Publicada em 29/03/2017, às 08:41

Maracanã social: Fla e Prefeitura negociam estreia e ação no Brasileiro

Prefeito alinha com Odebrecht isenção de aluguel para renda de partida contra Galo ser revertida para compra de alimentos e reabertura de restaurante popular no Rio

Em tratativas com a Prefeitura, Fla pode estrear no Brasileiro contra o Galo no Maracanã (Foto:Staff Image/ Flamengo)

A relação entre Flamengo e a Prefeitura do Rio não reacendeu "apenas" o sonho de o clube construir seu próprio estádio na Gávea. O próximo passo é realizar grande ação social em parceria entre governo municipal e a Nação rubro-negra. O prefeito Marcelo Crivella negociou com a Odebrecht isenção de aluguel para o Flamengo estrear no Maracanã contra o Atlético-MG, dia 13 de maio, às 18h30, pelo Campeonato Brasileiro. A renda seria revertida para a reabertura de um dos restaurantes populares na cidade do Rio de Janeiro.

Para o jogo com o Galo, a Prefeitura também entrará com serviços de limpeza, conservação, campo, evitando gastos operacionais por parte do Flamengo.

E como se deu a aproximação entre Flamengo e Prefeitura? Crivella tinha em mente que a estreia do time no Brasileirão tinha que ser no Maracanã para que pudesse colocar em prática uma de suas ideias: arrecadar alimentos para que a prefeitura reabra um dos restaurantes populares. Mas faltavam amarrar muitas pontas para que saísse do papel.

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Aconteceu, então, uma primeira conversa entre o prefeito e três vice-presidentes do Rubro-Negro. Foi quando Crivella recorreu à Subsecretária de Esportes da prefeitura e ex-presidente do Flamengo, Patricia Amorim, que passou a ser responsável por tocar as reuniões e auxiliar o prefeito nas tratativas. A primeira aconteceu na segunda-feira, com a presença do presidente Eduardo Bandeira de Mello e do diretor-geral Fred Luz.



O que ficou acertado: a prefeitura fez uma estimativa de quanto seria necessário em alimentos para reabrir um restaurante popular e mantê-lo por um ano. Num cálculo de público estimado em 20 mil pessoas, seria necessário que cada rubro-negro levasse 5 kg. A dificuldade de recolher e armazenar os mantimentos numa circunstância dessa derrubou a ideia de alguns dirigentes que chegaram a sugerir que nem fossem cobrados ingressos.

As entradas serão vendidas normalmente, e R$ 2 milhões da renda seriam cedidos à prefeitura para a compra de alimentos. Esse valor pode subir mais caso o público - e consequentemente a renda - seja maior. O clube também tem a opção de repassar os R$ 2 milhões em alimentos mesmo.

Além de a Prefeitura ter agido para que o Flamengo não pague o aluguel do Maracanã (para o Flamengo x Vasco pelo Carioca, por exemplo, a concessionária cobrou R$ 500 mil) na estreia do Brasileirão, também entrou com a cartada de olhar com mais carinho e ajudar no sonho de construir um estádio na Gávea.

Próximo passo

As ideias e o planejamento da ação social estão agora com o marketing do Flamengo. Na próxima segunda-feira, um novo encontro contará com Crivella, com a subsecretária de esportes da prefeitura Patricia Amorim e dirigentes do Flamengo para colocar no papel e debater possíveis pendências e projetar ações de ambas as partes.

Ao mesmo tempo, três dirigentes do Flamengo têm rodado alguns países conhecendo projetos de estádio. O clube estuda outras soluções, como um estádio de médio porte em Niterói. Enquanto isso, seguem as obras no Estádio Luso-Brasileiro, onde o Flamengo planeja jogar a partir de maio.

Fonte: GloboEsporte
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