Publicada em 20/12/2017, às 11:32

Pratto de saída? São Paulo pode ter problema em posição resolvida para 2018

Plano é começar ano com argentino e Brenner como centroavantes, mas...; torcida fica preocupada

Pratto deixou no ar a possibilidade de trocar o São Paulo pelo River Plate (Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net )

A notícia de que o River Plate estaria disposto a pagar US$ 10 milhões (R$ 32,8 milhões) ao São Paulo para contratar Lucas Pratto trouxe preocupação ao torcedor tricolor, que vê o camisa 9 como uma das referências da equipe que está sendo montada para a próxima temporada.

Em entrevista a um canal de televisão "TNT Sports", o camisa 9 se disse seduzido pelo fato de o clube argentino estar interessado em contratá-lo.

Nos planos da diretoria tricolor para 2018 está a contratação de um atacante. Mas não necessariamente um centroavante, já que o técnico Dorival Júnior deixou claro que vai dar mais espaço ao garoto Brenner, cria do time sub-17 e que atuou como titular na última partida da equipe no Campeonato Brasileiro, contra o Bahia.



A ideia era começar o ano com Pratto como titular, Brenner como reserva e trazer mais uma peça de velocidade pelas pontas, já que Marcinho, Denilson e Wellington Nem não vão permanecer no clube.

Gilberto, que era o reserva imediato do argentino, não aceitou a oferta para renovar contrato, pois quer um jogar onde tenha chance de ser titular.



O São Paulo, a princípio, não pensa em negociar Pratto. Mas é claro que a vontade do jogador pode fazer a diferença. O atacante tem saudades da filha de sete anos, que mora em Buenos Aires, e acredita que, atuando no futebol do seu país, possa ficar mais perto de ganhar uma nova oportunidade na seleção comandada por Jorge Sampaoli.




O atacante foi contratado no início do ano por € 6,2 milhões (R$ 20,7 milhões). O São Paulo adquiriu 50% dos direitos do atacante de 29 anos. O Atlético-MG, ex-clube do gringo, detém 45%, e uma rede de supermercados de Belo Horizonte, os outros 5%.

No contrato de Pratto com o São Paulo há gatilhos que permitem que o clube paulista compre mais 15% agora no fim do ano, 15% no fim de 2018 e 15% no fim de 2019. As duas primeiras fatias custam € 1,5 milhão cada.


Além disso, a partir de janeiro de 2018, se chegar uma proposta de no mínimo € 11 milhões (R$ 42,7 milhões), o São Paulo é obrigado a vender, desde que o salário oferecido ao jogador seja um pouco maior que o dobro do que ele ganha na equipe do Morumbi.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte