Publicada em 03/04/2017, às 11:44

Inter sobe folha em R$ 1 mi e explica: "A do ano passado nos rebaixou"

Entre 26 saídas, retorno de D'Ale e outras nove caras novas no elenco, folha salarial gira em torno de R$ 7 milhões mensais, após campanha da queda à Série B

Folha do Inter sobe R$ 1 milhão em 2017 (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)

O primeiro rebaixamento de sua história leva o Inter a ampliar seus investimentos em 2017, mesmo com pendências financeiras e projeção de déficit de R$ 58 milhões em um ano atípico, com a disputa da Série B. Após diagnosticar as carências do elenco na campanha traumática de 2016, o clube ampliou sua folha salarial em R$ 1 milhão na temporada atual, justamente para evitar que as fragilidades do passado se repitam na segunda divisão.

O desempenho mais do que insuficiente serve como norte para explicar o investimento, mas a justificativa para o acréscimo na despesa tem a ver com as chegadas e saídas de atletas ao clube na temporada. A começar pelo retorno de D'Alessandro, dono do salário mais alto do clube, que contratou ainda outras nove caras novas – há ainda Felipe Gutiérrez a confirmar, além de Pottker, já acertado, que segue na Ponte Preta.

Em contrapartida, o Colorado promoveu uma verdadeira faxina em seu elenco, com a liberação de um total de 26 atletas, com Anderson, Alex e Ariel como expoentes de salários mais elevados. Os números exatos são mantidos em sigilo pelo mandatário, ainda que o acréscimo de R$ 1 milhão permita a projeção de que a folha salarial gire na casa dos R$ 7 milhões mensais.

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– A folha subiu, porque a folha do ano passado nos rebaixou. A estratégia daquela folha nos levou para a segunda divisão. A volta do D'Alessandro teve impacto na folha. Mas não gosto de falar em números. A não ser na questão orçamentária. A folha subiu em torno de R$ 1 milhão no ano passado e está dentro da equação – afirma o presidente Marcelo Medeiros, em entrevista coletiva para explanar o planejamento orçamentário do clube.

O encontro com jornalistas, na manhã desta sexta-feira, no Beira-Rio, aliás, expôs um cenário financeiro alarmante do clube para a temporada, a começar pela herança da gestão passada. De acordo com o presidente, amparado pelos diretores financeiros Giovane Zanardo e Leandro Bergmann, a diretoria atual assumiu o clube com pendências na casa dos R$ 25 milhões. O valor é referente a pagamentos de fornecedores e atrasos nos pagamento de direitos de imagem de outubro e novembro e nas férias.

Não para por aí. O clube ainda teve equacionar uma dívida de R$ 44 milhões em dívidas com o Banrisul em 22 parcelas. Cada prestação será quitada por R$ 3,5 milhões, já contando juros e encargos bancários. A projeção orçamentária é de que o faturamento gire na casa de R$ 262 milhões, bem inferior aos R$ 332 milhões iniciais, apresentados no início do ano. A estimativa indica um déficit de R$ 58 milhões ao final do ano, dos quais R$ 39 milhões não terão reflexo direto no caixa do clube.

O planejamento ainda será apreciado pelo conselho fiscal, eleito na última segunda-feira. A principal alteração é referente à política da venda de jogadores. A ideia do clube é fazer com que as negociações de seus ativos não sejam fator necessário para complementar o orçamento. Na temporada atual, a previsão é de faturar R$ 15 milhões com vendas - número bem abaixo dos R$ 60 mi do ano passado.

Fonte: GloboEsporte
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