Publicada em 23/03/2017, às 12:28

Inter se apega a "reconstrução" do elenco para justificar irregularidade

A duas rodadas do fim da fase de grupos do Campeonato Gaúcho, time de Antônio Carlos Zago está em sétimo e pode acabar rodada fora da zona de classificação

Inter teve atuação irregular diante do Ypiranga (Foto: Ricardo Duarte / Divulgação, Inter)

Se as campanhas na Primeira Liga e Copa do Brasil são irretocáveis, o fraco desempenho do Inter no Gauchão ligou o alerta no Beira-Rio. A irregularidade no estadual, porém, é justificada pelo técnico Antônio Carlos Zago em uma palavra: "reconstrução". Ou seja, a equipe ainda busca consolidar uma forma de atuação após o rebaixamento à Série B em 2016, ao mesmo tempo em que ainda se vê no mercado em busca de reforços.

Na noite desta quarta-feira, quando Zago completou 70 dias à frente do Colorado, o Inter saiu atrás diante do Ypiranga, após um primeiro tempo fraco tecnicamente, e sofreu para buscar o empate em 1 a 1 no Colosso da Lagoa. Conseguiu, no entanto, dar a volta por cima com o título da Recopa gaúcha, nas cobranças de pênaltis. Mesmo assim, não empolgou.

– O Inter é uma equipe em construção ainda. Não temos um plantel fechado. Há várias coisas que ocorreram no ano passado que ainda refletem. Temos que trabalhar. Alguns jogadores estão crescendo. Isso é o mais importante. Esperamos a classificação no Gauchão. Nas quartas estaremos melhores preparados – projeta o treinador.

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Desde que assumiu o Inter, Zago já mandou a campo 40 jogadores diferentes nas 16 partidas disputadas, sem jamais ter repetido uma escalação de um jogo para o outro. São motivos que pesam para o clube deslanchar na temporada.

Com apenas mais duas partidas pela fase de grupos, o Inter ainda não está garantido nas quartas de final da competição. Longe disso. E ainda pode cair fora da zona de classificação caso dois resultados aconteçam em conjunto nos jogos desta quinta: o Brasil de Pelotas vença o Caxias e haja um ganhador no confronto entre São Paulo-RS e São José-RS.

No total, o Inter soma apenas duas vitórias em oito rodadas, em dois jogos no Beira-Rio (diante do Brasil-Pel e São Paulo-RS). Para completar, está a apenas três pontos justamente do Ypiranga, que também soma dois triunfos, e é penúltimo colocado.

Enquanto busca alternativas para corrigir os problemas, o treinador convive com outras realidades incômodas. Afinal, já não há mais como alcançar o líder Novo Hamburgo, que tem 19 pontos. E, com 10 gols sofridos (o mesmo número de marcados), o time só não tem defesa pior que São Paulo-RS e Ypiranga, com 12, e Passo Fundo, que levou 13.

O número de gols sofridos, aliás, só não é maior graças as boas atuações de Danilo Fernandes. Para o goleiro, as dificuldades enfrentadas prosseguirão no decorrer da temporada.

– Sofreremos o ano todo. Os adversários virão por uma bola. Eles esperarão e procurarão erros nossos. Vacilamos – reconheceu.

Para completar, há a necessidade de ganhar longe do Beira-Rio. Assim como ocorreu no Brasileirão de 2016 – quando só venceu em duas oportunidades nos 19 jogos fora – o Inter tem penado para comprovar sua superioridade como visitante. Ainda não conseguiu o feito no estadual.

Em cinco partidas distante do Beira-Rio, o time de Zago soma quatro empates (1 a 1 com Veranópolis e Ypiranga e 2 a 2 com Passo Fundo e Grêmio) e uma derrota (1 a 0 para o Juventude), o que resulta em um aproveitamento de 26,66%.

Nesta quinta, o Inter começa a preparação para o embate com o São José-RS, no próximo domingo. O duelo, válido pela penúltima rodada da fase de grupos, ocorrerá no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, às 16h.

Fonte: GloboEsporte
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