Publicada em 20/12/2017, às 11:17

Madson recupera espaço no Vasco e traça meta de gols para 2018

Lateral foi pouco utilizado no meio do ano, mas voltou a ser titular com Zé Ricardo, retomou confiança e quer melhorar ofensivamente na próxima temporada

Madson espera fazer mais gols em 2018 (Foto: Paulo Fernandes / Vasco)

O ano de 2017 foi diferente para Madson. Titular da lateral direita do Vasco desde 2015, ele perdeu espaço, chegou a nem ser relacionado para as partidas e quase deixou o clube. A volta por cima aconteceu com o técnico Zé Ricardo, que lhe devolveu confiança e o fez terminar o ano em alta.

Por conta destes altos e baixos, o lateral acredita que evoluiu nesta temporada. Percebeu que não pode se acomodar com a titularidade. Por isso, traçou meta para melhorar num quesito em que ainda é bastante cobrado pela torcida. Quer fazer mais gols em 2018 – até agora, foi apenas um pelo Vasco em três anos.


- Tenho que aprimorar a conclusão, procurar fazer mais gols. Tenho facilidade para chegar na área, então procuro melhorar na assistência e na finalização. Vou procurar fazer em 2018. Cinco, seis gols por ano seria uma meta boa – disse o jogador.
Nesta entrevista, Madson fala sobre sua temporada e conta que chegou a pedir para ser liberado para o Botafogo, mas a palavra de Eurico Miranda prevaleceu. Confira:





GloboEsporte.com: Pela primeira vez no Vasco, você perdeu a posição de titular durante o ano. Como foi isso?

Madson: Comecei de titular no Torneio da Flórida. Retornamos e fizemos a estreia no Carioca. Depois disso, tomei um gelo que sinceramente não entendi o que aconteceu. Cristóvão me tirou da equipe, não ia nem mais para os jogos, quando chegou no carioca eu não estava indo para os jogos. Mas eu fiquei meio que sem entender. Eu continuava treinando, trabalhando, esperando oportunidade. Estava sem entender.



Você chegou a pedir para deixar o Vasco?




Antes de começar o Brasileiro teve a possibilidade de alguns times me procurarem. O Botafogo na época eu achava interessante, porque ia disputar a Libertadores. Pedi para ir, queria, mas a diretoria barrou. Eurico não quis que eu fosse, e isso me deu motivação para mais. Ele passou para mim que eu seria importante em algum momento.

Como foi a conversa com o Eurico?


Não teve muito essa conversa direta. Teve com Anderson barros, Euriquinho, meu empresário... Teve essa ligação dos três e, quando chegou nele (Eurico), ele acabou não me liberando. Mas eu sabia que ele conhece meu potencial, confia em mim, sempre que tem oportunidade de falar comigo me elogia, me dá confiança. Ele vetou minha ida, e por um lado foi muito bom, porque tive essa sequência.

O que você aprendeu com este momento fora da equipe?

Nunca me desmotivar. Acho que eu cheguei num estágio no Vasco, de dois anos titular, acabei me acomodando muito. Pensei: “Ah, sou absoluto na posição”. Não criei metas para mim, e isso me prejudicou bastante. Tive a lição que eu tenho q estar sempre no meu nível máximo, sempre querer mostrar, independente do jogo.
Qual o papel do Zé Ricardo na sua evolução?

Ele me deu a confiança que eu precisava. Ganhei novos conceitos táticos com o Zé . Ele me mandou usar minha velocidade na hora certa. Ganhei na parte defensiva também; ele melhorou muito isso em mim.

Todos os jogadores elogiam muito o Zé. O que faz dele diferente dos outros?

Dos técnicos que eu peguei, ele foi o melhor. O trabalho dia a dia dele é muito bom. Ele fala até que o treino para ele é sagrado. No treino é aquele ensaio geral, a gente treinava em alta intensidade como se fosse jogo, por isso não sentia tanto no jogo porque já treinava naquele ritmo alucinante, de muita pegada, muito repetitivo nas ações, treinava à exaustão até pegar o conceito.

Muitos falam na quantidade de informações que ele passa para os jogadores.

O Centro de Análise do Vasco é importante. Eles passam tudo via WhatsApp. Eu sou lateral, eles mandam todos os possíveis jogadores que eu venha a marcar. Pontos fortes, fracos, parte ofensiva, defensiva, bola parada. Você vai com tudo na cabeça.

O que você espera dos jogos na Libertadores?

Nunca joguei a Libertadores. Para mim vai ser muito importante, uma coisa muito empolgante. Eu imagino jogos diferentes, aquele jogo mais pegado, aquela catimba. Tive oportunidade de jogar a Sul-Americana contra o Atlético Nacional, já vi como é mais ou menos.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte