Publicada em 13/09/2017, às 14:10

Filho de segurança do Inter, Thales volta ao clube e revive "sonho" do pai: "Muito feliz"

Após deixar o CSA por solicitação do Colorado, defensor deve ser integrado ao elenco de Guto Ferreira nesta quarta e reencontrará seu pai, Sandro, no CT do Parque Gigante

Thales, ao lado do pai, Sandro, ainda nas categorias de base do Inter (Foto: Reprodução/Instagram)

Titular absoluto do CSA, Thales observava as fases decisivas da Série C como grande chance de se consolidar na carreira... Até um chamado do Inter dar nova guinada a seus planos. Diante da grave lesão de Klaus, baixa por 60 dias devido a uma fratura no punho esquerdo, o Colorado solicitou seu retorno antecipado de empréstimo para encorpar o elenco na reta final da Série B. Foi apenas o início de uma terça-feira atribulada, que parecia não ter fim ao zagueiro de 24 anos para garantir o quanto antes a rescisão contratual, organizar a documentação e já rumar a Porto Alegre. Tudo para atender de imediado à convocação do clube do coração. E para fazer o pai voltar a viver um "sonho" mesmo bem acordado – e sempre alerta – em seu dia a dia de trabalho.

A coincidência se explica com mais uma das tantas histórias que enfeitam o futebol com trajetórias de superação e de muita luta familiar para fazer um garoto engrenar na profissão. Thales é filho de Sandro Dorival de Matos, um dos seguranças do Inter. E, sobretudo, um pai, como tantos outros, que batalhou para tirar recursos de onde não tinha para que o pupilo vingasse nos gramados.

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A partir desta quarta-feira, Sandro voltará a receber o zagueiro com um abraço sempre que descer do ônibus da delegação ou chegar aos treinamentos. Como sempre sonhou e já o fez, diga-se, na primeira passagem do defensor pelo Colorado. De início, nas categorias de base, em que foi capitão antes de ser promovido ao time principal nas temporadas de 2013 e 2014.

Thales encontrou uma brecha na "correria" para embarcar à Porto Alegre, já no aeroporto de Maceió, para falar com o GloboEsporte.com. Por telefone, o zagueiro afirmou ser impossível recusar uma convocação do Inter para um momento adverso de sua história. Sincero, se diz mais maduro e menos "brigão" em seu retorno ao clube e prometeu entrega total para enfrentar uma concorrência mais pesada por espaço na equipe sob o comando de Guto Ferreira.

– É um sentimento dividido. Eu estava muito bem no CSA, fazendo gols, aparecendo bem. Fico triste por deixar o clube assim, no mata-mata. Mas fico feliz de voltar ao Inter, é minha casa, onde me criei. Não tem como recusar o chamado do Inter. Eu estou realizando um sonho, tenho muito o que agradecer. Estou indo para ajudar e para trabalhar muito para a gente conseguir o acesso, que é o mais importante. Eu tenho muitas valências. Sou rápido, tenho a bola aérea boa, jogo pelos dois lados. Se o Guto precisar, eu posso usar isso dentro do Inter. É só questão de tempo – projeta.

O retorno foi confirmado pelo Inter no começo da tarde da terça-feira, graças a uma cláusula prevista no contrato de empréstimo ao CSA – o vínculo do atleta com o Colorado vai até novembro de 2018. A felicidade no rosto de Sandro, porém, já estava estampada quando a negociação ainda era uma possibilidade, pela manhã, durante o treino no CT do Parque Gigante:
– O guri está muito bem. Vai dar certo! Esse é o caminho que Deus escolheu – disse Sandro rapidamente, sem saber da confirmação, e sem deixar o posto de trabalho.

>> Confira a entrevista:
Globoesporte.com: Como você recebeu a solicitação do Inter para retornar ao clube?
Thales: É um sentimento dividido. Eu estava muito bem no CSA, fazendo gols, aparecendo bem. Fico triste por deixar o clube assim, no mata-mata. Mas fico feliz de voltar ao Inter, é minha casa, onde me criei.

Até por essa ligação... Imagino que não tinha como recusar o chamado do Inter, né?
Não tem como recusar o chamado do Inter. Fico muito feliz pelo Inter ter lembrado de mim. O Inter lembrou de mim porque venho fazendo um grande trabalho. Acho que é um mérito o Inter ter me chamado. É aproveitar e trabalhar bastante para cavar meu espaço.

Como você tomou essa decisão de deixar o CSA, em que era titular absoluto, para voltar ao Inter e brigar por posição? A concorrência em Porto Alegre é mais pesada...
Concorrência, a gente encontra em todos os lugares, eu vou cavando meu espaço. O que pesou foi a oportunidade de atuar pelo Inter. O zagueiro (Klaus) se machucou e abriu uma brecha. Espero poder atuar e, se Deus quiser, fazer bons jogos. Eu não gostaria que fosse desse jeito, com a lesão de um companheiro, mas pretendo usar esse espaço para me firmar.

O que pode ser seu diferencial na briga por posição no Inter?
Eu estou indo para somar, mas eu tenho muitas valências. Sou rápido, tenho a bola aérea boa, jogo pelos dois lados. Se o Guto precisar, eu posso usar isso dentro do Inter. É só questão de tempo.

Nesse retorno, você encontra muitos ex-companheiros, também... Já chegou a falar com eles?
É verdade. Tem o Dourado, o Winck, o Damião, o D'Ale, bastante gente. Tenho muitos conhecidos, vai ser mais fácil a adaptação. Eu já falei com a família, com amigos, que me parabenizaram pela volta, mas (com companheiros) não consegui falar. Esses últimos dois dias, desde que o Inter entrou em contato, eu não consegui parar.

Você viveu as últimas três temporadas fora do Inter, em empréstimos para o Bahia, o Atlético-GO e agora o CSA. Como volta ao clube?
(Esse período) Serviu como amadurecimento. Eu era jovem, inexperiente, imaturo. Muito brigão. Com o tempo, você vai ficando mais experiente, mais inteligente, vai deixando de tomar cartão besta, conhecendo os atalhos. Acho que tudo isso me ajudou bastante. Joguei com jogadores experientes, que me ajudaram muito no crescimento.

No Atlético-GO, chegou a ser campeão da Série B no ano passado. Essa bagagem pode ajudar na reta final da temporada?
É verdade. Fomos campeões com três rodadas de antecedência. Já tem uma experiência, joguei pelo Bahia, fui campeão com o Atlético. Essa experiência ajuda muito.

Você fala em ser "brigão"... Mas também já foi capitão do Inter na base, né?
Eu era muito esquentadinho... Mas sim. Logo que cheguei, fui capitão até 2014, 2015, quando estava no profissional, mas descia para jogar no time B.

Hoje pela manhã, cruzei seu pai (Sandro, segurança do Inter) no CT do Parque Gigante. Ele estava feliz com a possibilidade de sua volta, falou que era o momento de as coisas acontecerem...
É verdade! Meu pai é gente boa demais. O sonho dele era que eu descesse do ônibus do Inter, e ele estivesse lá me esperando, no trabalho como segurança, como ele já fez. Ele está muito feliz.

A gente sabe que o Sandro está feliz... E o Thales?
Eu estou realizando um sonho, tenho muito o que agradecer. Estou indo para ajudar, dar meu melhor e para trabalhar muito para a gente conseguir o acesso, que é o mais importante, e os demais objetivos.

Fonte: Globoesporte.com
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