Publicada em 14/01/2018, às 11:54

Análise: semana nos EUA mostra padrão do Corinthians; faltam opções e um 9

No Torneio da Flórida, Carille mostra time bem organizado; porém, há lacunas a preencher

Rodriguinho fez dois gols nos EUA: mais à vontade ao lado de Jadson (Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação)

A pré-temporada do Corinthians foi curta, mas deu um ótimo panorama do que a equipe pode fazer em 2018. E também do que falta para o Timão atingir o nível do ano passado.

Em dois jogos pelo Torneio da Flórida, o Corinthians fez três gols e não levou nenhum com seus titulares. Por outro lado, levou cinco e não foi às redes com os reservas. É começo de ano, claro, mas há lacunas que precisam ser preenchidas no elenco alvinegro.

O Corinthians estreia no Paulistão na próxima quarta-feira, contra a Ponte Preta, no Pacaembu. Enquanto nomes como o zagueiro Henrique e o atacante Henrique Dourado (ou outro camisa 9) não chegam, Fábio Carille vai ter de trabalhar com o que já possui em mãos.



O empate por 1 a 1 com o PSV, na quarta-feira, e a derrota por 4 a 2 para o Rangers, neste sábado, mostraram claramente dois lados.

Pontos positivos:
No 4-1-4-1, Jadson se sente à vontade, mais perto do gol adversário e livre para criar. Foram duas assistências dele para dois gols de Rodriguinho na Flórida;
Gabriel também se adaptou rapidamente ao esquema, fechando espaços entre as duas linhas de marcação, bem compactada como em 2017 (assista no vídeo abaixo);



Na lateral esquerda, Guilherme Romão deixou boa impressão nos avanços ao ataque; Juninho Capixaba, o concorrente, também foi bem contra o PSV;
O Corinthians, mais uma vez, será um time que vai sofrer poucos gols (com seus titulares).




Pontos a serem melhorados:
Kazim foi bem contra o Rangers, fazendo um gol e participando do outro, mas ainda precisa mostrar mais para ser considerado substituto de Jô;
As opções a Kazim foram apenas razoáveis. Júnior Dutra jogou melhor contra o PSV, enquanto Lucca e Carlinhos tiveram pouco tempo diante do Rangers, é verdade, mas pouco criaram;

O desentrosamento conta, mas mesmo assim o sistema defensivo esteve longe de manter o nível. Carille precisou fazer improvisações (Maycon na esquerda...), e quase nada deu certo;
O segundo tempo contra o Rangers teve o teste de outro esquema: um 4-4-2, com Lucca e Dutra mais perto do gol adversário. Apesar disso, houve pouco volume ofensivo;
O elenco não é tão curto quanto o do ano passado, e os reservas podiam ter tido desempenho melhor. Levar quatro gols não é um bom início...


A análise baseada em dois jogos de pré-temporada serve para indicar caminhos, mas é natural que Carille e sua comissão técnica deixem o time ainda mais seguro e organizado ao longo do Campeonato Paulista.

O atual campeão brasileiro já mostrou que tem uma formação titular muito consistente. Se conseguir ter mais reservas de nível semelhante, o Timão passa a ter boas chances de alcançar o mesmo sucesso de 2017.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte.com