Publicada em 30/10/2017, às 15:27

Fred e He-Man juntos? Dupla aprova, mas Oswaldo quer usar só "no sufoco"

Centroavantes voltam a jogar lado a lado na reta final da partida contra o Botafogo; estratégia funciona e tem o apoio dos dois, mas treinador explica por que não dá para usar por mais tempo

Oswaldo explica por que não dá para usar Fred e He-Man juntos por mais tempo nos jogos (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Atlético-MG e Botafogo, duelo equilibrado, 0 a 0 no placar. O relógio mostra 33 minutos do segundo tempo, e o Galo precisa da vitória. Oswaldo de Oliveira toma uma decisão: manda chamar Rafael Moura, e o centrovante vai para o jogo. A substituição natural seria a saída de Fred, mas não foi a escolha do treinador. Otero saiu, e o time jogou pouco mais de 10 minutos com dois centroavantes. Coincidentemente ou não, foi quando criou as chances de gol de maior perigo - justamente em finalizações de Rafael Moura, o He-Man.

Fazia tempo que o torcedor do Atlético-MG não via Fred e He-Man juntos. Rogério Micale, o treinador antecessor, não gostava da ideia e quase não usou. Oswaldo parece pensar diferente, mas não tão diferente assim. O treinador deixou claro que pretende usar só em situações de extrema necessidade, no sufoco. Antes da explicação do professor, o GloboEsporte.com ouviu os argumentos dos dois jogadores, que defendem que a prática deveria ser mais comum.

Baixe o App oficial do FutNet no Google Play Store ou na Apple App Store



- Desde que seja treinado, como tem sido, é uma boa opção. O Oswaldo nos conhece do Fluminense, nos enfrentou muitas vezes quando treinava o Botafogo. A gente jogava de titular, não era uma substituição ou outra, jogavam os dois desde o início. O Oswaldo lembrou que já demos muita dificuldade para ele, e disse que a gente deveria, agora, ajudá-lo também. Ele tentou, a gente teve oportunidades, não conseguimos fazer os gols (contra o Botafogo). Tomara que nas próximas a gente consiga os gols que a gente quer. Eu e Fred temos muito entrosamento dentro e fora de campo, somos amigos. Realmente faltava um pouco mais de oportunidade para os dois, jogar os dois um pouco mais. Um pouquinho que foi, deu pra ver que dá certo. Tenho certeza que nosso scout viu isso. Espero que a gente possa ter mais minutos (juntos) nos próximos jogos - analisou Rafael Moura.

- Eu também acho. Principalmente quando os jogos são fechados assim e não está dando para entrar na técnica. Aí temos a opção de entrar com a nossa força, com a nossa presença de área. Isso incomoda bastante o adversário - completou Fred.

Explica aí, professor!

Já que deu certo nos minutos finais, por que não usar a estratégia desde o início dos jogos? Oswaldo explica, ressaltando que a substituição traz, sim, benefícios, mas também pode ser perigosa.

- (Contra o Botafogo) tentei aumentar a estatura na área, o que por pouco não nos levou à vitória, porque o Rafael acertou a trave e deu uma boa cabeçada. Não fiz isso antes porque é uma atitude que você desmonta a estrutura da equipe. Fazer isso muito cedo pode causar danos maiores, dar chance ao adversário de usar a área que fica desabitada por um jogador nosso, de construção. É na hora do sufoco.

No sufoco ou não, somente a partir de terça-feira, quando os jogadores do Atlético-MG se reapresentam no CT de Vespasiano, Oswaldo começa a preparar a equipe para a sequência do Brasileiro. O time alvinegro volta a jogar no próximo sábado, às 17h (de Brasília), contra o Santos, na Vila Belmiro. A partida é válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Globoesporte.com
Clique para ver a matéria no site fonte