Publicada em 23/10/2017, às 14:14

Oswaldo comenta mudanças, diz que Yago "mudou o jogo" e elogia Cazares

Treinador ressalta que cobra muito dos atletas que começam na reserva e diz que o banco fez bem ao equatoriano: "Muitas vezes tem um efeito excepcional"

Atlético-MG contou com a força do banco de reservas para vencer o Cruzeiro (Foto: Agência I7/Mineirão)

No intervalo do clássico deste domingo, entre Cruzeiro e Atlético-MG, o placar de 3 a 1 favorável ao Galo parecia pouco provável. O time estava perdendo por 1 a 0 e fez um primeiro tempo fraco, sem inspiração e com muita passividade. Na etapa final, tudo mudou. Mas a mudança não foi só postural, mas também com substituições - muito acertadas - do técnico Oswaldo de Oliveira. Sacou Roger Bernardo para colocar Yago, colocou Clayton no lugar de Otero e Cazares no lugar de Valdívia. Os três entraram muito bem, o Galo cresceu de produção, virou o jogo e venceu.

Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador comemorou o resultado das substituições que fez e elogiou muito alguns de seus jogadores, especialmente Yago.

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- O Yago é um jogador que conheço muito pouco, mas tenho muitas informações das pessoas que trabalham comigo. Tenho observado muito ele no treinamento, principalmente de quarta para cá, quando perdemos o Elias (suspenso). Durante os treinamentos, ele mostrou para mim que tinha condições de entrar e fazer o que fez. Ele fez uma leitura muito boa do jogo, acho que ele mudou o jogo. Começou pressionando os volantes do Cruzeiro. Quando fizemos o gol, e em um lance muito fortuito fizemos logo o segundo, olhei para ele, e ele já tinha feito a leitura, que o Cruzeiro ia se lançar (ao ataque), ele precisava ter um posicionamento mais adequado. Jogador com essa capacidade é muito legal, fico muito feliz por contar com ele. Sempre falo com os jogadores: quem está no banco, tem que entrar para decidir. Não posso trocar um jogador e ele não oferecer nada. Ao invés de 90, ele vai correr 20, 30 minutos. Cazares e Clayton fizeram isso. Muito pelo Yago, muito pelos outros dois, e muito pelo Robinho, o Atlético venceu a partida.

Cazares é um dos jogadores mais badalados do elenco do Atlético-MG. Já fez partidas excelentes, mas também fez jogos ruins. Foi titular na maior parte da temporada, mas foi para o banco em alguns momentos em que caiu de produção. No clássico, começou entre os reservas. Otero foi titular, até pela facilidade maior que tem para defender. Cazares entrou muito bem e ajudou o Galo a vencer. Pouco tempo depois, recebeu muitos elogios e uma dica do "professor" Oswaldo.

- Muitas vezes um banco tem um efeito excepcional para o jogador. Jogador às vezes está na zona de conforto, quando você mostra a ele que precisa dar um pouco mais. Esse menino eu vi, ano passado, pelo Atlético, o que fez. Tem um potencial inestimável. Vejo o que o Cazares é capaz de fazer nos treinamentos. São coisas que você não encontra todo dia em jogadores. Habilidade, inteligência futebolística, drible, velocidade. Quando ele tiver mais maduro, valorizar mais a qualidade que tem, vai dar um salto muito grande.





Veja outras respostas de Oswaldo na entrevista

Posicionamento de Robinho e Cazares
- Eu tinha orientado para que o Cazares fizesse mais o lado do campo, mas no momento que ele viu que (o time) precisava de um pouco mais de gás, em acordo com o robinho, trocaram o posicionamento. Ele veio brigar um pouco mais no meio, junto com Yago e Adilson, outro (Adilson) que fez uma partida esplendorosa. Deu mais consistência à equipe, começamos a recuperar a bola em situação de contra-atacar. São jogadores hábeis, muito velozes. Quando conseguem transformar um ataque adversario em um ataque nosso, a transição, é muito bom. Podíamos até ter feito o quarto gol.

Qualidade do adversário
- Em primeiro lugar, parabenizei o Mano (Menezes). Acho que, nesse momento, o Cruzeiro é a melhor equipe do futebol brasileiro. Durante a temporada, algumas equipes tiveram momentos muito bons. Vi jogos excelentes do Corinthians, do Grêmio. Vi a Chapecoense, no início do campoenato, na epoca do (Vágner) Mancini, fazendo partidas muito boas, chegou a liderar o campeonato. O campeonato muda muito, acho que o Cruzeiro cresceu durante a competição e hoje tem um menu muito interessante de jogadas, dificeis de serem marcadas. Nos preparamos muito teórica e praticamente para essas situações. A entrada do Otero foi muito motivada por isso, precisávamos neutralizar o lado esquerdo do Cruzeiro. O Diogo e o Alisson, com a chegada do volante, do Thiago Neves. Eles fazem uma ciranda muito interessante e dificil de ser marcada. Nos preparamos muito para bloquear isso. Infelizmente, em um contra-ataque, levamos o gol. Nas jogadas que conseguimos bloquear, ter a equipe montada, (eles) quase não tiveram chances. Esse foi o grande passo do Atlético, mesmo no primeiro tempo, não jogando bem, não conseguindo conexões ofensivas. O que era importante era conter a qualidade do Cruzeiro, coletiva, que o Mano é responsável por isso e volto a parabenizar.

Jogar "sem a bola" dá mais certo?
- Eu acho que esse detalhe tem sido muito debatido, levado muito a análises. Pode ser que o futebol brasileiro realmente passe por um momento em que as equipes entreguem a bola ao adversário. Mas acho que, no jogo de hoje, da maneira que o jogo se apresentou, não houve uma intenção proposital do Cruzeiro em nos dar a posse de bola. Eles sempre vinham para o nosso campo, como sempre fazem. Às vezes, até com os dois laterais. O posicionamento dos volantes do Cruzeiro é muito interessante, por isso estou elogiando. Ainda não vi os números, mas acho que o jogo foi disputado no segundo tempo com essas alternativas. Quem aproveitou melhor a transição chegou ao gol adversário. Poderíamos ter conseguido mais um gol. Nesse aspecto, principalmente no segundo tempo, o Atlético foi melhor.

Fonte: Globoesporte.com
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