Publicada em 28/11/2017, às 11:09

D'Ale e Damião vão bem, mas Gutierrez decepciona: o balanço dos colorados

GloboEsporte.com avalia o desempenho do grupo do Inter ao longo de 2017

(Foto: Agência Estado)

O fim da temporada é época de reflexão. Até o reinício das atividades do Inter, marcado para 2 de janeiro, o técnico Odair Hellmann, junto com comissão técnica e direção, farão análise sobre o atual grupo para suportar o calendário de 2018, assim como identificar carências.

Abaixo, o GloboEsporte.com faz um balanço, de como o grupo do Inter encerra a temporada. Nomes contratados como Camilo e Leandro Damião se mostraram acertados, bem como o retorno de D'Alessandro. Porém, apostas como as de Carlos e Felipe Gutiérrez sucumbiram, ao passo que Eduardo Sasha teve queda de desempenho.

O departamento de futebol, ao contrário do que ocorreu neste ano, acredita que não precisará promover uma grande reformulação no vestiário. Entretanto, reconhece que busca opções para todos os setores. O primeiro nome confirmado é de Roger, centroavante do Botafogo.



Veja abaixo o balanço colorado de 2017

+ Em alta:



Danilo Fernandes - Não teve o mesmo protagonismo da última temporada em que, apesar do rebaixamento, foi o melhor em campo em grande parte dos compromissos pelo Brasileirão. Apesar disso, evitou vexames do time na Série B. Depois de D'Alessandro, é quem enverga a braçadeira de capitão.




Klaus - Destaque do Juventude, chegou ao Inter como indicação de Antônio Carlos Zago. Alçado a titular, mostrou ser um zagueiro que não brinca. Ainda marcou quatro gols. Em setembro, passou por uma cirurgia no punho esquerdo. Não entrou mais em campo na temporada, mas o desempenho apresentado fez a direção contratá-lo em definitivo.

Víctor Cuesta - Chegou para ser o xerife da zaga e acabar com as contestações do setor. No período turbulento, oscilou com a equipe. Depois, mostrou suas virtudes. A saída de jogo e força aérea ofensiva são seus trunfos. Assim como o parceiro Klaus, anotou quatro gols.


Uendel - Iniciou o ano como um dos expoentes da equipe. Depois, sofreu uma queda de produção. Apesar disso, foi quem mais atuou pelo Colorado, com 60 participações nas 67 partidas da temporada. Ainda contribuiu com sete assistências.

Edenílson - Virou o "pulmão" do time. Além de ajudar na contenção do sistema defensivo, surgia como surpresa no ataque. Deu quatro assistências e ainda marcou dois gols.

Rodrigo Dourado - O "cão de guarda" à frente da zaga. Não foi seu melhor ano, mas seguiu com a importância na luta pela retomada. Com 55 partidas, só atuou menos que Uendel.

Camilo - Foi a aposta da direção para ser uma alternativa a D'Alessandro. O primeiro gol não saiu, mas deu oito assistências, apenas menos que o capitão, em 20 partidas.

D'Alessandro - Voltou do River Plate para liderar o time para retornar à elite. Conseguiu protagonismo aos 36 anos. Além de maior liderança no vestiário, foi o principal "garçom", com 16 assistências. Ainda anotou oito gols. A direção discute com o empresário do meia sua renovação.

Leandro Damião - Foi contratado para ser a referência do Inter e enfrentar as marcações na Série B. Aprovou. Balançou as redes em oito oportunidades em 17 partidas. Seu desempenho já faz a direção estudar uma prorrogação de sua estadia.

Nico López - Apesar de reserva em grande parte da temporada, termina 2017 como o artilheiro do Inter. Foram 17 gols em 53 partidas, além de quatro assistências.

WillIiam Pottker - Não conseguiu ser o artilheiro da Série B. Nem por isso produziu pouco. Com 10 gols, só marcou menos que Nico e Brenner (que fez), além de outras sete assistências.

Marcelo Lomba - Quando atuou, deu conta do recado. Graças a dois pênaltis defendidos, classificou o Inter às oitavas de final da Copa do Brasil, eliminando o Corinthians, que viria a ser campeão do Brasileirão. Depois, teve azar, ao sofrer lesão muscular na coxa direita. Não jogou mais.

+Sob análise

Keiller - Entrou no Gauchão após o drama dos goleiros (Danilo Fernandes passou por fratura no pé esquerdo e Marcelo Lomba com lesão muscular na coxa direita. E também se machucou. No primeiro jogo da final com o Novo Hamburgo (empate em 2 a 2), sofreu uma luxação no cotovelo esquerdo e não mais atuou.

Thales - Repatriado do CSA após as baixas na zaga, terminou o ano como titular ao lado de Víctor Cuesta. Não comprometeu.

Cláudio Winck - Alçado ao grupo principal após atuar pelo time B, recuperou a titularidade. Oscilou. Se mostrou vigor no ataque 20 jogos, e anotou três gols, ainda sofreu com os avanços dos adversários.

Junio - Entrou em 13 partidas. Não deixou a desejar, também ficou longe de ter destaque.

Charles - Iniciou o ano como uma das atrações do time, alçado à titularidade por Antônio Carlos Zago. Inclusive, com gols. Depois, perdeu espaço. Termina como alternativa a Rodrigo Dourado e Edenílson.

Fabinho - Sofreu com a marca do rebaixamento. Aos poucos, recuperou a confiança. Virou titular da lateral direita, mas passou por cirurgia no tornozelo esquerdo em julho e não mais atuou.

Juan - Promessa da base, chamou a atenção e chegou a dar uma assistência. Depois, acabou arquivado e só voltou na última partida da temporada.

+ Em baixa:

Carlos - Chegou com a ousada meta de anotar 22 gols. Não chegou nem perto. Em 30 partidas disputadas, só marcou seis. Emprestado, a tendência é que deixe o Beira-Rio.

Danilo Silva - Repatriado após sete anos, chegou para ser uma das garantias na defesa. Entrou no momento turbulento do Inter e sucumbiu. Virou reserva e ainda sofreu com lesões.

Ernando - Outro que ganhou a marca do rebaixamento. Era um dos principais alvos da torcida. Ainda marcou um gol contra na decisão do Gauchão. Quando começou a recuperar a confiança, passou por uma cirurgia de hérnia de disco em outubro e ficou fora do restante da temporada.

Léo Ortiz - Promovido da base, iniciou com uma atuação de luxo. Fez um lançamento preciso a Carlos na goleada por 4 a 1 sobre o Oeste. Virou titular da zaga, mas caiu de rendimento. Acabou contestado pela torcida. Voltou ao time no final da temporada.

Alemão - Contratado para ser a solução da lateral direita em razão do imbróglio de William, nunca correspondeu. Ficou cinco meses sem atuar em razão de uma lesão no pé direito. Quando voltou, atravessou o gramado para cumprir uma promessa. Não teve destaque e terminou na reserva.

Carlinhos - Chegou ao Inter com a promessa de deixar as lesões para trás. Iniciou e virou titular, alternando com Uendel no meio-campo. Depois, as incursões ao departamento médico se repetiram. Sua última atuação ocorreu em 30 de setembro, quando o Inter ganhou por 2 a 0 do Santa Cruz. Só disputou 19 partidas. Dificilmente permanecerá na próxima temporada.

Felipe Gutiérrez - Chegou com o carimbo de integrante da seleção chilena. Recebeu oportunidades, tanto como volante quanto meia, mas jamais sem se firmar como titular. Em 20 jogos, fez apenas um gol e conseguiu uma assistência. Emprestado pelo Betis, dificilmente permanecerá.

Diego - Recebeu oportunidades com Zago e Guto Ferreira, mas nunca confirmou as expectativas. Seu último jogo ocorreu no dia primeiro de agosto, quando o Inter venceu o Goiás por 3 a 0, na penúltima rodada do primeiro turno da Série B.

Eduardo Sasha - Talvez o caso mais delicado. Também cobrado pelo rebaixamento, demorou a voltar a campo em razão da cirurgia no tornozelo direito. Virou titular com Guto e peça fundamental na arrancada para a Série B. Depois, caiu de rendimento. Marcou três gols em 27 partidas e acabou o ano com um hiato de 15 partidas sem balançar as redes. Ficou fora do último jogo por um problema na coxa esquerda.

Roberson - Outra aposta de Zago. Começou como uma das principais peças do time. Chegou a marcar no empate em 2 a 2 do Gre-Nal na Arena. Com a saída do técnico, perdeu espaço.

+ Precisam mostrar mais:

Daniel - Em meio ao drama dos colorados, começou a Série B e participou da derrota por 1 a 0 para o Palmeiras pela Copa do Brasil.

Iago - Só disputou sete partidas em toda a temporada. Deu uma assistência.

Valdemir - Volante, participou de apenas quatro jogos. Em um deles, improvisado na lateral direita, posição que também acabou utilizado no Inter B, no final da temporada.

Alex Santana - Repatriado do Paraná, teve um ato de insubordinação e foi rebaixado ao Inter B. Depois, voltou a treinar com o time principal. Só participou de um jogo.

Mossoró - Foi a novidade promovida por Guto Ferreira na derrota por 1 a 0 para o Boa Esporte no Beira-Rio no dia primeiro de julho. Na ocasião, acabou substituído no intervalo por Juan. Nunca mais atuou.

Joanderson - Referendado pelas atuações no Inter B, foi promovido ao grupo principal. Porém, só disputou três partidas, a última em 30 de agosto, quando o time perdeu por 1 a 0 para o Atlético-MG pela Primeira Liga.

Fonte: GloboEsporte.com
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