Publicada em 27/03/2017, às 18:53

Rodrigo Caetano repete presidente: "O enredo, para nós, não foi novidade"

Diretor cobra Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Rio de Janeiro: "Hora de não termos mais amadores interferindo na vida de profissionais"

Rodrigo Caetano concedeu coletiva nesta segunda-feira e tratou do pênalti a favor do Vasco (Foto: Bruno Giufrida/GloboEsporte.com)

O inexistente pênalti marcado por Luis Antonio Silva dos Santos a favor do Vasco voltou a ser tema rubro-negro nesta segunda-feira. O diretor executivo do Flamengo, Rodrigo Caetano, mostrou-se inconformado com o lance que decidiu o empate entre rubro-negros e cruz-maltinos em 2 a 2. Assim como Eduardo Bandeira de Mello disse ainda em Brasília, Caetano disse não ter se surpreendido com o ocorrido.

- O enredo, para nós, não foi novidade nenhuma. Os atletas e comissão técnica se sentem completamente prejudicados. As federações não têm condições de manter um quadro de árbitros com isenções. São decisões que podem impactar, sim, diretamente na vida das pessoas.

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Caetano ainda cobrou uma explicações do presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Rio de Janeiro (COAF-RJ), Jorge Rabello, e reiterou a insatisfação de todos dentro do Flamengo com o pênalti marcado a favor do Vasco aos 47 minutos da etapa final.



- Não vamos permitir jamais que nosso trabalho seja prejudicado por uma falha humana. Em nome de todos os profissionais do Flamengo, registro nossa insatisfação. Queremos que o diretor de arbitragem dê sua satisfação sobre o porquê da escalação de um árbitro que não vinha apitando. E que teve tanta necessidade de dar aquele pênalti aos 47 minutos. Isso superou qualquer tipo de tolerância - desabafou Rodrigo Caetano.

O diretor de futebol do Flamengo criticou a forma como árbitros são escolhidos para clássicos e pediu reavaliação para que os melhores trabalhem nos jogos mais importantes.

- Não temos como opinar (nesse processo). Nos jogos do estadual (a escolha) é quase como se fosse uma audiência pública. Você acompanha a definição do árbitro e pronto. Como também é nos torneios da CBF. O que precisamos é de uma meritocracia. Os melhores merecem os melhores. É um enredo muito estranho. Acho que é a primeira vez que um árbitro é afastado tão rápido após um jogo, por exemplo - lembrou.

Diretor absolve jogadores

Representante de atletas e da diretoria na coletiva de imprensa, Rodrigo Caetano voltou a artilharia para a Ferj também. Disse que a pressão por resultados e bom trabalho passa longe das federações e da comissão de arbitragem.

- Quem deveria explicar esse erro grotesco é a federação. Nós, como dirigentes, somos cobrados por todos os resultados. Está na hora de não termos mais amadores interferindo na vida de profissionais. Não sei como será, mas imagino que eles passarão algumas rodadas fora. Só isso - disse, em misto de ironia e insatisfação.

Apesar da revolta com a marcação do árbitro, o diretor de futebol absolveu a reação de jogadores adversários. Questionado sobre a simulação de atletas, cavando faltas, expulsões e pênaltis, Caetano, ex-jogador, contemporizou.

- Para eles é difícil. Às vezes é automático. Naquele segundo ali é muito difícil dizer se é honesto ou não. Já estive dentro de campo, sei como é difícil. Já evoluímos muito. Hoje temos um nível de profissionalismo grande. Ninguém entra em campo querendo simular algo - afirmou.

Fonte: Globoesporte.com
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