Publicada em 29/03/2017, às 15:45

Jair se defende de relato em súmula: "Não direcionei o palavrão a ninguém"

Expulso no Clássico Vovô, técnico do Botafogo corre risco de suspensão e promete: "Foi minha primeira em sete meses. Se tudo der certo, vai demorar a ter a segunda"

Jair Ventura corre o risco de pegar quatro jogos de suspensão (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

Correndo o risco de pegar quatro jogos de suspensão pela expulsão no último Clássico Vovô, Jair Ventura falou pela primeira vez sobre o caso, que vai a julgamento na próxima semana no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ). Na manhã desta quarta-feira, em entrevista coletiva no Estádio Nilton Santos, o técnico do Botafogo admitiu os palavrões proferidos segundo consta na súmula da partida do dia 23 de março. Mas se defendeu do relato do árbitro Maurício Machado Coelho Junior, garantindo que o desabafo não foi direcionado.

– Prefiro não falar da arbitragem, como sempre fiz. Eu falei palavrão, mas em nenhum momento falei para alguém. Não direcionei o palavrão a ninguém. Não falei para o juiz, o quarto árbitro... No futebol a gente fala palavrão, todo mundo fala. Só esperar o julgamento, temos o Aníbal Rouxinol, que é nosso advogado, agora ele vai trabalhar um pouquinho também – afirmou o treinador alvinegro, aparentemente tranquilo com a situação e mostrando que aprendeu a lição após a expulsão.

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– Foi minha primeira em sete meses. Se tudo der certo, vai demorar bastante a ter a segunda.



A tendência é que Jair seja enquadrado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Nesse caso, a pena é de quatro jogos, além de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, de acordo com o procurador-geral do TJD-RJ, André Valentim. Julgamento será na quarta-feira.

Confira outros trechos da coletiva de Jair:

ESCALAÇÃO
A gente continua trabalhando sempre no melhor momento dos atletas. Aquele que fez um bom jogo ou entrou bem vai sempre passando à frente. É uma eterna luta entre eles, disputa por posição. Oportunidades servem para isso, dar uma olhada dentro do jogo, que é diferente em dos treinos. Quem foi bem tem chance maior de iniciar. A gente tomou decisão em cima disso.

VAI POUPAR JOGADOR?
Pode esperar sempre, porque acima de tudo você tem o ser humano que pode preservar. Se for uma final vai pro sacrifício, mas não é o caso, não podemos correr riscos de perder jogadores pelo resto da temporada, trabalhamos com indicadores, mostra jogadores que podem vir a ter lesão, dentro desse parâmetro montamos a equipe.

SEMANA
A gente nem pensa em Libertadores hoje, foco total no Carioca, na nossa classificação, temos que vencer os dois jogos. Penso sempre no próximo desafio. É virar a chave, mudar o chip. Botafogo tem que estar disputando as finais, respeitando a Portuguesa, que vem de três jogos sem perder. Estamos atentos.

FINAL TAÇA RIO X LIBERTADORES
A gente vai fazer nosso melhor sempre para jogar as finais, caso isso aconteça já sabe como vai fazer. Mas tem que classificar primeiro. Caso aconteça, dor de cabeça boa. Já temos um plano B para essa situação. Em cima da hora não consegue fazer a logística.

QUAL GOLEIRO?
O Helton (Leite) ainda não encontra 100%, foi situação de necessidade. Gatito volta, treina hoje, chega 13h e pouca, vamos ver como vai chegar. Aniversário dele, aproveitar para dar parabéns, não vou estar com ele hoje, só na concentração. Tem chances de concentrar e ir para o jogo. Mais provável que jogue.

CARLI
A dor é muito subjetiva, uma pancada para um é diferente para outro. E foi forte, tanto que ele teve que sair do jogo. A gente não tem porque precipitar uma situação. Se fosse uma final, acho que ele ia para o sacrifício. Lógico que é importante vencer, mas você entende quando fala em correr riscos. Vamos dar o tempo dele, estar 100% para voltar e não sentir a lesão novamente. Foi só a pancada mesmo, nada grave. Domingo já vai estar em melhor condição para jogar.

VER JOGO DA ARQUIBANCADA
Bom ficar um pouquinho longe ali, mas não fiquei com saudade não, prefiro deixar meus batimentos aumentarem. Ali embaixo é diferente, mas é o que eu amo fazer. Não quero mais ficar lá em cima, não (risos). Até porque, se não estiver lá em cima é porque vou estar empregado.

EMÍLIO, O SUBSTITUTO
Foi bem. Não dei conselho nenhum, bom ele passar o que eu passo para ver o que é bom (risos). Na hora do pênalti ele sumiu, falei: "Cadê o Emílio, foi expulso? Não acredito". Depois ele voltou, falei: "Ué, será que estava com dor de barriga"? Estava nervoso mesmo. Ele é um cara que não consegue parar quieto, teve que dar uma passeada no banheiro. Deu para a gente pegar no pé dele um pouquinho (risos). E que bom que não foi expulso, senão diriam que minha comissão é indisciplinada (risos).

Fonte: GloboEsporte
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