Publicada em 03/04/2017, às 21:24

Torcedores do Inter abrem campanha na rede para sensibilizar corte na Suíça

Colorados utilizam #TASSafeTheLegality para pedir ao TAS que acate o pedido do Inter e puna o Vitória pela suposta inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos

Marcelo Medeiros também aderiu a campanha dos colorados pela internet (Foto: Reprodução, Twitter)

A empreitada colorada para seguir na elite não aparece apenas nos gabinetes do Beira-Rio e em Lausanne, na Suíça, para a audiência desta terça-feira. Nas redes sociais, os torcedores do clube clamam para que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) defira o pedido no Caso Victor Ramos.

No Twitter, os fãs disseminam a #TASSafeTheLegality, o que significa "TAS, proteja a legalidade". Até o presidente Marcelo Medeiros entrou na onda. De forma mais comedida, o dirigente escreveu:

- Lutar pelo que é certo!

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Em janeiro desse ano, o clube ingressou com uma ação no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O tribunal pediu esclarecimentos de Vitória, CBF e STJD e julgará o caso nesta terça-feira a partir das 9h (4h de Brasília). A previsão de encerramento é às 17h (12h de Brasília).

O Inter tenta fazer com que o clube baiano seja punido com perda de pontos no Brasileiro pela suposta inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos (entenda abaixo). Caso consiga reverter o caso no tribunal, no entanto, não tem garantias de que disputará a Série A, já que o Estatuto do Torcedor exige que o regulamento de uma competição seja registrado 60 dias antes de seu início.

A comitiva colorada que participará da audiência do caso Victor Ramos chegou nesta segunda-feira a Lausanne, cidade na qual fica o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Além do vice jurídico Gustavo Jucem, está o advogado Rogério Pastl.

O caso Victor Ramos

Em 1º de dezembro, o Inter apresentou no STJD um documento com 42 páginas pedindo para fazer parte no processo que investigou supostas irregularidades na inscrição do zagueiro Victor Ramos, iniciado pelo Bahia. Na luta contra o rebaixamento, o clube gaúcho pedia que o tribunal reabrisse o caso para punir os baianos com a perda de pontos nas partidas em que o jogador atuou no Campeonato Brasileiro.

A principal linha sustentada pelo clube gaúcho diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol. O jogador, que pertence ao Monterrey, do México, estava emprestado ao Palmeiras até se transferir ao Vitória, em fevereiro do ano passado. Na visão dos advogados do Inter, essa negociação ocorreu de maneira irregular.

No dia 8 de dezembro, o auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral do STJD, arquivou o pedido do Inter. No dia seguinte, a CBF enviou um ofício ao STJD alegando que os documentos usados pelo clube no processo – a troca de e-mails entre o diretor da CBF e o Vitória – foram adulterados. A entidade pediu a impugnação dos documentos pelo tribunal.

Na última semana, em nota oficial, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou que a perícia comprovou falsificação de e-mails por parte do Inter no processo. O Inter, por sua vez, voltou a garantir a autenticidade dos documentos e contestou a perícia.

Fonte: Globoesporte.com
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