Publicada em 29/03/2017, às 08:53

Versão 2017: Pikachu faz planos e tenta repetir seu feito no Paysandu

Após dois gols em dois jogos como apoiador, jogador se anima e espera manter a média. Pouco utilizado no início da temporada, ele disse que não desanimou

Yago Pikachu no treino do Vasco de terça-feira (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Yago Pikachu chegou ao Vasco no início de 2016 com a fama de quem havia marcado 20 gols em 2015 pelo Paysandu. Um número bastante expressivo para o lateral. Na Colina, os primeiros passos foram com dificuldade no processo de adaptação. Depois de ganhar chance na equipe titular nos dois últimos jogos e fazer dois gols, a expectativa é de que ele, agora, consiga colocar em prática todo seu potencial.

- Quero manter essa média para ter uma temporada melhor do que a última, individualmente falando. Ano passado fiz apenas quatro gols, e agora estou começando bem com esses dois - disse o jogador.

Pikachu contou que, mesmo depois de ter ido para o banco desde a chegada de Gilberto para lateral, não desanimou.

Leia Mais
- Douglas garante que Vasco vai para as cabeças no Brasileiro
- Veja o balanço do Vasco este ano e o que precisa evoluir para o Brasileirão
- Em reunião, Eurico discorda da posição do Flamengo: 'Maracanã é do povo'
- Nenê posta foto do time com Milton Mendes e mostra clima descontraído no Vasco
- Leia mais notícias sobre Vasco da Gama em www.futnet.com.br/vasco

- Em nenhum momento eu deixei isso me afetar. Tinha que seguir trabalhando para, quando a oportunidade aparecesse, eu estar preparado. Não foi diferente. O treinador mal chegou e me colocou na equipe, e eu estava pronto.

Confira a entrevista com Pikachu:

GloboEsporte.com: Os torcedores do Vasco estão conhecendo agora aquele Pikachu que fez 20 gols em 2015 pelo Paysandu?

Yago Pikachu: Acho que ainda é cedo, são apenas dois jogos. Mas quero manter essa média para ter uma temporada melhor do que a última, individualmente falando. Ano passado fiz apenas quatro gols, e agora estou começando bem com esses dois. Minha meta é sempre ir melhor do que o ano que passou. Em 2016 foi bom, mas quero que 2017 seja melhor.

Você costuma fazer meta de gols por temporada?

Quando eu estava no Paysandu, fazia sim. Até porque estava sempre marcando. Aqui no Vasco ainda estou buscando o meu espaço na equipe, então não faço essas contas. Mas quero sempre ajudar.

No início do ano, ainda com o Cristóvão, o Madson começou como titular. Depois você teve algumas chances até a chegada do Gilberto. Chegou a desanimar?

Todos querem jogar. O Cristóvão optou pelo Madson no início, e depois eu tive uma sequência até a chegada do Gilberto. Mas em nenhum momento eu deixei isso me afetar. Tinha que seguir trabalhando para, quando a oportunidade aparecesse, eu estar preparado. Não foi diferente. O treinador mal chegou e me colocou na equipe, e eu estava pronto. Se tivesse baixado a cabeça, acho que não ia render o suficiente.

O que foi mais complicado na sua adaptação logo que chegou ao Rio?

No começo foi complicado em geral. No clube, na cidade. Vim apenas com minha esposa e minha filha. Mas depois do Carioca do ano passado as coisas começaram a sair mais como eu esperava. Fui muito bem recebido, mas claro que uma adaptação é necessária. Hoje estou totalmente adaptado ao Rio e ao Vasco. Estou muito feliz de estar vivendo este momento.

Qual aspecto da nova vida carioca você acho mais difícil?

Acho que o trânsito, porque em Belém eu morava perto do clube, levava 10, 15 minutos para ir e voltar. Aqui eu não sei (risos). Pode sair cedo, mas tem o risco de chegar tarde. Isso foi bastante diferente para mim.

Já teve a oportunidade de fazer programa de turista? Praia, pontos turísticos...

Quando estamos só eu, minha esposa e minha filha, não vamos. Ficamos mais em casa. Mas quando amigos vêm nos visitar a gente faz esses programas. Ainda não fui no Cristo, mas já fui no Pão de Açúcar. Tem outros lugares que eu ainda não conheci e tenho vontade.

O início dessa sua fase atual foi no clássico com o Botafogo, quando o Valdir te escalou avançado durante o segundo tempo... Ele tinha conversado sobre essa possibilidade?

Foi uma conversa no momento de entrar só. Acho que por me conhecer desde o ano passado e por não ter na hora um outro jogador para a função, já que o Kelvin e o Guilherme não estavam. A outra opção era o Muriqui, que pode fazer esse papel também. Ele optou por mim acho que por já ter me visto nessa função no ano passado. Fiquei feliz pela confiança.

Acredita que aquele jogo já fez o Milton Mendes ter a ideia de te efetivar como titular?

Eu não sabia que seria aproveitado nessa função com ele, mas assim que ele chegou me disse. Fiquei tranquilo, porque não é novidade para mim. Tentei dar meu máximo e felizmente fui coroado com gols nas duas partidas.

Na sua cabeça agora você pretende disputar posição no meio de campo ou na lateral?

Minha posição de origem é lateral, mas não faz diferença. Pretendo ajudar em todas as funções que o treinador precisar, seja na lateral esquerda, meia esquerda, atacante... o importante é sempre ajudar. O técnico pode precisar, como aconteceu de dois jogadores da posição estarem machucados.

Fonte: GloboEsporte
Clique para ver a matéria no site fonte

Mais sobre - Vasco da Gama