Publicada em 07/10/2017, às 14:23

Marcelo Teixeira: má fase do Flu, uso da base em excesso e confiança em Abel

Em entrevista ao GloboEsporte.com, gerente de Xerém e do Flu Europa, integrante do comitê do futebol profissional, avalia a crise que deixa o Tricolor perto da zona de rebaixamento

Marcelo Teixeira integra comitê do futebol tricolor (Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)

Marcelo Teixeira é, dentro da estrutura do futebol, o dirigente mais antigo do Fluminense. E, ao mesmo tempo, o que menos aparece.

Desde 2011 ininterruptamente nas Laranjeiras, atualmente é o gerente da base e do Flu Europa. Mas a atuação vai além. Teve papel fundamental na reformulação do principal departamento do clube e integra o comitê gestor da área, ao lado de Abel Braga, do gerente de futebol Alexandre Torres e do presidente Pedro Abad - o outro era o vice de futebol Fernando Veiga, recentemente exonerado.

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Na conversa de 46 minutos com o GloboEsporte.com, o dirigente abriu o jogo. Deu a sua opinião sobre a má fase do time e a proximidade da zona de rebaixamento no Brasileirão, reconheceu que o elenco tem excessiva composição de atletas da base e enfatizou o papel de Abelão em um momento turbulento.

Confira!

Qual a sua avaliação dos motivos que levaram o Fluminense a ficar cinco jogos sem ganhar e apenas um ponto distante da zona do rebaixamento?

Os resultados não estão bons. Apesar de continuarmos na Sul-Americana, que é algo relevante, afinal, com um time de garotos eliminamos a LDU, uma pedra no sapato. Foi um feito bacana. Porém, os últimos resultados não foram bons, e o Fluminense caiu de produção. De briga pelo G-4 estamos próximos da zona de rebaixamento. Mesmo que a distância entre um e outro seja pequena.

O começo de ano foi bom. Sem praticamente contratação alguma, subindo jogadores da base, trazendo de volta alguns emprestados formados na base, conseguimos ter primeiro semestre muito bom. Mas aconteceram diversas situações que atrapalharam. O ano é atípico, com muitas cirurgias. A doença do Douglas. As lesões de Scarpa e Sornoza. Claro, então, com elenco jovem e curto, perdendo seis jogadores por cirurgia e com doença que nunca tinha se tido no clube e outras musculares, como recentemente Henrique e Renato Chaves, era natural que afetasse.

Quando jogamos na Arena da Baixada, por exemplo, em um gramado sintético, naturalmente difícil, o Atlético-PR, um time que historicamente lança muitos jogadores, tinha só o Pablo da base. A gente entrou com a defesa e os volantes todos com idade baixa ou recém-chegados, como Richard e Marlon. É difícil enfrentar o Brasileiro, um campeonato longo e complexo, com o elenco curto como esse.

Além disso, o ano é o primeiro da mudança do calendário. Copa do Brasil, Sul-Americana, Primeira Liga... Os clubes estão percebendo que não dá para ter o mesmo número de jogadores do passado. É preciso ter um elenco mais robusto, com mais atletas. A maratona de jogos é sufocante no primeiro semestre. No segundo, a maratona continua, e você já chega baleado com diversos problemas, como foi o nosso caso.

Em que pese a dificuldade financeira (déficit previsto de R$ 85 milhões) e o trabalho de redução de despesas no futebol (36 jogadores saíram, uma economia na folha salarial de R$ 18,3 milhões), não foi um risco exagerado formar o time basicamente com jogadores de Xerém e do Samorin? Trace um paralelo entre a filosofia de apostar na base e dificuldade financeira.

A questão da falta de dinheiro, o orçamento, isso foi trazido ao futebol. Foi colocado: “o ano vai ser esse”. O futebol entendeu o que foi trazido pelo presidente, antes de contratar o Torres e o Abel. Isso não foi uma decisão do futebol, veio de cima. Jogar um Campeonato Brasileiro, sem fazer investimento, é um risco, realmente, alto. Em paralelo, existia a ideia de que haveria um aproveitamento mais racional da base, dos atletas que rodavam emprestados e dos que estavam no Samorin. Havia a convicção de que esses jogadores, que fizeram boa Série B, casos do Léo Pelé, Lucas Fernandes e do Reginaldo, e que tinham destaque no Samorin, como Peu, Marlon Freitas e Luquinhas, a gente sabia que eles iam ajudar a formar o elenco, mas que ainda eram jovens e iriam continuar o seu processo de desenvolvimento.

O risco foi colocado a todos. Pois o clube foi claro. A nova gestão, associado à nova legislação, especialmente o Profut, que obriga a cumprir as obrigações, mais as dívidas do passado, o caminho não era fácil, mas o real. E que todos no mesmo barco teriam de seguir. Havia o desejo de aproveitar a base, mas se sabia que ela não poderia sustentar todo o projeto.

A classificação contra a LDU, com nove jogadores da base, não é motivo de orgulho. É de preocupação. Não se pode ter elenco tão jovem em jogo tão importante.

Eu falei isso no clube no dia seguinte. Foi bacana a classificação, uma felicidade extrema, mas temos de saber que usando nove atletas da base dificilmente vamos conseguir grandes feitos. Aquele dia, tudo bem, teve atletas machucados e suspensos, como Henrique Dourado. A mescla é importante, assim como ter um elenco mais experiente.

Apesar de tudo isso, não se tinha como planejar o ano de outra maneira?

Terminamos o ano passado com 10 jogos sem ganhar no Brasileiro. Um desejo grande de mudança de elenco. Um novo treinador chegou querendo mudar o grupo. E havia a falta de dinheiro. Com tudo isso, não é muito simples fazer a reengenharia do elenco. Havia muitos atletas com contratos longos. Foi feito, se mudou o grupo, a cara do time foi outra e o primeiro semestre foi bom.

Com todas as lesões e a extensão do ano, acabou que sofremos. O time jovem não suportou a maratona. É difícil falar em hipótese. No primeiro semestre, fomos elogiados. A performance foi boa. Fizemos muitos gols, era o ataque mais positivo...

Sem as lesões, que ocorreram em excesso, então, acredita que o desempenho seria outro?

Acredito que teria tido uma performance melhor. Com certeza. E, ao analisar, como estamos nove pontos de brigar pela Libertadores... a gente poderia estar brigando. Assim como estamos fazendo na Sul-Americana.

O que a direção faz para ajudar Abel e os jogadores a saírem dessa situação?

O Abel é um cara vencedor, um ídolo nosso. Ele ganhou título por onde passou. Além dele, temos o Torres. Outro vencedor. Ele passou por isso como atleta, até no Fluminense no ano de 1990. Os dois são as pessoas mais apropriadas para buscar as soluções no dia a dia. Presidente faz o que pode para estar presente. A gente tinha um vice de futebol que contribuia muito com sugestões. E eu, no meu papel, próximo dos jogadores que vieram da basse, com relação boa, conheço eles no técnico e no pessoal, estou fazendo e ajudando.

É um momento que temos de reverter. Há exemplos de times que estavam mal e melhoraram, exemplos dos que estavam bem e caíram. Futebol tem disso. O Fluminense teve a queda, mas estamos próximos da turma e cima. De uma forma ou outra, vamos voltar a ganhar e subir na tabela. E ainda temos a Sul-Americana.

A ameaça de queda para a Série B preocupa?

Na verdade, quando não se ganha... o futebol só tem ambiente leve e de confiança com vitória. O que pesa é perder. A pontuação é incômoda. O desejo é por voltar a ganhar. Fluminense empatou muito, precisa ganhar mais. É isso que nos move, fazer o time voltar a ganhar e a marcar gols, como marcou no ano todo.

O que deu errado no planejamento e, em caso afirmativo, o que será mudado para 2018?

Não tem que se falar do ano que vem. 2017 tem muita coisa em jogo e importante, que temos de batalhar.

Logo após ser eleito, o presidente Pedro Abad confirmou que você integraria o departamento de futebol. Foi o primeiro nome anunciado. Isso denota peso, importância. O modelo da gestão é diferente, verdade, um comitê gestor. Sem pessoalizar. De qualquer forma, a sua participação no planejamento foi enorme. A sua postura de não aparecer não dá margem à interpretação de fuga em momento delicado como o atual?

O momento ruim apareceu agora, primeira coisa. E eu, ao longo do ano, tive uma atuação bastante focada na base. É o meu foco principal. Várias vezes apareci falando pela base.

Falo em relação ao futebol profissional.

Se a minha atuação é maior na base e se estou no dia a dia na base, tenho de falar mais da base. E, a partir do momento, que se tem o Alexandre Torres, com peso no dia a dia do futebol, ao lado do treinador, é natural que os dois falem mais do futebol profissional.

No modus operandi do futebol do Fluminense hoje, há um colegiado. Para as decisões estratégicas. E quais decisões estratégicas tivemos ao longo do ano? Poucas. Não houve mudança de treinador, não houve mudança de comando do futebol e praticamente não contratamos ou negociamos ninguém. Foi pouca coisa.

A minha participação foi na parte estratégica. Não sei se deveria estar falando a toda hora.

Assisti e acompanhei os jogos como sempre. Desde que estou no clube, procuro ir a todos os jogos que posso. Às vezes, há conflito com os compromissos da base. Não fui a todos os jogos fora e perdi alguns em casa por causa da base. E, por vezes, deixo de seguir a base para acompanhar o profissional.

Eu entendo o que você está falando, mas discordo um pouco. Apareço de acordo com o papel que exerço no colegiado. A base tem peso relevante no processo, peso esse hoje excessivo, como falei antes. Agora, faz parte da nova filosofia que a base tenha papel maior no futebol profissional.

Exemplo: não é para contratar jogadores para compor elenco, se a gente tem em casa no departamento profissional. Outro: a maior parte dos funcionários veio da base, trabalharam comigo. Tirando a comissão técnica do Abel, 80% veio de Xerém.

Não sou eu que tenho de dar entrevista sobre o futebol profissional já que o meu papel é estratégico. E, no momento ruim, falou o Fernando Veiga, depois o Torres e agora eu.

Mas, por ter papel estratégico, também tem responsabilidade.

Claro. Se estrategicamente participei, participei efetivamente no começo do ano. Foi assim na chegada do Torres e do Abel. Só aí há uma responsabilidade grande. Participei da montagem do elenco, participei do retorno de jogadores da base que estavam emprestados, participai da subida de alguns da base para o profissional, participei na hora de falar com a comissão técnica na hora de trazer de volta jogadores da Europa e, claro, participei na hora de definir se ia contratar e quem iria contratar. É óbvio que tenho a minha parcela.

Mesmo com o comitê gestor, no qual o Fluminense evita ter um protagonista no futebol, a cultura brasileira é de centralizar em uma pessoa.

Mas há uma figura forte do Abel, que está à frente do futebol. Ele já trabalhou aqui, conhece o clube como a palma da mão, gosta da base.

O Abel, no futebol, é o ponta de lança do Fluminense. Como se vê o Renato Gaúcho no Grêmio, como foi o Muricy Ramalho no São Paulo tempos atrás.

O comitê foi criado para decisões estratégicas. Compra e venda de jogadores é uma decisão estratégica. Mudanças de pessoas no departamento, outra. Promoção da base, idem. Tudo o que foi feito... Agora, há uma mudança no futebol. Política, comandada pelo presidente. Mesmo assim, ele está dividindo com Abel, Torres e comigo.

Saída de atletas é outra questão estratégica. Até abril, a gente teve muitas saídas. As últimas foram de Osvaldo, Maranhão, Lucas Fernandes... essas mudanças de peças sempre partiram do desejo do Abel, especialmente. Partiu dele a sugestão. Outras vezes veio do scout, mas sempre passado pelo Abel e com decisão final do presidente.

A única coisa que ficou fora foi a saída do Richarlison. Todos tiveram de entender que a saída dele era importante para pagar contas e manter salários em dia.

O Fluminense, apesar de a eleição ter sido no ano passado, é um clube com ambiente político efervescente. Identifica isso?

Essas questões eu não me ligo e também não dou importância. Eu trabalhei 14 anos na Price, cinco anos no Manchester. Eu trabalho.
Eu sei que sou passageiro. As instituições pelas quais eu passei, continuaram. O Fluminense vai continuar e eu vou passar. Neste ano, tive três propostas muito interessantes.

Uma da CBF...

Foram três interessantes, uma delas você falou. Eu recusei. Pois acredito muito no projeto. Que não vou chamar de base. Mas de desenvolvimento de atletas. E estamos avaliando futuramente em mudar o meu cargo. Acredito ser único no Brasil esse projeto. É a médio e longo prazo, o que o deixa suscetível a questões políticos. Acredito no que estou fazendo e nas pessoas que estão abraçadas comigo aqui. Presidente acredita e, por isso, fizemos muitas coisas este ano.

Então, posso citar a chegada do Leo Percovich, a primeira vez que um treinador deixa a Premier League para trabalhar na base de um time do Brasil. Trouxemos dois profissionais da CBF, após anos de PSG e Manchester City, para ajudar a pensar filosofia e metodologia.

Isso vai ajudar no profissional do Fluminense. Se A ou B estão insatisfeitos ou usam o meu nome, não me prendo. No dia que o meu chefe decidir que eu não presto, vou seguir a minha vida. Sem problema algum.

Exonerado do cargo de vice de futebol, Fernando Veiga disse que o Flu tem receita de time pequeno. Porém, ao analisar o balanço financeiro do ano passado, o clube teve R$ 293 milhões em receita. O Atlético-GO, citado pelo ex-dirigente, R$ 20,2 milhões. O problema, não lhe parece, não é a receita, mas a gestão dos recursos, especialmente no futebol?

Não vou analisar a nossa receita em relação aos concorrentes. Embora, se você olhar, alguns concorrentes têm receita muito maior. É um fato. A minha função não é geração de receita.

Mas a base, com as vendas, acaba gerando...

Eu tenho uma pesquisa que, desde que Xerém foi criado, a base gerou três vezes mais o que foi gasto. A base deu lucro. A gente não faz jogador para vender, faz jogador para ser campeão.

Voltando...

Os contratos que a gente tem, o custo que a gente herdou do passado, comparados com a receita história, e a de esse ano está balizada pelos dois últimos, temos um problema grave. Temos uma obrigação de pagamento muito maior do que a previsão de receita.
É fato. Trabalhamos hoje com uma receita menor do que as obrigações que temos assumidas. E aí se incluiu Profut, Ato Trabalhista, compra de jogadores que não se pagou no passado, comissões pendentes...

A venda de Richarlison foi boa para o clube? Não era possível arrecadar mais do que os 12,5 milhões de euros (R$ 46 milhões)?

O clube recusou proposta de um clube do Brasil, como foi divulgado pela imprensa. E outra de um time da Holanda. Isso proposta no papel. Sondagens, foram diversas. Temos de lembrar que, há um ano, se fosse feita uma pesquisa na torcida, 95% ia dizer que era para dar de graça. O valor investido e o arrecadado na venda foi interessante.

O Fluminense ficou com um percentual de futura venda, do lucro. Isso sempre é assim. Se for vendido, o clube vai receber um percentual do valor descontado o que eles pagaram. O atleta teve o desejo de ir, o empresário demonstrou isso. É uma equação complicada. Caso não venda, o jogador fica insatisfeito e pode não render. É difícil falar ser certo ou errado. Fizemos vendas no passado que as pessoas dizem que foram boas.

Caso do Gerson.

Ele ainda é muito novo, tem 19 para 20 anos. Se daqui a pouco ele render tudo o que as pessoas acham que ele pode render, se pode dizer que a venda foi ruim. Isso depende do contexto.

O que Carlos Alberto Parreira acrescentará como vice de futebol, caso seja confirmado no cargo. Por qual motivo o Flu escolheu ele?

Eu fui orientado a não falar desse assunto, mas vou falar. Qualquer pensamento que existe no clube, o Abel é consultado. Quero enfatizar isso. Pela importância dele, pela história dele. Pelo tempo de casa, pelo o que conquistou. Pelo o que ele topou encarar. A última palavra é do presidente. Ele falou comigo, com o Torres e com o Abel. Não nessa ordem, mas consultou todos. Presidente e Abel criaram uma relação muito bonita.

Parreira é um ícone do futebol, um patrimônio no futebol brasileiro. E, para o Fluminense, é uma honra ter um cara como esse como torcedor. A gente já está usufruindo dele. Levamos ele para a base para fazer trabalho com as comissões técnicas. Foi uma oportunidade de aprendizado. Combinamos com ele os próximos passos. Ele tem uma agenda complicada, mas vamos continuar o plano dentro da disponibilidade.

Agora, quem está tratando do cargo é o presidente.

Mas se ele vier a ser, o que agrega?

A experiência, a prática, a teórica de alguém que já ocupou diversos cargos, alguém que já conquistou tudo, que já passou por diversos países. Um perfil desses só tem a agregar ao clube, às pessoas, aos atletas e à imagem do clube.

Parreira gosta muito de trabalhar com treinadores. O desejo dele é ajudar a desenvolver profissionais. Tem esse papel da CBF também. Ele faz parte de comitê para o desenvolvimento de cursos. O trabalho dele em Xerém foi uma palestra com treinadores, sobre trabalho de campo.

Como está a situação de Wendel?

Eu mantenho o que o Fernando Veiga falou dias atrás. Não mudou.

Em todo o ano, o Fluminense conviveu com atrasos no elenco. A direção e os jogadores afirmam que isso não interfere no desempenho. Como que conseguiram separar as coisas?

É difícil responder a essa pergunta. Quem fez o dia a dia com os jogadores foram o Torres e o Abel. Eu não estava lá. Eles atuaram nisso, mas não sei detalhes. Participei de uma reunião do presidente com o elenco.

A transparência, acredito, tenha ajudado. O presidente sempre foi. Torres e Abel sempre tiveram as informações. Eu também pois passo pelo mesmo na base. Tenho de motivar mesmo com os atrasos.

O Flu trouxe Sornoza e Orejuela, acertando as contratações no ano passado. Durante esse ano, não houve reforços sul-americanos. O Flu tem nomes de estrangeiros em mente para 2018? É um mercado com preços menores do que o brasileiro...

Não é inflacionado no ponto de vista de salário. Agora, para comprar, em dólar, passa a ser caro. Temos capacidade reduzida para
investimento. É uma opção, o torcedor gosta e o jogador estrangeiro traz algo diferente do brasileiro. O nosso scout avalia esse mercado, sim, mesmo com a nossa reduzida capacidade.

A função primordial da base não é ter resultado, mas este ano o Fluminense teve desempenho abaixo. Caiu no Carioca sub-20 e na Copa do Brasil sub-17. O que aconteceu?

A gente ainda está em disputa dos principais estaduais. Só acabou o sub-20. Estamos na briga. No sub-15, ganhamos o primeiro turno. Vencemos Fla-Flu na Gávea e aqui. Do sub-13 para baixo, estamos liderando ou perto. No sub-17, perdemos a semifinal. No sub-20 ficamos abaixo. Fizemos mudanças. A chegada do Leo não foi repentina. O conheço há dois anos, falando com ele para vir ao clube. Tinha o desejo de trazer alguém com qualificação. Temos dificuldade no Brasil com os profissionais da base pois não há cursos de qualificação como há na Europa. Então, juntamos a fome com a vontade de comer. O ano foi de dificuldade, e aí temos de analisar os jogadores que tiramos do sub-20 para o profissional ou Samorin. O Ayrton, do Londrina, por exemplo, recebi uma consulta hoje. E ele tem idade. Nascimento, titular no Samorin, poderia estar no sub-20. Enfraquecemos a categoria pensando no desenvolvimento desses atletas. Esperamos melhor rendimento no ano que vem.

Fonte: Globoesporte.com
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