Publicada em 03/04/2017, às 11:46

Análise: gol de Pratto nos acréscimos faz justiça em partida de um time só

São Paulo propõe jogo sozinho contra o Linense, cria muito, mas só abre o placar com gol contra. Cabeçada do argentino aos 48 salva uma das melhores atuações do ano

Lucas Pratto comemora o segundo gol do São Paulo contra o Linense, no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

Muitas vezes uma substituição nos acréscimos serve para ganhar tempo. Mas Shaylon entrou no lugar de Wellington Nem para participar de um ato de justiça: o gol de Lucas Pratto. O meia foi o responsável pelo cruzamento que Cícero concluiu e, após defesa de Victor Golas, foi parar na cabeça do argentino. Pronto. O placar de 2 a 0 para o São Paulo contra o Linense estava justo.

Tudo isso entre os minutos 47 e 48 da etapa final...

Por mais que o Tricolor tivesse dominado completamente o jogo, criado muitas chances e dado pouquíssimo espaço para o time do interior, a vantagem anterior ao gol de Lucas Pratto tinha sido construída somente no começo do segundo tempo e com a ajuda do rival Diego Felipe. Depois de ótimo lançamento de Buffarini, Rodrigo Caio tentou ajeitar para o meio da área e... gol contra.

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O São Paulo, visitante em sua própria casa, por decisão do Linense, fez uma de suas melhores partidas na temporada. Os números comprovam isso. Ceni anotou tudo e levou na entrevista.

– Foi um dos melhores jogos, com muito volume: 43 cruzamentos contra três, 22 finalizações contra quatro, pela primeira vez ultrapassamos a barreira dos 600 passes – falou o técnico.

A verdade é que parecia jogo de um time só. A postura adotada pelo Linense foi absolutamente defensiva. Imagine um time retranqueiro. Pronto? Agora multiplique por dois. Renan Ribeiro fez apenas duas defesas. Fora isso, foi um mero espectador de um São Paulo que criou muito, mas sofreu por não ter o seu diferencial: Cueva. Sem o peruano, falta a surpresa, a genialidade.

Thomaz, recém-contratado do boliviano Jorge Wilstermann, estreou no segundo tempo. Dele se espera algo semelhante ao que faz o camisa 10. Mas ainda é cedo para avaliar.

Rogério Ceni tem razão quando fala que a partida foi uma das melhores do Tricolor em 2017. Foi mesmo. Jucilei, por exemplo, teve uma atuação incrível. Foi bem nos desarmes, ajudou a criar e soube aproveitar os poucos espaços que teve. Cícero também. O volante foi muito importante contra um esquema super defensivo. Foi ele que fez a bola girar no meio de campo.

Mas sem Cueva, o que se espera é que Pratto apareça mais e faça a diferença. Só que o camisa 14 não fez uma de suas melhores partidas. Até os 40 minutos do primeiro tempo, o time estava com muita dificuldades de encontrá-lo. Mas, depois disso, ele teve várias oportunidades. Perdeu várias delas. Como esse presente dado pela zaga do Linense.

Por falar nisso, o Linense foi só zaga no domingo. Do goleiro ao atacante.

Para o São Paulo de Ceni, mais dois pontos positivos. Essa é a terceira vez na temporada que o time não leva gols, a segunda seguida. Foi assim apenas contra Moto Club, São Bernardo e agora contra Linense. E o outro é que Lucas Pratto chegou a cinco gols em sete jogos. Todos os gols do atacante, aliás, foram marcados de cabeça. Ele tem sido importante nesse ponto.

A vitória por 2 a 0 permite ao São Paulo perder por um gol de diferença no próximo sábado, às 16h, no Morumbi, pelo jogo de volta das quartas de final. O Linense precisa vencer por três gols para avançar ou por dois para levar a decisão da vaga para os pênaltis.

Fonte: GloboEsporte
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