Publicada em 03/04/2017, às 11:41

Na bola e na escola: os desafios de Marcelo, campeão da Copa Next sub-16 pelo Bota

Atacante nascido em 2001 marcou três gols pelo Glorioso no título

Foto: Divulgação

Em campo, Marcelo se destaca pela qualidade na finalização com o pé esquerdo e pelas boas jogadas que faz durante as partidas. Aos 16 anos, o centroavante de 1,67m exibe uma combinação de força física e inteligência a serviço do Botafogo, campeão da Copa Next Sub-16 neste sábado. Na final, o Alvinegro derrotou o Fluminense por 1 a 0, gol marcado por Pedro Lucas.

Mas Marcelo, que marcou três gols no torneio, tem grandes desafios também fora das quatro linhas. De origem humilde, como a maioria dos jogadores brasileiros, ele começou a se destacar na Copa Zico, torneio de favelas disputado em 2014, no qual marcou 18 gols em sete jogos. Tinha 13 anos, e foi para o Flamengo, clube que o dispensou pela baixa frequência escolar.

- Eles cobravam de mim, mas eu não dava atenção. Acabei dispensado - diz Marcelo, admitindo ter relaxado na questão.

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O Botafogo abriu as portas para ele, e apertou o cinto. No Alvinegro, a cobrança pela frequência escolar e pelas boas notas é tão rígida quanto no Flamengo, mas a postura de Marcelo mudou. Aprovado no primeiro ano do ensino médio no ano passado, o centroavante também vai bem nos gramados. Em 2016, foi o artilheiro do Carioca sub-15 com 20 gols marcados. Perguntado sobre o ídolo, ele cita o último camisa 9 brasileiro a conquistar uma Copa do Mundo, em 2002.

- Eu gosto de ver os gols do Ronaldo. Ali, na área, ele era sensacional - diz Marcelo, que curiosamente, pouco viu o ídolo atuar. Quando ele nasceu, em 2001, o Fenômeno já havia sido eleito duas vezes o melhor do mundo e se recuperava de uma grave lesão no joelho que o deixou longe dos gramados por quase dois anos.

A saída pela educação

A história de Marcelo, coincidentemente, tem uma relação próxima com a ideia da Copa Next, torneio do qual ele saiu campeão.

A competição disputada na semana passada no Rio de Janeiro teve a participação de sete clubes profissionais (os quatro grandes cariocas, Cruzeiro, Atlético-MG e Boavista) e um time formado pela Next Level, agência que seleciona atletas entre 14 e 23 anos e os prepara para oportunidades de bolsa de estudo no exterior.

Atualmente, a empresa tem mais de 400 atletas estudando e jogando nos Estados Unidos com bolsas em universidades americanas.

- O que queremos dizer com esse torneio é que há, além da prática profissional, o futebol oferece outras oportunidades e a busca por uma melhor qualificação para o mercado de trabalho no exterior é uma delas. - explica Bruno Pessoa, um dos sócios da empresa.

Fonte: Blog Na Base da Bola (GloboEsporte)
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