Publicada em 14/12/2017, às 10:24

Busca por diretor e assédio: Flu toca o planejamento 2018 em meio a incertezas

Primeiras notícias após o Brasileirão deixam a torcida apreensiva com possíveis saídas de Scarpa, Dourado e Wellington Silva. Depois de entrave com Autuori, busca por homem forte é prioridade

Comitê de gestão do Flu no início da temporada: dos cinco nomes, dois deixaram o clube (Foto: Nelson Perez / FluminenseFC)

A temporada 2017 parece sem fim para os tricolores. Depois de um ano de frustrações em campo, o planejamento para 2018 deixa a torcida do Fluminense apreensiva. Os dias seguintes ao fim do Campeonato Brasileiro foram marcados pela saída do gerente Alexandre Torres e pelo impasse na busca do novo homem forte do futebol.

Para piorar, os principais assuntos no notíciario dão conta da possívei saída de jogadores importantes. O assédio é grande sobre nomes como Gustavo Scarpa, Henrique Dourado e Wellington Silva.

Após a demissão de Torres, a contratação de um diretor executivo é prioridade. Até para colocar ordem na casa e dar início de vez ao planejamento do próximo ano. Paulo Autuori, ex-dirigente do Atlético-PR, tinha conversas bem encaminhadas com o clube. Mas a negociação travou na parte financeira, e o Flu voltou à estaca zero no último sábado. Outros nomes estão sendo avaliados.



Sem vice-presidente de futebol desde a exoneração de Fernando Veiga em outubro (o novo nome já foi escolhido, mas ainda não foi anunciado) e sem Torres, o comitê de gestão do futebol tricolor se resume atualmente a três pessoas: o técnico Abel Braga, o gerente das categorias de base, Marcelo Teixeira, e o presidente Pedro Abad.

Teixeira tem participação importante no profissional, mas também precisa se dividir com atribuições das categorias inferiores e do Flu Samorin. Abad, por sua vez, tem recebido ajuda do diretor executivo geral do clube, Marcus Vinícius Freire, em alguns assuntos. Os dois, por exemplo, que se reuniram com Autuori.



Mas o presidente também precisou dividir suas atenções com um problema sério nos últimos dias diante do desdobramento Operação Limpidus - que investiga a relação dos clubes com torcidas organizadas: a prisão de seu assessor Arthur Machado, e do gestor de arenas do clube, Filipe Dias.




A decisão envolvendo dois funcionários queridos do clube mexeu com o ambiente das Laranjeiras. Na última terça-feira, porém, o Juizado Especial do Torcedor expediu alvará de soltura para alguns dos investigados, incluíndo Arthur e Filipe. Devido a questões burocráticas, ambos devem ser libertados nesta quinta.

É em meio a tudo isso que a diretoria tricolor vem tocando o planejamento 2018. A possibilidade de saída de Wellington Silva para o Inter é real. Já Dourado volta de Cancún nesta sexta e vai se reunir com seus representantes após receber várias sondagens.


Ao mesmo tempo, Scarpa tem uma conversa marcada com seus empresários nesta quinta para analisar a proposta do Palmeiras. Motivos de sobra para deixar a torcida tricolor apreensiva.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte