Publicada em 03/04/2017, às 09:59

Falhas e dúvidas minam força do Fla antes de decisões no Rio e na Liberta

Rafael Vaz errou passes e lançamentos na pior marca pessoal no Carioca. A nove dias do duelo com Atlético-PR, Rubro-Negro tem interrogações que vão além da zaga

Diego fez boas jogadas, mas perdeu lances simples e foi bem marcado pelo time reserva do Flu (Foto: Raphael Zarko)

Zé Ricardo e sua comissão técnica têm nove dias para definir algumas questões e fechar buracos no Flamengo. Talvez seja exagero e injusto sugerir que o time imaginado para ser titular neste início de ano está em xeque. Mas há alguns pontos de interrogação no ar que o Fla-Flu, que terminou em empate por 1 a 1, em Cariacica (ES), reforçou antes de pegar o Vasco na semifinal da Taça Rio e do jogo importante contra o Atlético-PR, dia 12, no Maracanã. A partida será fundamental para as pretensões rubro-negras na competição continental.

Rômulo e Mancuello, que devem ser preparados para jogar a Libertadores dia 12 contra o Atlético-PR, seguem como titulares da equipe? Márcio Araújo voltou a ser dono da posição? Berrío normalmente é a alternativa ao argentino. Foi titular no Fla-Flu. Mas o desempenho o credencia a ganhar a vaga no ataque? Rafael Vaz, na berlinda da simpatia com a torcida rubro-negra, permanece com total confiança de Zé Ricardo? Donatti ganha espaço?

Somente Zé, os jogadores e os treinos durante a semana vão responder. Contra o Fluminense, Rafael Vaz chamou a atenção. Não pelo azar de desviar a bola do gol de Wendel, mas por que acumulou marcas pessoais negativas neste Carioca. De acordo com o Footstas, o zagueiro de boa técnica e que é incentivado a sair jogando por Zé Ricardo errou seis passes e sete lançamentos - Vaz não havia falhado tanto em passes até aqui no Estadual e só repetiu sete erros de lançamento uma vez, contra o Botafogo, na vitória rubro-negra por 2 a 1.

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O técnico do Flamengo não titubeou nem por um segundo na defesa de Vaz contra o Fluminense. Como, aliás, já havia feito na derrota para a Universidad Católica no Chile. Mas é possível notar até no posicionamento dos atacantes e meias do Tricolor a espera do passe vertical de Vaz. Os jogadores adversários sabem da característica de Vaz de sair jogando e tentar passes pelo meio do time adversário e fecham espaços. Ou esperam o erro.

Fora de ritmo, Diego vê Fla "100% preparado"

No meio de campo e no ataque, o Flamengo prepara para o fim de semana o retorno de Rômulo e Mancuello - o jogo contra o Vasco deve ser realizado no sábado. Os dois fazem trabalho de fortalecimento muscular - o argentino sentiu dores no joelho. Mas a dupla ainda não se afirmou na temporada. Uma das contratações mais esperadas do ano, o volante voltou do futebol russo e começou o ano como titular absoluto, mas sentiu a readaptação ao futebol brasileiro. Mostrou a disciplina de sempre na marcação, mas alguma insegurança com a bola no pé. Mancuello também fez alguns bons jogos, mas já vinha perdendo espaço para Berrío.

O colombiano, por sua vez, ainda é um caso à parte. Pela força física e velocidade, torna-se arma perigosa em contra-ataques e também em jogadas aéreas. Também é mais consistente e melhor adaptado que Mancuello quando volta para marcar pela ponta direita. Mas não é jogador de toque de bola e de triangulações, de furar defesas com toque refinado.

O ponto forte do Flamengo segue nos pés da dupla Diego e Guerrero. O camisa 35, número 10 na Libertadores, voltou com desempenho abaixo do padrão do seu retorno ao Brasil contra o Fluminense, o que era compreensível depois de duas semanas sem atuar. Ele foi convocado para a seleção brasileira e não jogou com Tite. Para Diego, apesar da irregularidade, o Flamengo vai bem para a reta decisiva do primeiro semestre.

- Eu vejo a equipe preparada 100% para enfrentar esse jogo, como tem que ser. Com seriedade, concentração. Vai ser um jogo difícil, como tem sido todos na Libertadores, mas estamos preparados para fazer um grande jogo - disse Diego, na saída do Fla-Flu.

Produção ofensiva menor

O técnico do Flamengo promoveu revezamento no segundo turno do Carioca. Observou a garotada da base e jogadores que vinham tendo poucas chances. Contra o Vasco, provavelmente no sábado, deve ter quase todo o plantel à disposição. A tendência é usar o que tem de melhor. O que inclui a volta de Guerrero. Jogador mais técnico que Damião e Vizeu, o peruano abre espaço e tabela com meias e laterais.

O avanço dos laterais e a troca de passes com infiltração não têm sido mais a marca do time de Zé Ricardo. Pela esquerda, com a volta de Everton - poupado contra o Flu - o "problema" pode ser atenuado. Falta o equilíbrio pelo lado direito. Zé voltou a usar Gabriel no clássico. O jogador pode ser visto como ponto pacífico das características de meia de Mancuello e de atacante de velocidade de Berrío, com disciplina tática e muita velocidade. Após algumas semanas com mexidas e mudanças, resta saber que conclusões tirou e o que pensa o técnico Zé Ricardo.

Fonte: GloboEsporte
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