Publicada em 22/12/2017, às 11:38

Mês a mês: Carille faz um ano no Corinthians e monta retrospectiva

Há exatamente um ano, Carille era efetivado como técnico do Corinthians. A pedido do LANCE!, ele montou sua retrospectiva mês a mês, citando os principais acontecimentos

(Foto: Daniel Augusto Jr)

Dia 22 de dezembro de 2016 é uma data especial para Fábio Carille. Há exatamente um ano, ele deixava de ser auxiliar para tornar-se técnico efetivado do Corinthians. Após conquistar o Paulistão e o Brasileirão, Carille lembra com carinho de diversos momentos de sua primeira temporada no comando da equipe.

A pedido do LANCE!, Carille montou sua retrospectiva mês a mês, citando os fatos marcantes ao longo deste ano. Desde o "sim" à proposta para ser técnico até o planejamento para a próxima temporada. Confira:

Dezembro de 2016: "Foi o mês do "sim". Dia 22 de dezembro, lembro bem que entrei na sala e a diretoria fez o convite. Eles perguntaram se eu aceitaria, e eu disse sim. "Mas você não vai nem pensar?", e eu disse que não precisava. Daí já vai para a primeira coletiva como técnico do Corinthians, e as coisas começam a mudar. Saí de Sertãozinho dia 21 andando normalmente na rua, dia 22 acontece e dia 23 já tem assédio em cima, pela grandeza que é o clube".



Janeiro: "O principal foi o entendimento com os jogadores, o quanto que pegou essa ideia de jogos, o quanto que eles aceitaram e foram para dentro de campo fazer. Mostraram isso desde os jogos contra o São Paulo e Vasco, na Flórida".

Fevereiro: "Vem fevereiro, e tem o jogo contra o Palmeiras, que realmente mudou a chave. Tinha muita desconfiança até esse jogo, Arena não estava enchendo, esse clássico ainda não estava lotada. Depois desse jogo, do jeito que foi a vitória, com um a menos, muita entrega... A imprensa e a torcida começaram a ver o Corinthians de uma forma diferente. Esse mês foi importante demais por isso. A Arena começou a ficar lotada depois desse jogo".



Março: "Teve o jogo do Santos que acendeu a luz para brigar pelo título. Para mim, começou o ano com Palmeiras e Santos à frente de Corinthians e São Paulo. O Palmeiras tinha um elenco muito forte, o Santos manteve o treinador. Então, a partir do momento que ganhamos também do Santos, acendeu a luz. O time foi encorpando, crescendo, tendo cada vez mais entendimento... A partir daí começamos a pensar em título".




Abril: "Teve o jogo contra a Universidad de Chile, que foi o pior adversário daquele momento na Sul-Americana. Fizemos um grande jogo em casa. Depois, enfrentamos o São Paulo na semifinal do Paulista e nos fortalecemos ainda mais. Teve o jogo contra o Inter, foi um jogo grande, mas não via mais importante que os clássicos naquele momento".

Maio: "Foi o mês do título. Teve a final, com familiares e amigos no estádio, tudo que se criou nessa decisão, falando dos 40 anos do título de 1977... Foi a semana mais ansiosa. Você fez o resultado, viu que teve a boa vantagem, mas a semana não passava. Foi mais difícil até do que a do Dérbi (do Brasileirão). Porque no Dérbi, independentemente do que acontecesse, ainda teria mais rodadas para definir. Contra a Ponte, não. Era aquele momento que ia definir que você é realmente o campeão".


Junho: "Início do Brasileiro, já tinha tido algumas rodadas, mas começou a afirmação do time. Eu não pensava em título, falava em vaga na Libertadores. Conseguimos segurar os jogadores, tivemos uma arrancada fundamental".

Julho: "Continuamos bem, teve o jogo contra o Palmeiras que ganhamos lá. A partir do momento que você faz tantos jogos com aproveitamento tão alto, você dificilmente não consegue uma vaga na Libertadores. Tinha que errar muito para não entrar na Libertadores. Foi uma afirmação de que estávamos no caminho certo e iríamos brigar pelas primeiras colocações do campeonato".

Agosto: "Começou com o jogo contra o Atlético-MG que foi um jogo que está entre os três que taticamente nos comportamos quase que perfeito, porque no futebol falam que não tem perfeição. Ganhamos por 2 a 0 lá, com autoridade. Depois nossa primeira derrota, mas senti o vestiário bem tranquilo, todos sabiam que ia acontecer em algum momento. Era um início ótimo, um primeiro turno invicto, maior pontuação da era com 20 times no pontos corridos... Teve cabeça baixa, normal, mas foi bem tranquilo".

Setembro: "Teve o jogo contra o Racing, um enfrentamento de Brasil contra a Argentina... Saímos invictos da Sul-Americana. O Racing fez um jogo muito inteligente lá. Isso fica a lição pela forma que o Racing jogou lá, sem se abrir mesmo jogando em casa".

Outubro: "Foi um momento de desequilíbrio da nossa equipe, de resultados, começamos a sair muito atrás do placar, coisa que não tinha acontecido até então no ano. Foi a turbulência maior, o momento antes do Dérbi. Foi o primeiro momento no ano que teve uma caída muito grande".

Novembro: "Começa com o jogo contra o Palmeiras, um jogo fundamental. Sabíamos que se perdesse, o campeonato ia se decidir só na última rodada, mas que uma vitória praticamente tiraria o Palmeiras da briga. Foi um jogo importantíssimo, a torcida mostrou a sua força, talvez até o principal momento de força que eles mostraram durante o ano, porque a gente vinha em um momento turbulento. Eles vieram juntos e foram importantíssimos. Daí tem o título que acabou coroando toda essa campanha que fizemos, uma alegria muito grande".

Dezembro: "O corpo fica fora do CT, mas a cabeça e alma continuam. Sempre conversando sobre nomes que aparecem. Não há como desvincular".

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!