Publicada em 03/04/2017, às 21:15

Thomaz volta para casa depois de 17 clubes, e reencontra "técnico-ídolo"

Meia diz que era fã de Rogério Ceni, Denilson e Kaká quando jogava no São Paulo, ainda criança, e acredita que ida precoce à Europa prejudicou sua carreira no país

Thomaz foi apresentado nesta segunda e usará a camisa 19 (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Thomaz jogou bola em times amadores e sociais do São Paulo entre seus 12 e 16 anos de idade. Depois, leiam com calma, passou por Corinthians, Juventus, Internacional, Grêmio Barueri, Chiasso (Suíça), Avaí, Rio Claro, Ventura Fusion (EUA), Imbituba, Caxias, Hercílio Luz, Marcílio Dias, Audax, Treze, Internacional de Lages, Brasiliense e Jorge Wilstermann, onde se destacou na Libertadores e, aos 30 anos, chamou atenção do técnico Rogério Ceni.

Destino... Na infância, era ele que saía da parte social do Morumbi para ver Rogério jogar.

– Na minha época tinha o Denilson, o Rogério sempre, depois o Kaká estourou. São jogadores que eu tive como referenciais. Poder voltar agora e tentar repetir o sucesso que eles fizeram é uma alegria imensa – afirmou o meia, que estreou no segundo tempo da vitória por 2 a 0 sobre o Linense, no último domingo, ao entrar no lugar de Luiz Araújo.

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Destaque da Copa São Paulo de Juniores de 2006 pelo Internacional, onde ficou amigo do atacante Alexandre Pato, o meia disse que sua saída precoce para a Europa prejudicou a sequência da carreira. Por isso, só agora, aos 30 anos, ele volta a um time grande do país.

– Depois da Copa São Paulo, acabei indo muito cedo para a Europa, fiquei lá dois anos (no Chiasso, da Suíça) e perdi o mercado dos grandes clubes, tive que passar por menores. Quando fui para a Bolívia, consegui jogar por três anos e veio a vitrine da Sul-Americana e da Libertadores – explicou o reforço tricolor, que se naturalizou boliviano, a convite da federação local, no último mês de fevereiro.

Veja a íntegra de sua entrevista:

SAIR DA LIBERTADORES E JOGAR A SUL-AMERICANA

– Campeonato internacional tem dinâmica de jogo mais rápida, pegada mais forte. Disputei duas Sul-Americanas e uma Libertadores, espero trazer essa experiência para ajudar o São Paulo.

PODE SUBSTITUIR CUEVA?

– Treinei duas vezes com o grupo, meu objetivo é conhecer mais para poder ajudar mais. O Cueva é um grande jogador, todo clube gostaria de tê-lo, chego para somar e espero contribuir com meu melhor.

CONDIÇÃO FÍSICA

– Depois do jogo contra o Palmeiras (pelo Jorge Wilstermann, na Libertadores) tive uma fratura no dedo, passei por uma pequena cirurgia, treinei pouco antes desse jogo, mas queria jogar, me coloquei à disposição. O mais rápido possível estarei 100% para poder ajudar mais.

DIFERENÇAS ENTRE JORGE WILSTERMANN E SÃO PAULO

– A estrutura nem se compara, o São Paulo é o maior do Brasil, um dos maiores do mundo, a diferença não se compara. O Jorge Wilstermann é um grande clube da Bolívia, o Jairzinho jogou lá, o Túlio, mas não pensei duas vezes quando recebi proposta do São Paulo.

ESTILO DE JOGO

– Eu jogo tanto por dentro quanto pelas beiradas, no Jorge Wilstermann era o meia por fora. Chego aqui no meu auge, na melhor forma física, técnica, com experiência, creio que esses atributos podem me ajudar a ajudar o máximo o São Paulo.

SÃO PAULO TEVE CONCORRENTES

– Além da Ponte Preta houve outros interessados, mas quando recebi a proposta do São Paulo foi irrecusável, não tive nem o que pensar.

Fonte: Globoesporte.com
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