Publicada em 01/12/2017, às 15:36

Euriquinho presta depoimento e diz que Vasco não dá ingressos a organizadas

Vice-presidente de futebol comparece à Cidade da Polícia e garante que diretoria não tem ligação com líderes de torcidas. Além dele, segurança de Eurico também falou

(Foto: Felipe Schmidt/GloboEsporte.com)

O vice-presidente de futebol do Vasco, Eurico Brandão, o Euriquinho, deixou a Cidade da Polícia por volta das 15h (de Brasília) desta sexta-feira. Ele compareceu à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) para prestar depoimento à Operação Limpidus, que investiga a relação de clubes com torcidas organizadas. De acordo com o dirigente, o Vasco não tem esta prática.

- Fomos chamados para esclarecer se tínhamos conhecimento desta prática. Eles estão investigando repasses de ingressos de organizadas a cambistas. Respondi que não tenho conhecimento. O Vasco não tem essa prática desde que foi feito um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) no Ministério Público – afirmou.

Além de Euriquinho, o chefe de segurança do Vasco, Edmilson José da Silva, o Tubarão, prestou depoimento. Outro nome esperado é o de Rodrigo Granja dos Santos, o Batata. Segundo a assessoria da Polícia Civil, todos foram conduzidos de maneira coercitiva. Na versão do Vasco, Euriquinho e Tubarão se apresentaram voluntariamente, e Batata ainda é esperado.



Ao deixar a delegacia, Euriquinho mostrou semblante tranquilo. Sorriu e conversou com os jornalistas. Ele afirmou que o Vasco não tem qualquer ligação com a Força Jovem, uma das investigadas pela operação.

- O Vasco não tem relação com líderes de torcidas nem organizadas. Até porque esta torcida em questão está banida dos estádios. Já teve, mas no passado.



A Polícia Civil esteve nesta manhã em São Januário para fazer busca. Foram apreendidas camisas com o nome de Eurico Miranda, bem como CDs e dois computadores. De acordo com Euriquinho, um deles seria de uma sala de espera no clube – o outro é apontado como de propriedade de Batata.




A ação desta sexta-feira faz parte da investigação da Polícia Civil, que suspeita de parceria "promíscua" entre clubes e torcidas organizadas. O presidente do Fluminense, Pedro Abad, e o vice-presidente de Estádios do Botafogo, Anderson Simões, também foram levados para prestar esclarecimentos. Membros de organizadas foram presos.

Fonte: GloboEsporte.com
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