Publicada em 11/10/2017, às 14:03

Parreira se diz honrado por convite do Flu e explica recusa: "Não teria disponibilidade"

Ex-treinador visitou CT do Flu nesta quarta para explicar a Abel o motivo de não aceitar convite para vice de futebol. Ele ficará 50 dias fora do Brasil até março de 2018: "Tem que ter dedicação total"

Com forte ligação com o Flu, Parreira já visitou CT outras vezes (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

Carlos Alberto Parreira não poderá assumir o cargo de vice-presidente de futebol do Fluminense. O ex-treinador confirmou ao GloboEsporte.com que não pôde aceitar o convite feito por Pedro Abad em razão de compromissos profissionais nos próximos meses. Por ora, como anunciado na exoneração de Fernando Veiga, Abad acumula o cargo.

- Expliquei: "presidente, fico imensamente honrado. Ser vice-presidente de futebol do clube que gosto seria uma honra muito grande, ser convidado para exercer essa função”. E exatamente por ter passado tanto tempo no futebol e saber como as coisas acontecem, tem que ter dedicação total. E eu sou assim, eu me dedico muito a tudo que faço, gosto de estar presente, acompanhar. E eu não teria, neste momento, esta disponibilidade.

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O comandante do tetra com a seleção brasileira em 1994 esteve nesta manhã no CT do Fluminense, na Barra da Tijuca. Foi explicar pessoalmente os motivos de sua recusa a Abel Braga e à comissão técnica do Flu. A boa relação do treinador tricolor com Parreira era um dos trunfos de Abad para convencê-lo a aceitar o convite.

- Estava no (CT do) Fluminense agora há pouco. Estive conversando com a comissão técnica. Estava explicando ao Abel, porque quando houve essa indicação do meu nome, ele foi o primeiro a se manifestar, disse "avisa ao Parreira que estou esperando ele aqui" - explicou.

O ex-treinador tem duas viagens marcadas para Miami e ficará, no total, 50 dias ausente do Brasil até março de 2018. A falta de tempo para se dedicar integralmente ao Tricolor foi o fator crucial para Parreira declinar ao convite.

- Em novembro vou me ausentar quase um mês, resolver algumas coisas fora do Brasil, mais precisamente em Miami. Depois retorno para os EUA no início de janeiro e só volto depois do carnaval. Nesse curto período eu ficaria ausente do Rio de Janeiro mais de 50 dias. Então não vejo, do jeito que me cobro, exercer um cargo dessa importância, dessa magnitude, ter que acompanhar, para poder opinar, fazer projeto... Não é um não. É falta de disponibilidade nesse momento para assumir o cargo do modo como acho que ele deva ser exercido.

Perguntado se poderia aceitar um novo convite para o cargo após retornar de seus compromissos nos Estados Unidos, Parreira desconversou:

- No futebol a gente não faz planos para amanhã. Nem eu estou fazendo. Ano que vem o presidente vai botar alguém lá e dando certo não tem que mexer em nada, tem que continuar. Ano que vem é ano que vem. Não quero fazer plano nenhum. Não estou me candidatando ao cargo, nem me colocando à disposição, até para não assumir compromisso.

Parreira fez o comunicado a Abad na última quinta-feira, em reunião em sua casa, no Rio de Janeiro. O encontro contou também com a presença de Alexandre Torres, gerente de futebol, Marcelo Teixeira, gerente da base e do Flu Europa, Marcus Vinicius Freire, CEO do clube, e Marco Salgado, assistente da comissão técnica.

Abad chegou a oferecer a possibilidade de Parreira assumir mesmo não podendo dar atenção integral ao clube até março de 2018, mas não conseguiu convencer o ex-treinador.

- Ele até me acenou com algumas facilidades, mas não comprei a ideia. O vice-presidente não tem que ir a todos os jogos, todos os treinos, mas tem que que estar muito presente para acompanhar, opinar, sugerir. Mas agradeço muito ao presidente, ao Abel e à comissão técnica pelo apoio que me deram - finalizou.

Fonte: Globoesporte.com
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