Publicada em 03/04/2017, às 21:16

Na Suíça, vice jurídico do Inter mantém fé na Série A: "Brasileiro não terminou"

Na Suíça, Gustavo Juchen admite ansiedade para desfecho do caso Victor Ramos

Gustavo Juchem e Rogério Pastl na Suíça (Foto: Daniel Musa / RBS TV)

Apesar do rebaixamento decretado em Mesquita, no Rio de Janeiro, com o empate em 1 a 1 com o Fluminense, em 11 de dezembro do ano passado, o Inter ainda acredita que disputará a elite do futebol brasileiro nesta temporada. Até sair a decisão do caso Victor Ramos, na Suíça, os representantes do clube gaúcho entendem que possa ocorrer uma reversão do cenário atual.

- O Brasileiro de 2016 não terminou ainda - afirma o vice jurídico Gustavo Juchen.

Um dos advogados em Lausanne que participará da audiência, Juchen aproveitará esta segunda para definir os passos a serem adotados nesta terça-feira. E admite que há uma ansiedade para o desfecho do caso.

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- Temos até logo mais para passar a estratégia. Estamos confiantes em ter uma decisão equilibrada e justa. Que se resolva o quanto antes para acabar com a expectativa.

A comitiva colorada que participará da audiência do caso Victor Ramos chegou nesta segunda-feira a Lausanne, cidade na qual fica o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Além do vice jurídico, está o advogado Rogério Pastl.

Sem obter sucesso no STJD, o Inter levou o caso à Suíça. Em janeiro desse ano, o clube ingressou com uma ação no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O tribunal pediu esclarecimentos de Vitória, CBF e STJD e julgará o caso nesta terça-feira a partir das 9h (4h de Brasília). A previsão de encerramento é às 17h (12h de Brasília).

O Inter tenta fazer com que o clube baiano seja punido com perda de pontos no Brasileiro pela suposta inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos (entenda abaixo). Caso consiga reverter o caso no tribunal, no entanto, não tem garantias de que disputará a Série A, já que o Estatuto do Torcedor exige que o regulamento de uma competição seja registrado 60 dias antes de seu início.

O caso victor ramos

Em 1º de dezembro, o Inter apresentou no STJD um documento com 42 páginas pedindo para fazer parte no processo que investigou supostas irregularidades na inscrição do zagueiro Victor Ramos, iniciado pelo Bahia. Na luta contra o rebaixamento, o clube gaúcho pedia que o tribunal reabrisse o caso para punir os baianos com a perda de pontos nas partidas em que o jogador atuou no Campeonato Brasileiro.

A principal linha sustentada pelo clube gaúcho diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol. O jogador, que pertence ao Monterrey, do México, estava emprestado ao Palmeiras até se transferir ao Vitória, em fevereiro do ano passado. Na visão dos advogados do Inter, essa negociação ocorreu de maneira irregular.

No dia 8 de dezembro, o auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral do STJD, arquivou o pedido do Inter. No dia seguinte, a CBF enviou um ofício ao STJD alegando que os documentos usados pelo clube no processo – a troca de e-mails entre o diretor da CBF e o Vitória – foram adulterados. A entidade pediu a impugnação dos documentos pelo tribunal.

O Inter, por sua vez, garantiu a autenticidade dos documentos. E, insatisfeito com a decisão do tribunal, entrou novamente, no dia 12 de dezembro, com um pedido de reexame do caso Victor Ramos no STJD. Uma semana depois, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, optou por manter o caso arquivado.

Depois, um documento registrado pelo 26º Ofício de Notas do Rio de Janeiro em 15 de dezembro apresentou a íntegra da troca de e-mails entre o diretor de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, e o Vitória, com instruções sobre os procedimentos necessários para a inscrição do jogador por parte do clube baiano.

Fonte: Globoesporte.com
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