Publicada em 10/12/2017, às 21:56

Novo presidente do Santos, Peres mira técnicos, despista sobre reforços e promete metade dos jogos em São Paulo

Veja os melhores momentos da primeira entrevista coletiva do novo presidente do Peixe

Peres entre o colaborador Odir Cunha (à esq.) e o vice Orlando Rollo (à dir.) (Foto: Gabriel dos Santos)

José Carlos Peres concedeu sua primeira entrevista coletiva como novo presidente do Santos no início da madrugada deste domingo, na sala de imprensa da Vila Belmiro – VEJA AQUI todos os detalhes da eleição de sábado.

O novo mandatário, que estará à frente do clube pelo triênio 2018-2020, falou sobre os nomes favoritos para ser o técnico de 2018, o interesse na volta do ídolor Robinho e a promessa de mandar metade dos jogos em São Paulo.

Técnico para 2018
Peres listou três nomes como possíveis opções para comandar o Santos no ano que vem:



Abel Braga, que recentemente renovou com o Fluminense;

Jair Ventura, do Botafogo;



E Zé Ricardo, do Vasco.




Dos três, o mais elogiado foi o vascaíno, que, segundo o presidente eleito, tem amplo conhecimento sobre categorias de base. Zé Ricardo comandou praticamente todas as equipes inferiores do Flamengo durante sua passagem pelo clube rubro-negro.

Robinho
Sobre a possibilidade do retorno do ídolo santista, que não renovará com o Atlético-MG e está livre no mercado, Peres despistou. Não admitiu nem negou o interesse no atacante.


– Quero entender com a diretoria o leque de opções (de reforços). Temos que ouvi-los, eles estavam trabalhando nisso, e juntar com a nossa (opinião) pela melhor opção – disse Peres.

Jogos em São Paulo
Assim como disse ao longo de sua campanha, Peres voltou a dizer que pretende fazer o Santos mandar metade dos jogos em São Paulo e metade na Vila Belmiro.

– Penso em 50% dos jogos em São Paulo e 50% na Vila Belmiro. Existe divisão entre São Paulo e Santos, queremos unir o clube. Não vai existir o santista de Santos e o de São Paulo, mas sim do Brasil e do mundo. Começamos a dividir para ninguém reclamar. Precisamos de receitas. O torcedor de Santos precisa entender que, jogando em São Paulo, traremos renda de R$ 2 milhões para a cidade. Todos precisam entender. Precisamos de receitas, bons patrocínios, licenciamentos, parcerias. O clube precisa olhar para frente. Todos os clubes brasileiros têm escritório em São Paulo para vender patrocínio e ter departamento comercial forte. Teremos unidade em São Paulo.

Apresentação
– Teremos três anos de grande convivência. Nós montamos um grupo de coalisão. Juntou meu grupo, o do Orlando Rollo (vice-presidente eleito) e o do Odir Cunha (colaborador da campanha). Para aqueles que falam que não fizemos união, nós fizemos, sim. Estou emocionado, é uma batalha de mais de 20 anos, conhecendo o Santos por dentro e por fora, FPF, CBF, Conmebol... O Santos entra em uma nova era. Pretendemos unir todos, com humildade, trabalho, arregaçando mangas, dando um passo à frente e trazendo todos juntos. Um barco em que todo mundo reme para frente.

Relação com Neymar
– Todos os ídolos do Santos serão bem tratados. Essa relação não pode ser quebrada. O que aconteceu, aconteceu, mas o ídolo continua. Teremos portas abertas para todos eles, sem exceção. Eles têm que sentir que o Santos é uma casa, não dizer que quer jogar em outro time. Não faz sentido alguém que esteve aqui desde os 9 anos dizer isso. A identificação é aqui. Entendemos que houve um probleminha no processo, que não se deve mover contra o ídolo, mas sim contra o clube que tirou o ídolo. Teria que ser contra o Barcelona. Vou conhecer o processo. Temos que pegar todos os contratos e fazer análise forte para ver onde estamos pisando.

Relação com empresários
– Não terei empresário de estimação, mas todos serão bem recebidos. Santos não é uma ilha. Temos que criar pontes para todos terem os mesmos direitos de trazer bom negócio para o clube. Temos que abrir o leque e não ter privilégio a ninguém, atendendo a todos, criar pontes. Para fazer um negócio, tem que atravessar esse rio para chegar na ilha no barquinho do rei. Não vai existir mais. Com privilégios iguais, sem diferença.

Comitê de gestão
– Comitê de gestão é estatutário, teremos que cumprir: presidente, vice e mais sete. Santos será profissional. CG é para decidir, e não para executar. Vamos ouvir as pessoas que conhecem o futebol lá dentro. A decisão será sempre do CG, que pela primeira vez terá ata, reuniões gravadas, com votos consignados. Isso tudo irá ao portal de transparência. O sócio saberá como o clube gastou o dinheiro dele a cada contrato.

Fonte: Globoesporte.com
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