Publicada em 04/04/2017, às 09:34

Sete meses após lesão, Luis Ricardo evolui e crê em volta no Carioca

Na reta final de recuperação de grave fratura no tornozelo, lateral volta a treinar com bola após 2 cirurgias e demonstra preocupação com contrato: "Atrapalha a cabeça"

Luis Ricardo voltou a treinar com bola. Retorno está mais próximo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

A saudade da bola é imensurável. Há tempos Luis Ricardo não sabe o que é jogar futebol. A grave fratura no tornozelo completa nesta terça-feira sete meses. O jeito é tentar sorrir, afastar a tristeza e segurar a ansiedade. Por mais que esteja demorando mais do que o esperado, o retorno está próximo. Quem sabe até no Campeonato Carioca?

- É difícil falar em previsão. É no dia a dia. Depende muito de mim, da minha evolução, dos treinamentos. O treinador e a comissão técnica vão saber quando eu estiver pronto. Quem sabe antes mesmo do início do Brasileiro, alguns jogos do Campeonato Carioca? Essa é a minha intenção - disse Luis Ricardo, ao GloboEsporte.com.

No último sábado, um passo enorme na longa recuperação. Luis Ricardo, após sete meses, treinou com bola com o resto do elenco. Coisa banal na vida de qualquer jogador, mas especial para Luis Ricardo. Sinal de que a volta aos gramados está próxima.

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- Já vinha fazendo trabalho nas dependências do Nilton Santos, mas no sábado, pela primeira vez, fui a campo com o grupo. Foi algo especial. Estava com saudade. A tendência agora é que eu continue. Para mim foi bacana demais poder treinar com eles, chutar a gol. É diferente de só fazer físico, correr no campo. Com a bola motiva mais. Gera uma nova expectativa.

Em conversa por telefone, o lateral falou sobre a longa recuperação, sobre a necessidade da segunda cirurgia, sobre os passos da recuperação e admitiu preocupação em relação a seu contrato com o Botafogo, que acaba em dezembro.

Confira a entrevista completa

Como está a recuperação?
Começou agora esse trabalho em campo. É claro que tudo vai ser um pouco novo, a adaptação, a pisada... Tem todo esse processo que todos nós sabemos. Mas acredito que vai ser rápida a minha evolução.

Está clinicamente curado?
Clinicamente estou pronto. O que falta agora são alguns reajustes da minha pisada, da forma de correr. É claro que, em campo, o impacto é outro. Os médicos falam que são coisas normais. Correndo, às vezes posso mancar um pouco devido à longa inatividade. Mas com o decorrer dos treinos, da semana, a tendência é evoluir bastante. Estou tranquilo. Acredito que vai dar tudo certo.

A previsão era retornar na pré-temporada. Demorou mais do que você esperava?
Demorou. Tive que fazer uma nova cirurgia, deu uma calcificação óssea no tornozelo. A primeira cirurgia, em si, foi excelente. Mas pelo fato de ter ficado muito tempo imobilizado, acabou tendo a calcificação óssea em outra região do tornozelo. Não teve nada a ver com a primeira cirurgia. Por isso foi melhor fazer uma raspagem na calcificação.

Ainda dá para jogar no Carioca?
Acho que dá sim. Estamos caminhando. Estou correndo contra o tempo para acelerar todo esse processo. Seria bom jogar alguns jogos no Carioca para pegar ritmo e depois jogar o Brasileiro e a Libertadores para voos mais altos.

O que está sendo mais difícil nesse período?
É muito tempo parado. Ainda mais que meu contrato vence no fim do ano. Está quase chegando no meio do ano, e eu não estou jogando. Isso atrapalha a cabeça. O trabalho está sendo feito fora de campo, minha família me deixa tranquilo, os jogadores me apoiam, a diretoria deu todo o respaldo na época. Sei que meu contrato está acabando, vou até falar para o presidente me dar uma tranquilidade a mais. Mas o mais difícil é ver o time bem, eu querer fazer parte disso, e ser impedido pela lesão. Mas estou aqui na torcida correndo atrás desse prejuízo.

Você sempre deixou claro que seu desejo é estender o contrato até 2018. Já houve alguma conversa?
Não, ainda não. Mas espero que eles possam pensar nisso e estender mais um pouco. Pretendo continuar no Botafogo e, se possível, encerrar a minha carreira aqui.

Foi surpreendido por ficar fora da lista da Libertadores?
Não me surpreendeu. Eu estaria tomando o lugar de outro que poderia ajudar em campo. Tive uma conversa com o Jair depois. Ficou tudo resolvido. Seria muito egoísta da minha parte estar lá sem poder ajudar. Infelizmente, fiquei de fora. Mas quando surgir a brecha, nas oitavas, eu quero estar na lista.

Você participou de todo o processo de reconstrução do Botafogo, desde a Série B em 2015. Deve ser difícil ficar fora logo agora na Libertadores...
É muito ruim, mas tive essa lesão. O Sassá também teve uma lesão grave, o Jefferson está fora até mais tempo do que eu, o próprio Jonas agora. Infelizmente isso aconteceu conosco. Hoje é bom ver o Sassá se destacando junto com os outros. Acredito que algumas coisas acontecem para que coisas boas aconteçam mais à frente nas nossas vidas. Vamos viver esse momento com alegria. Tristeza só atrapalha. Eu dependo disso, a minha família depende disso e muita gente depende do meu trabalho.

O que acontece com os laterais do Botafogo?
Infelizmente está acontecendo essa sequência de lesões. Todo mundo viu que não é questão física, nada muscular. Eu me machuquei sozinho, o Marcinho e o Jonas também. Algo estranho que está acontecendo. Mas isso vai mudar. Todos estão sujeito a isso. Infelizmente, está acontecendo na lateral.

Qual futuro você vê para esse Botafogo?
No Carioca, mais uma vez, falaram que não chegaríamos, e hoje somos um dos concorrentes ao título. O nosso treinador, nosso líder, fala muito sobre isso. O Botafogo tem sempre que brigar por alguma coisa. Hoje percebemos que é possível alcançar coisas grandes. Estamos em mais uma fase final do Carioca. Para mim, mesmo não jogando, é o terceiro ano seguido. Dessa vez vamos ser campeões. O Brasileiro é um campeonato mais difícil. Mas estamos bem na Libertadores e podemos brigar na parte de cima da tabela no Brasileiro. Muitos vão falar que é absurdo o que vou dizer. Mas acredito muito no que o Jair tem em mãos, ele sabe usar o grupo, e vamos brigar por títulos nesse ano. Isso é fato.

Fonte: GloboEsporte
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