Publicada em 17/06/2017, às 13:57

O líder obsoleto: Diego Lugano ainda é útil para o São Paulo?

Na despedida de Rogério Ceni como goleiro criou-se a comoção pela volta de Lugano (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

O último mês marcou uma queda de braço dentro do São Paulo. Rogério Ceni e o elenco saíram em defesa da renovação de Diego Lugano, zagueiro veterano que é um grande ídolo da torcida tricolor. O presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, não está convencido disso e ainda não procurou o jogador para discutir uma extensão do vínculo.

A comoção pelo retorno de Lugano não condiz até agora com o seu valor em campo. Mesmo com Rogério Ceni, com quem o uruguaio tem grande identificação e conquistou grandes conquistas, o zagueiro se tornou uma opção cara e praticamente ignorada pelo treinador. Para defender sua renovação, Ceni alega a questão da liderança, algo que costuma influenciar diretamente no vestiário.

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Mas a realidade do São Paulo exige uma decisão mais pragmática. Lugano recebe um salário de R$ 230 mil no São Paulo, uma fortuna para um terceiro, quarto reserva para o setor. E corre o risco de perder Rodrigo Caio, zagueiro valorizado desde o ouro olímpico, e que já foi sondado por clubes europeus. Ou seja, é o momento certo para planejar uma defesa sem improvisos, pesando juventude e experiência dentro da mesma moeda de análise.

Se Lugano, aos 36 anos, é útil hoje apenas fora das quatro linhas, só uma questão emergencial o colocaria em campo nos próximos meses. A torcida pode até enxergar de forma diferente, mas é justamente como Rogério Ceni vem decidindo. Encerrando seu vínculo, o salário do jogador pode ser utilizado para trazer um bom nome para o setor – até mesmo de fora do país.

Ao defender a renovação e jogar a bola para o presidente, Ceni massageia o ego das arquibancadas, mas assina sua própria contradição. Se Diego Lugano ainda tem seu valor como jogador, precisa ser escalado mais vezes. Caso contrário, mantê-lo no grupo é uma decisão estúpida financeiramente, inflacionando a folha salarial em razão de uma liderança amorfa.





Fonte: Lance!
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