Publicada em 23/10/2017, às 14:18

Com contrato no fim, Airton prioriza o Botafogo, mas... "Não sei o dia de amanhã"

Próximo de ser liberado pelo departamento médico após quase cinco meses parado, volante tem situação contratual indefinida, e permanência em 2018 é incerta. Negociação está parada

Airton fraturou a fíbula no clássico contra o Flamengo, em 4 de junho (Foto: Satiro Sodré / SSpress / Botafogo)

Há quase cinco meses fora de combate por conta de uma fratura na fíbula, Airton está próximo de ser reintegrado. Clinicamente recuperado, ele está em fase de transição para reforçar a musculatura e ganhar força. A expectativa é que o volante volte a treinar com bola nesta semana.

Prazo para voltar aos gramados? Airton é cauteloso. Devido à longa inatividade, a ideia é não precipitar o retorno. Como faltam apenas nove jogos, seu aproveitamento nesta temporada é uma incógnita. Assim como a permanência em 2018.

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A lesão no início de junho esfriou as tratativas de renovação. Até então, Airton e Botafogo conversavam, embora o acordo ainda estivesse distante por conta de divergências salariais e de luvas. O Eintracht Frankfurt, da Alemanha, e o São Paulo demonstraram interesse, mas a multa de R$ 40 milhões travou as conversas.

As negociações estão paradas no momento, e o jogador já pode assinar pré-contrato com outro clube. Nas redes sociais, torcedores são a favor de um acordo. Airton tem um dos menores salários do elenco (cerca de R$ 90 mil). Pessoas ligadas ao jogador falam em sondagens de grandes clubes brasileiros. A prioridade é permanecer em General Severiano, mas o futuro é incerto.



- Tenho um carinho muito grande e tenho contrato. Dependendo do que a gente conversar, do que o Botafogo manifestar, aí sim vou com a minha família ouvir outras coisas. Não sei o dia de amanhã, às vezes aparecem oportunidades que não tem como dizer não. Mas espero continuar.

Confira a entrevista com Airton:

GloboEsporte.com: Como está a recuperação? Tem prazo para voltar?

Airton: Está bem, em fase final. Agora é mais ganhar força. (Prazo) Vai de como a musculatura reagirá, é mais meu corpo mesmo.

Acha que ainda joga nesse ano?

Não sei. Eu devo estar indo para o final da transição neste fim de mês. Essa parte mais com o preparador físico, de correr mais, fazer coisas em grupo.

Devo começar a participar de posse de bola com o grupo essa semana, mas nada mais forte, nenhum coletivo. Só depois de umas duas semanas, duas semanas e meia. Como tem muito tempo que não jogo, depende de como meu corpo vai reagir.

Ainda sente alguma dor ou incômodo?

Não. A lesão tira a musculatura, para ganhar demanda um pouco mais de tempo, mas dor não sinto. A parte de calcificação já acabou.
Fiz exame, está tudo ok.

Por que demorou mais do que o previsto? Falava-se em três meses na época...

Eles dão mais ou menos esse prazo, mas depende de como reage o corpo, uns reagem mais rápido. Mas a parte mais complicada foi solucionada, que é calcificação. A cirurgia foi muito bem feita, agora é mais a parte de condicionamento e ganho de força.

O que foi o mais difícil nesse período?

Lesão é sempre complicado. Ficar sem jogar, sem fazer o que mais gosto esse tempo todo, sem poder ajudar dentro de campo. Foi a mais complicada lesão que tive, mas graças a Deus está na fase final.

Se o Botafogo tivesse passado pelo Grêmio, ainda poderia jogar a Libertadores, que termina no final de novembro...

Acho que daria sim para estar apto. Infelizmente nós acabamos saindo, fizemos um bom jogo, mas são coisas do futebol. Agora é focar no Brasileiro para no proximo ano estar na Libertadores de novo.

Acha que é obrigação do clube voltar para Libertadores ano que vem?

O Botafogo sempre tem que estar disputando os melhores campeonatos pelo histórico, camisa, estar brigando por títulos... A gente sempre vai ser cobrado, e vão estar nos cobrando para colocar o Botafogo no lugar que deve estar.

O Jair comentou que lamenta por esse grupo não ter conquistado títulos, pois disse ser um plantel de ótimo ambiente. O Dudu Cearense também já confessou ser o melhor elenco que ele trabalhou... Você também pensa assim?

Assim como o elenco do ano passado. Saíram alguns jogadores, chegaram outros para acrescentar... É um grupo que se dá muito bem, somos muito unidos. A gente sempre quer conquistar títulos, isso que vai nos fazer ser lembrados na história do clube, e com certeza ficamos chateados por não ter conseguido a Libertadores.

Acha que a prioridade deve ser a manutenção do elenco?

Alguns acabam o contrato em dezembro, a diretoria junto com o Jair devem estar estudando a permanência de alguns e a contratação de outros. Ficaria feliz se ficassem todos. É um grupo muito unido, de gente do bem. A gente torce para tudo dar certo e continuar juntos. Futebol é muito dinâmico, não sabemos o dia de amanhã, mas é um grupo que merece muitas coisas boas.

Antes da lesão procurou, estávamos conversando, mas depois dessa minha lesão deu uma esfriada. Estou feliz no Botafogo, vou fazer quatro anos de clube ano que vem, caso eu fique.

É um clube que me abraçou, a torcida me apoiou o tempo todo, onde vivi altos e baixos e me sinto muito bem. Acabei sofrendo essa lesão, acontece, mas espero que tudo se resolva e que possa ficar mais tempo. O Botafogo deve estar esperando, ver se vai se classificar para a Libertadores, mas daqui a pouco a gente volta a conversar.

Houve procura de outros clubes?

Tem algumas coisas, mas, como falei, estou muito tempo no Botafogo, um clube que devo muita coisa, a torcida gosta do meu futebol... Primeiro devo ouvir o Botafogo, a prioridade é ele. Tenho um carinho muito grande e tenho contrato. Dependendo do que a gente conversar, do que o Botafogo manifestar, aí sim vou com a minha família ouvir outras coisas. Não sei o dia de amanhã, às vezes aparecem oportunidades que não tem como dizer não. Mas espero continuar.

Fonte: Globoesporte.com
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