Publicada em 13/11/2017, às 22:16

Entenda por que, sem criar quase nada, Santos foi derrotado em Chapecó

Peixe tem formação confusa e fica exposto na maior parte do jogo; com derrota, sem título

Ricardo Oliveira foi um dos poucos santistas que tentaram colocar o Santos no jogo (Foto: Tarla Wolski/Futura Press)

O Santos foi merecidamente derrotado pela Chapecoense, na noite desta segunda-feira, na Arena Condá, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com uma atuação coletiva muito abaixo da média, os 2 a 0 feitos pelos catarinenses ficaram até baratos.

Em resumo, o Peixe foi um time:

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sem ambição: os atletas pareciam estar em marcha lenta, sintonia completamente diferente dos jogadores da Chape;

apático: poucas vezes o Santos teve atuação coletiva tão ruim quanto nesta segunda-feira;

inofensivo: o time não levou perigo ao goleiro adversário, além de ter errado inúmeros passes;

exposto: apesar de entrar em campo com uma escalação com três volantes, o Peixe deu muito espaço para a Chape trabalhar a bola e
chegar ao ataque com facilidade.

Com a derrota, o Santos cai para quarto colocado, com 56 pontos. Se antes o objetivo era o título, que caiu por terra após o tropeço, o foco, agora, é manter-se na zona de classificação direta para a Libertadores do ano que vem.

O jogo

Foi difícil entender o esquema tático que Elano levou a campo diante da Chape. Victor Ferraz na lateral esquerda, Renato aparecendo com frequência no ataque, Lucas Lima sem saber se era ponta direita ou meia...

Estes foram alguns dos problemas do Santos na primeira etapa. Isso, aliado à má atuação coletiva da equipe e à desorganização em campo, resultou em um time recuado, sem ambição, que ficava trocando passes para lá e para cá sem objetividade alguma.

Lembrou, inclusive, a escalação e do Peixe no clássico contra o São Paulo, há três semanas, que rendeu derrota e demissão do até então técnico Levir Culpi. Veja abaixo como o Santos foi a campo:

Posicionamento do Santos na primeira etapa (Foto: GloboEsporte.com)



Com os atletas aparentemente confusos em campo, a Chape aproveitou a fragilidade defensiva do Peixe e foi ao ataque. Em apenas 12 minutos em campo, os catarinenses já haviam criado uma boa chance, aos 7, com Arthur, após falha de Luiz Felipe. O zagueiro foi salvo por Vanderlei, que foi preciso na intervenção.

E aos 12, abriu o placar após nova falha individual do Santos. Dessa vez, Lucas Veríssimo cometeu pênalti. O zagueiro colocou a mão na bola após tentar cortar de cabeça um lançamento de Luiz Antônio. Wellington Paulista, com categoria, converteu a cobrança.

DNA ofensivo? Cadê?

Se antes de sua reestreia à frente do Alvinegro, há nove dias, Elano garantiu que prezaria pela volta do "DNA ofensivo", não foi o que se viu em campo nesta segunda-feira. Longe disso.

Em 48 minutos disputados no primeiro tempo, o Santos, apesar de ter mais posse de bola que a Chape, pouco ficou no campo de ataque, além de quase não ter dado trabalho a Jandrei. Não fosse a finalização de Arthur Gomes, de fora da área, o goleiro passaria a primeira etapa sem correr riscos.

O Santos voltou ao segundo tempo sem alterações. Sorte que Elano percebeu esse erro cedo. Aos 7 minutos, teve a surpreendente decisão de sacar Lucas Lima, mais uma vez muito abaixo do que pode produzir, e colocar Jean Mota.

O problema é que o substituto sofreu dos mesmos problemas que o titular. Teve de cumprir o papel de duas posições diferentes. Ora estava no meio, ora era ponta direita. O sistema de jogo, de uma etapa para outra, não mudou. Foi um time com armador de jogadas indefinido. Quando Jean estava aberto, Renato quem tentava fazer a função (sem sucesso).

Aos 18, Matheus Jesus, que teve péssima atuação, foi substituído para a entrada de Serginho. Agora, sim, o Santos tinha um articulador definido. Mesmo assim, o desempenho em campo continuou ruim.

Tão ruim que o Peixe foi castigado com o segundo gol da Chape. E novamente com falhas defensivas da dupla de zagueiros. Luiz Felipe errou ao deixar Wellington Paulista receber a bola com liberdade e cruzar nos pés de Arthur, que concluiu nas costas de Lucas Veríssimo. O zagueiro não acompanhou o atacante adversário. Vanderlei nada pôde fazer.

De todo o time santista, apenas Ricardo Oliveira e Arthur Gomes, que estiveram pouco inspirados, é verdade, ao menos tentaram colocar o Peixe no jogo. A chance mais clara da segunda etapa saiu da cabeça do Pastor. Fora isso, o Santos, assim como no primeiro tempo, foi inofensivo. É preciso melhorar demais para garantir ao menos a vaga direta para a Libertadores.

O que vem por aí

O Santos treina na manhã desta terça-feira, em Chapecó, e logo depois embarca para Salvador, onde enfrenta o Bahia, na Fonte Nova, às 21h (de Brasília), pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Globoesporte.com
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