Publicada em 16/12/2017, às 13:34

Santos tem 'acordo verbal', mas detalhe emperra acerto com peça fundamental para 2018

Chegada do novo ‘homem forte do futebol’ será o passo inicial para o planejamento da próxima temporada. Logo após o anúncio do diretor, o Peixe irá atrás de contratação de um treinador

(Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SantosFC)

Gustavo Vieira deve mesmo ser o novo diretor de futebol do Santos. Filho de Sócrates e com passagem pelo rival São Paulo, o profissional só não foi anunciado durante a semana por causa de alguns detalhes contratuais. Como o cargo de diretor é novo, a nova diretoria, comandada por José Carlos Peres, está analisando minuciosamente o estatuto do clube para não cometer erros na hora de especificar a função de Gustavo.

Gustavo virou a primeira opção do Peixe após as recusas de Rui Costa, da Chapecoense, e Diego Cerri, do Bahia. No Tricolor do Morumbi, o profissional começou como gerente, virou diretor executivo e deixou o clube em setembro de 2016.

A chegada do novo ‘homem forte do futebol’ será o passo inicial para o planejamento da próxima temporada. Logo após o anúncio do diretor, o Peixe irá atrás de contratação de um treinador e também de reforços.



No comando técnico, o ‘plano A’ da diretoria é Jair Ventura, do Botafogo. A baixa multa do treinador com o time carioca, cerca de R$ 800 mil, e vaga garantida na fase de grupos da próxima Libertadores fazem os santistas se animarem com o negócio.

Dúvida na gerência de futebol



Se a definição do cargo de diretor executivo de futebol está praticamente resolvida, José Carlos Peres e Orlando Rollo têm a partir de agora outro foco: anunciar o novo gerente de futebol do clube. Desde fevereiro, quando Sérgio Dimas foi demitido em um ato que causou reflexo até mesmo dentro do elenco, a gestão liderada por Modesto Roma Júnior não repôs ninguém no cargo. E essa lacuna deve ser preenchida nos próximos dias.




Um dos nomes cotados para o posto é o de Antônio de Jesus Silva, o Toninho Silva, como é conhecido no futebol. Empresário desde 1988 e agente Fifa com escritório localizado em frente ao estádio da Vila Belmiro, muito ligado ao Santos, onde jogou nas décadas de 70 e 80, o ex-volante foi um dos pilares de apoio da chapa “Somos Todos Santos”.

Por causa da integração na época de campanha, Toninho Silva já recebeu a “promessa” de que fará parte do novo grupo que vai gerir o Santos a partir de agora. A “dívida”, no entanto, pode gerar certo mal-estar entre Peres e Rollo, já que Toninho Silva não deve aceitar um cargo de ‘escalão baixo’ e pode romper com os aliados caso seja preterido.


Conteúdo publicado originalmente no site Fox Sports