Publicada em 23/01/2018, às 10:09

Criado embaixo da arquibancada e sonho do pai: a história de Róger Guedes

Após morar por quatro anos em um estádio no interior do Rio Grande do Sul, atacante dribla dificuldades da vida para realizar desejo do pai e melhorar a condição financeira da família

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Apenas 21 anos de idade e muita história para contar. Róger Guedes ainda escreve os primeiros passos no futebol, mas a jornada de vida pesada ao lado dos pais e do irmão serviu de preparação emocional para o jogador. A família Guedes passou dificuldades financeiras, precisou morar por quatro anos embaixo da arquibancada do Estádio Carlos Jacob Simon, na pequena Iburubá, a 300 quilômetros de Porto Alegre. As lembranças ainda mexem com Walter, mais conhecido por Neco, pai de Róger Guedes.

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- O Róger tem uma história de vida muito bonita conosco. Não tínhamos dinheiro. Passamos aperto, sem casa, e tivemos que morar por quatro anos embaixo da arquibancada aqui em Ibirubá. Ele tinha só um ano nessa época. Morávamos eu, ele, minha esposa e meu outro filho. O caminho que ele percorreu me faz lembrar muita coisa. Eu trabalhava lá no campo do estádio para sustentar a família.

Neco sempre teve relação próxima com o futebol. Jogador amador, defendeu as cores do Vila Nova, equipe que usava o campo do Grêmio de Ibirubá, casa também dos Guedes por alguns anos. O sonho de brilhar no futebol ficou perdido no tempo para o patriarca da família, mas a genética cuidou que o filho mais novo herdasse o dom para jogar aliado à sorte para se profissionalizar e alcançar sucesso nacional.

- Desde pequeno o Róger mostra talento. Tanto que ele chamou atenção primeiro no futsal, com apenas seis anos. Ele foi jogar no time de Passo Fundo, era a categoria fraldinha, se destacou muito por lá. Eu acompanhei de perto a evolução dele no futebol.

Mudança de ares
Aos 10 anos, Róger partiu para outro desafio: o futebol de campo. Um diretor do Grêmio observou o garoto ainda nas quadras de futsal e fez o convite.

- Foram seis meses que passei com ele em Porto Alegre. Só depois foi possível levar a mãe e o irmão. A distância era muito grande.

Faltou paciência, mesmo para o jovem Róger, na tentativa de adaptação no Grêmio. Sem receber muitas oportunidades, ele quis sair do Tricolor. Partiu para uma troca arriscada: disputar um campeonato pelo Porto Alegre, equipe menor da capital gaúcha. O apoio da família entrou em ação outra vez.

- Ele não recebia no novo clube. Precisamos juntar as forças de todos: eu, minha esposa e o meu outro filho, para ajudar nos gastos. Róger passou uns dois anos assim. Ele tinha 14 anos nessa época - recorda Neco.

Ajuda do destino
Embora tenha trocado um gigante por um clube mais simples, Róger conseguiu visibilidade. Um grupo de empresários, indicados por um observador que o acompanhou no Porto Alegre, decidiu investir no jovem atacante e colocá-lo no Criciúma. O primeiro contrato profissional foi assinado aos 16 anos.

Desde essa época, Róger já namorava com a atual esposa, Sindi, com quem teve um filho ainda como jogador do Criciúma. O pequeno Ryan nasceu no Sul do país.

Arrancada contra o Flamengo
Uma jogada de alto nível, diante do Flamengo, em 2014, colocou Róger Guedes nos holofotes. O jovem disputou a reta final do Campeonato Brasileiro daquele ano pelo Criciúma. Como a equipe catarinense estava rebaixada, a comissão técnica decidiu colocar alguns jovens nas últimas rodadas. Entre eles estava Róger. O jogador arrancou do campo de defesa e serviu Cléber Santana para fazer o gol do Tigre.

A sequência se manteve promissora em Santa Catarina em 2015, tanto que o atacante despertou o interesse de outras equipes. O Palmeiras conseguiu fechar a contratação no fim da temporada. Em 2016, o jogador partiu para a grande oportunidade da carreira em uma equipe de ponta do Brasil. O reconhecimento da jornada dos pais não podia vir sem um presente especial.

- Quando ele começou a ganhar mais dinheiro, ainda mais indo para o Palmeiras, pôde comprar a nossa casa aqui em Ibirubá. Sempre foi um menino muito bom e nunca nos deu trabalho.

Auge e queda no Palmeiras
Róger Guedes chegou com tudo no Palmeiras. Foi titular na temporada 2016, mostrou muito talento e terminou o ano com o título brasileiro, a primeira grande conquista nacional. O clube paulista chegou a recursar uma oferta milionária do Spartak, da Rússia, para mantê-lo no elenco. A realidade mudou em 2017, e o atacante perdeu espaço na equipe.

A mudança para o Atlético-MG parece ter vindo em momento propício para Róger Guedes. Assim como o Galo procurava um velocista para o ataque, o jogador procurava uma nova casa para continuar a sua história. Ele fica por empréstimo no clube mineiro até o fim do ano, enquanto Marcos Rocha, lateral direito, permanece pelo mesmo período no Palmeiras.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 23/02/2018, às 18:38

Treino indica titulares do Galo poupados antes de jogo pela Copa do Brasil

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Neste domingo o Atlético-MG enfrenta o Tupi, às 17h, pela Campeonato Mineiro, em Juiz de Fora. Para o duelo válido pela oitava rodada do Estadual, o Galo deve jogar com uma equipe reserva, já que na próxima semana o clube tem compromisso pela terceira fase da Copa do Brasil, contra o Figueirense, em Florianópolis.



Pela atividade realizada nesta sexta-feira à tarde, na Cidade do Galo, o técnico interino Thiago Larghi optou por uma escalação alternativa. O time foi formado por Cleiton, Samuel Xavier, Iago Maidana, Matheus Mancini e Danilo; Arouca, Gustavo Blanco, Tomás Andrade e Cazares; Luan e Carlos.

Além do jogo de ida pela terceira fase da Copa do Brasil, a próxima semana tem outro importante compromisso para o Atlético, o clássico com o Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro.

Com 11 pontos conquistados no Estadual, o Galo tem situação bem encaminhada para se classificar às quartas de final do torneio. Por outro lado, o rival celeste tem 19 pontos, que praticamente tira a equipe alvinegra da disputa pelo primeiro lugar, que dá vantagens nas etapas seguintes da competição.




O Atlético ainda faz mais um treino antes de enfrentar o Tupi. No entanto, como é costume na Cidade do Galo, a atividade vai acontecer sem a presença da imprensa.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte