Publicada em 23/03/2017, às 20:00

Novo executivo cita ingleses e chega com projeto para Grêmio do "futuro"

Apresentado oficialmente como gerente executivo nesta quinta-feira, André Zanotta fala sobre suas ideias de gestão; Arsenal, Manchester City e Pachuca são exemplos

André Zanotta é apresentado no Grêmio (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com)

Apresentado oficialmente pelo Grêmio como gerente executivo nesta quinta-feira, André Zanotta chega para ocupar uma lacuna antiga, vaga desde maio de 2016. Mas evita, logo de cara, se apegar ao passado. Com passagens por Sport e Santos, o profissional carrega bagagem europeia, com direito a curso com chancela da Fifa, para auxiliar na gestão do futebol gremista com um projeto a curto e longo prazo, de olho no “futuro” do clube. E leva ainda inspiração em gigantes ingleses, como o Arsenal e o Manchester City.

Ao lado do vice de futebol Odorico Roman, Zanotta teceu as primeiras palavras ”oficiais” no cargo diante dos olhares do presidente Romildo Bolzan, sentado ao lado dos jornalistas na sala de imprensa do CT Luiz Carvalho. E logo tratou de explicar seus encargos no clube.

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O executivo garante que participará de todo os processos inerentes ao departamento de futebol, após o período de adaptação ao grupo, já montado. De acordo com o próprio, suas funções não se restringem a contratações ou ao futebol profissional e terão foco ainda nas categorias de base e no elenco de transição, com planejamento estratégico para o Grêmio do “futuro”.



- Chego em um momento em que o elenco está definido, mas a função do executivo não se restringe à contratação de jogadores para participar do processo, como se foi falado. Não conheço um executivo que tenha autonomia. Minha função não se restringe ao futebol profissional. Respondo à equipe de transição e à base. Ainda estou me inteirando dos assuntos Eu venho para um time vencedor para fazer um Grêmio cada vez mais forte. Para pensar estrategicamente o Grêmio do futuro – afirma o executivo.

Com formação em um masters da Fifa, Zanotta cita como exemplos de gestão, os modelos de grandes clubes da Inglaterra, como o Arsenal e o Manchester City, além de um case de menor destaque, do Pachuca, do México. O executivo revela que passou por solo mexicano e pelo Chile para estudar ainda a gestão do Everton, de Viña del Mar, que pertence ao clube da América Central.

- Fiz esse mestrado na Europa, o Fifa master. Morei um ano fora e fui trabalhar no México. Os grandes europeus têm gestão incrível. Apesar de não conquistar títulos, o Arsenal é extremamente responsável financeiramente, com questões definidas. O City... Eu gosto de citar. Conversei com clubes lá no Chile. Fui no Everton de Viña del Mar, que foi comprado pelo Pachuca. O Pachuca faz pouco barulho, mas tem uma gestão. Tem um plano estratégico muito bem feito. É um clube muito bem organizado – ressalta.

O cargo estava vago desde a saída de Rui Costa, em maio de 2016, após a eliminação na Libertadores. Júnior Chávare, então coordenador geral das categorias de base, ocupou o espaço interinamente e saiu com a mudança do departamento de futebol, em setembro. Antes de fechar com Zanotta, o Tricolor entrevistou oito candidatos à vaga. Entre eles, foram sabatinados Luciano Elias, Felipe Ximenes e Paulo César Verardi, ex-diretor de marketing do clube e filho do superintendente Antônio Carlos Verardi, no clube há mais de 40 anos.

Início em 2013

A trajetória de Zanotta no esporte começou em 2013, como superintendente do Santos, em que exerceu ainda os cargos de gerente e executivo, até deixar o clube em 2015. No Peixe, o profissional orgulha-se de ter promovido ao grupo principal nomes como Zeca, Gabigol, Léo Cittadini, Thiago Maia e Gabigol, frutos de uma safra bicampeã da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Também foi responsável por contratar Leandro Damião e Lucas Lima, em 2014. Seu último clube foi o Sport, de dezembro de 2015 a dezembro de 2016. No Leão, o executivo foi alvo de críticas da torcida e deixou o clube ao final da temporada passada.

Fonte: Globoesporte.com
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