Publicada em 05/04/2017, às 09:38

Discussão no passado: Douglas se inspira em craques para fazer de 2017 seu ano

Em entrevista, volante de apenas 18 anos afirma que discussão com Nenê já foi superada e revela que se espelha em Pogba, Gerrard e Toni Kroos para fazer sucesso

Foto: GloboEsporte

Mesmo nos momentos de maior dificuldade do Vasco até agora na temporada, Douglas conseguiu sair sem arranhões na relação com a torcida cruz-maltina. Cada vez mais confiante, o volante de 18 anos espera fazer fazer de 2017 o ano de sua afirmação. Personalidade não falta. No último jogo, contra o Nova Iguaçu, ele discutiu com o veterano Nenê dentro de campo, mas considera que o episódio foi superado. Ficou apenas a lição. A concentração toda agora é no clássico com o Flamengo, sábado, no Maracanã, pela semifinal da Taça Rio.

- Acabou. Serviu para fortalecer o grupo e mostrar que todos que estão no Vasco querem muito vencer - afirmou o camisa 8.

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Em entrevista, Douglas comentou sobre sua inspiração em craques europeus, sobre o fato de ter se apresentado mais para finalizar e contou sobre as dificuldades em seu início no Vasco, além dos planos para o futuro.



Confira a entrevista completa:

GloboEsporte.com: Você se firmou como titular da equipe no fim de 2016 e tem sido uma peça de destaque desde então. Esta será a temporada para o Douglas brilhar?
Douglas: Esse ano será muito importante para mim e para o Vasco. O início não foi tão bom, mas agora o time está se acertando. É continuar o trabalho que está sendo feito. O Milton é um treinador excelente, faz um bom trabalho. Vamos dar nosso melhor para conseguir as vitórias nos jogos.

O gol da vitória sobre o Boavista foi seu. Contra o Nova Iguaçu, apareceram ao menos duas boas chances de marcar. Essa chegada mais constante ao ataque é uma orientação do Milton Mendes?
Isso sempre foi uma característica minha, mas o Milton está me dando segurança também. O Jean, que chegou há pouco tempo no clube, é mais um volante de marcação, e isso me dá mais liberdade. Converso bastante com o treinador sobre isso, e com meus companheiros também. Minha confiança aumenta de poder chegar à frente e concluir as jogadas.

Tem algum volante que você se inspira, que seja seu ídolo?
Eu assisto muito aos campeonatos lá de fora. Gosto do Pogba, do Gerrard, que se aposentou, o Toni Kross, por causa da qualidade no passe... Me inspiro nesses jogadores, tento pegar alguma coisa da característica deles para ajudar na minha formação.

O Vasco terá clássicos cariocas pela frente. Normalmente são nesses jogos que os jogadores conseguem escrever seus nomes na história do clube. Você pensa nisso quando vai entrar em campo em uma partida como essa?
Todos os jogadores quem sempre fazer o melhor possível em um clássico. A motivação especial nem precisa chegar de fora, isso tem que vir de dentro de cada um. Clássico todo mundo quer estar dentro. Espero dar o meu melhor e ficar marcado, ficar reconhecido.

Apesar de a Taça Rio ter perdido um pouco de importância, como encarar o Vasco x Flamengo no próximo sábado?
Não tem jeito... Entrar em campo contra o Flamengo ou em qualquer outro clássico tem que entrar para ganhar de qualquer jeito.

Contra o Nova Iguaçu houve a rvocê?
O que aconteceu é natural, estávamos de cabeça quente. Um xingou o outro. Mas já no vestiário um pediu desculpas para o outro. Dentro de campo (após a partida) demos um abraço para mostrar a todos que não ficaria nada de ruim entre nós. Acabou. Serviu para fortalecer o grupo e mostrar que todos que estão no Vasco querem muito vencer.

Como foi sua trajetória no Vasco desde que chegou? Tinha quantos anos?
Sou do Rio de Janeiro mesmo. Cheguei em 2014 (com 16 anos) para um período de experiência. Foi muito bom, aprendi muita coisa. Tinha que pegar dois ônibus para chegar, era muita luta. Graças a Deus tudo está dando certo. Conquistei títulos na base, e isso deu uma felicidade muito grande para minha família. Hoje sou muito agradecido de fazer parte do profissional e ter a chance de dar alegria para a torcida.

Na infância a bola sempre foi sua principal companheira, como a maioria dos jogadores?
Meu pai conta que quando eu nasci, o primeiro presente que deram foi uma bola. É como as pessoas falam, acho que o talento é uma coisa que vem de berço. Eu sempre me concentrei muito na minha carreira desde muito cedo, e hoje tudo está dando certo. Fico muito feliz com isso.

Você já é titular do Vasco e recentemente teve a oportunidade de defender a seleção sub-20. Quais são suas metas no curto prazo?
Meu pensamento inicial é principalmente dar o meu melhor pelo Vasco, dar alegria para minha família, que sempre me acompanhe na hora das críticas e dos elogios. Então, é isso que eu tenho em mente. Ser campeão pelo Vasco.

Fonte: GloboEsporte
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