jefferson defendeu a manutenção do treinador. "A gente quer que o Felipe continue pela pessoa que é, o pouco tempo de trabalho, mas sabemos que a pressão está em cima dele. Vamos fazer do jogo contra o Flamengo a nossa vida, correndo por ele, mas também pelo Pimpão, Gilson, torcedores e nossos familiares. Vamos suar sangue para conseguir a classificação", prometeu.



Além do período de enorme pressão e instabilidade, para chegar à decisão da Taça Guanabara, o Botafogo terá que vencer o jogo de amanhã, já que o Flamengo tem a vantagem do empate.

Como mudou o esquema do time na derrota para a Aparecidense, a escalação para o clássico virou um enigma.

Conteúdo publicado originalmente no site O Dia