Publicada em 03/04/2017, às 11:52

Abel fala em "sentimento de derrota", mas elogia o time: "Motivo de orgulho"

Treinador ressalta que não pode reclamar de seus jogadores, mas avisa que erros não podem voltar a acontecer, principalmente contra o Liverpool-URU, nesta quarta-feira

Abel Braga destacou o empate "com gosto de derrota", mas parabenizou o (Foto: Gilson Borba/Futura Press)

O empate do Flamengo saiu, literalmente, aos 45 do segundo tempo. Mas isso não parece incomodar muito Abel Braga. Para o treinador do Tricolor, o resultado ficou com gosto de derrota, muito porque seus comandados fizeram um segundo tempo "perfeito".

- Única lição é que a gente tinha um jogador a mais e sofremos o gol. Para nós, foi motivo de orgulho a atuação da equipe. Mas saímos com sentimento de derrota, por incrível que pareça. Uma situação que é perigosa, a bola parada, a gente foi bem em todo o jogo. No último momento, um jogador nosso dormiu. É definida a marcação, quem pega quem. Acontece. Hoje eles mostraram que a confiança que eu tenho neles, eles têm neles próprios. Fiquei muito contente. Tivemos problemas nos 10 ou 15 minutos iniciais, depois encaixou. No segundo tempo, fomos perfeitos. Muito mais chances de marcar do que sofrer gol. É futebol.

Apesar disso do segundo tempo impecável, o técnico ressaltou que o número de oportunidades perdidas não pode voltar a acontecer. Principalmente nos jogos eliminatórios, como a próxima partida, contra o Liverpool-URU, nesta quarta, pela Sul-Americana.

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- Pedi desculpas antes do jogo ao Zé Ricardo. Não colocaria um time desses em um clássico. Mas pelo o que ele falou, essa semana, entendeu. Disse que faria o mesmo se tivesse jogo de Libertadores. Passamos. Mais uma semifinal. O nosso trabalho está sendo bem executado. Agora é pensar na quarta-feira. Não sei nem se tem jogador meu que atuou no Maracanã. Imagina em partida internacional. Precisamos ter segurança, ser objetivos. Esse tipo de jogo eliminatório tem de ser o mais feliz possível. Não pode ter chance e não colocar para dentro.

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Pressão
O Zé Ricardo fez o correto, de colocar o time titular. Vai jogar só na outra semana. Eu tenho um problema com Orejuela, um pequeno com Douglas. Wendel sentiu câimbra. Renato saiu com problema na coxa. Dourado tem um probleminha... Se você não faz um bom trabalho com a fisiologia, complica. É muito ruim enfrentar um adversário com o time reserva. A adrenalina sobe, a ansiedade bate alto. Eles não tinham espaços a jogar. Me coloco no lugar do Zé. Acontece que o objetivo nesse campeonato já estava alcançado. Tanto que o jogo foi fora do Rio de Janeiro.

Gol
Wendel é um garoto inserido no grupo faz pouco tempo. O que nos surpreende, comissão técnica e direção, especialmente os colegas, o pessoal do dia a dia, é a maneira espontânea e criativa com que joga. Dá dinâmica ao time. Ele entrou contra o Botafogo, com o time perdendo de 2 a 0. A personalidade dele é grande. Ele dá segurança ao time. Ele tem a confiança dos colegas. É humilde, simples, muito do bem, trabalha bem, não fala nada e joga muito. Está bom, estou gostando. Mas hoje não pode falar só dele. Tem de falar do Luiz Fernando, que fez um grande jogo, Marquinho foi perfeito taticamente. Lucas Fernandes terminou de lateral. Tenho coletivo. Confio muito neles. E cada vez tenho mais opções. Não sei dizer neste momento se a equipe de quarta-feira está na minha cabeça.

Liverpool
É um time agressivo. Tem jogada perigosa demais, em cima do atacante, o homem mais avançado. O atacante é interessante, tecnicamente o melhor da equipe. Tem um volante, número 5, que joga pelo lado esquerdo, muito bom. Agora, tem a coisa que temos de saber superar. Bem posicionado, ter inteligência. Saber dosar intensidade. Por ser eliminatório, temos de conseguir uma vantagem. Nem que seja mínima. Não adianta pensar que vamos liquidar. Não adianta. Não pode pensar em ganhar de dois se não fizer o primeiro. Vamos ter de conscientizar os jogadores pois o fator casa pode não significar nada.

Fonte: GloboEsporte
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