Publicada em 09/11/2017, às 11:42

Na Rússia, Podolski vê Alemanha forte para Copa e mantém flerte com o Fla

Ex-atacante da seleção tetracampeã visita Moscou para o lançamento da bola oficial do Mundial: "Todos sabem que gosto do Brasil, do time do Flamengo e do amor dos fãs"

Podolski posa com camisa do Flamengo: atacante mantém relação de carinho com o clube (Foto: Arquivo pessoal)

Aos 32 anos, Lukas Podolski se retirou da seleção alemã justamente no ano da Copa do Mundo da Rússia. A aposentadoria foi em março, num jogo amistoso que marcou a aparição de número 130 dele com a camisa da equipe tetracampeã mundial. O atacante do Vissel Kobe, do Japão, está em Moscou para o lançamento da bola oficial do Mundial. Num papo com a reportagem do GloboEsporte.com, disse que decidiu parar por já ter cumprido todos os objetivos com a Alemanha. Arrependimento por ter parado? Nenhum.

- O meu tempo... Já deu para mim. Não dá para alcançar mais do que eu já fiz - afirmou.

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Podolski na Praça Vermelha: atacante está em Moscou para lançamento de bola oficial da Copa (Foto: Reprodução/Instagram)



Podolski disputou três Copas do Mundo pela Alemanha (2006, 2010 e 2014) e conquistou o título no Mundial do Brasil. Em 2006 e 2010, os alemães terminaram na terceira colocação. Mesmo depois de a Alemanha ganhar a Copa das Confederações deste ano com um time formado por jovens jogadores e de ter feito uma campanha com 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias (dez vitórias em dez jogos), o atacante é cauteloso ao falar sobre favoritismo.

- Eu acho que estamos fortes, mas a Copa do Mundo é diferente da Copa dos Confederações. Temos de estar muito concentrados na competição num período de seis a oito semanas.



A relação com o Brasil, e principalmente com o Flamengo, também foi tema da conversa com o atacante. Ele ainda tem dois anos de contrato com o Vissel Kobe, mas mantém o flerte com o Rubro-Negro. O atacante, que já se declarou torcedor do time brasileiro em várias entrevistas e também nas redes sociais, disse que pode discutir o tema se "a oportunidade vier", deixando em aberto a possibilidade de defender a equipe um dia.

- Claro que existe (possibilidade). Eu nunca digo não para algo, você nunca sabe o que pode acontecer no futebol. Eu tive ótimos momentos no Brasil, não sei o que vai acontecer depois do Japão. Eu gostaria de jogar mais do que os dois anos de contrato. Todo mundo sabe que eu gosto do Brasil, gosto do time do Flamengo, adoro o amor dos fãs. Vamos ver o que acontece.

Confira a íntegra da entrevista:

Nós queríamos saber por que você se aposentou da seleção alemã um ano antes da Copa do Mundo. Porque talvez fosse uma grande oportunidade para sua quarta Copa...
- O meu tempo... Já deu pra mim. Eu tive muitos jogos, muitos grandes momentos e em alguma hora você precisa parar. Acho que foi o momento certo de dizer adeus. Você pode sempre argumentar sobre o momento. Por que um ano antes? Por que um ano depois? Por que agora? Mas pra mim foi a hora de dizer adeus. Porque eu tenho agora 130 jogos pela seleção, joguei muitas Copas do Mundo, Eurocopas, eu vi o mundo com a seleção da Alemanha e eu acho que é o suficiente. Não dá pra alcançar mais do que eu já fiz.

A seleção alemã ganhou a Copa das Confederações com uma geração novinha em folha, e eles pareceram jogadores muito habilidosos. O que você pode dizer sobre o Goretzka, o Timo Werner e esses caras?
Nós temos sorte, nós temos tantos bons jogadores, jogadores jovens... Não é fácil para o treinador escolher quem serão os jogadores da Copa, porque nós temos muitos. Vamos ver o que acontece. Mas a Copa das Confederações foi muito forte, assim como as Eliminatórias com 10 jogos e 10 vitórias. Eu acho que nós estamos fortes, mas a Copa do Mundo é algo diferente da Copa das Confederações, porque é um outro nível, é uma grande luta, que exige muita concentração entre seis e oito semanas. Isso é o mais importante, e nos vamos ver o que acontece. É claro que o objetivo pra gente, para a seleção alemã, é ganhar a Copa de novo.

Você já viu a bola da Copa do Mundo. Já deu pra sentir como ela é? Você gostou?
Sim! É um design novo, ela é feita de um novo material, tem algo novo com sequência de desenhos dela, designs novos... Vamos ver como essa bola vai se comportar na Copa, quantos gols eles vão marcar com a bola. E o que eu gosto mais é a cor dela, preta e branca, sempre com alguns referências à fabricante dela, mas é uma bola legal, vamos ver durante a Copa.

Nós vimos que a sua relação com os brasileiros foi muito boa, você falou bastante do Flamengo quando estava lá na Copa... Mas para os brasileiros o período em que vocês estiveram foi tipo um pesadelo para a gente, por causa do 7 a 1 na semifinal, foi pesado demais... Durante aquele jogo você sentiu pena, vamos dizer assim, da seleção brasileira ou não? Como você se sentiu durante aquele jogo?
Não, durante o jogo eu não senti nada, senti mais após o jogo, porque muita gente estava chorando no estádio e os jogadores brasileiros estavam muito desapontados após o jogo. É claro que você sente algo pelo adversário, mas nós somos alemães, ficamos sempre focados no jogo. Você pôde ver também que após o jogo nós não comemoramos muito. Fomos até os nossos, depois fomos cumprimentar os brasileiros e já começamos a nos concentrar na final. É por isso que as pessoas sempre dizem que os alemães são focados, são como máquinas, e é por isso que a gente ganhou a Copa. Por isso que somos sempre fortes. É claro que a gente sente pelo Brasil, quando saímos do estádio no ônibus a atmosfera era muito ruim. Mas isso é esporte. Tínhamos que seguir adiante, faltava um jogo pro nosso objetivo. E na final a atmosfera já era boa, tínhamos vários brasileiros torcendo pra gente e isso também foi legal. Ver várias camisas do Brasil e do Flamengo no estádio na final criou um ambiente muito bom pra gente.

Você ainda é jovem, 32 anos, jogando no Japão. Ainda há uma possibilidade de jogar no Brasil, no Flamengo, como você falou no passado?
Sim, é claro eu nunca digo "não" para algo assim, porque não dá pra saber o que acontece no futebol. Nas vezes em que estive no Brasil eu curti muito, mas não sei o que vai acontecer quando eu deixar o Japão. Eu gostaria de jogar mais do que os dois anos de contrato que eu tenho (com o Vissel Kobe) e vamos ver o que acontece. Eu gosto do jogo, gosto de jogar.

E você gosta do Brasil...
Eu gosto de jogar, mas não posso dizer sim ou não. Quando a oportunidade vier, a gente pode discutir isso. Mas no momento eu estou no Japão e não há razão pra falar disso. Todos sabem que eu gosto do Brasil, gosto do clube Flamengo, gosto do amor dos torcedores por mim. Eu diria... Vamos ver, vamos ver o que acontece.

Fonte: GloboEsporte.com
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