Publicada em 23/03/2017, às 09:32

Análise: cinco novidades do Vasco montado por Milton Mendes

Em sua estreia, treinador monta time com características diferentes das exibidas sob o comando de Cristóvão Borges, como aposta em jogadas ensaiadas e contra-ataques

Milton Mendes durante sua estreia pelo Vasco na vitória contra o Madureira por 1 a 0 (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

A julgar pelo primeiro jogo do Vasco sob o comando de Milton Mendes, o torcedor pode esperar outro estilo de atuar da equipe em relação ao antecessor, Cristóvão Borges. As mudanças cobradas pelos fãs aconteceram e puderam ser percebidas especialmente na maneira de a equipe jogar – mais compactada e objetiva. Além disso, houve novidade no time titular, com Yago Pikachu recompensando a confiança do treinador ao fazer o gol da vitória sobre o Madureira.

- (Jogar rápido) é uma das nuances. Vai ter momentos em que vamos ter posse de bola, em outros temos que jogar rápido, baixar as linhas. Penso que a ideia geral, o comportamento que eu queria, existiu um pouco. Mas vamos fazer muito mais – afirmou o treinador.

Abaixo, o GloboEsporte.com separou cinco pontos diferentes do Vasco montado por Milton Mendes em relação ao trabalho elaborado por Cristóvão Borges, antigo treinador. Confira:

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Jogadas ensaiadas

Na véspera da partida contra o Madureira, Milton comandou longo treino e deu atenção especial às bolas paradas. No jogo, foi possível perceber resultados. O Vasco levou perigo em dois momentos no primeiro tempo e quase marcou em jogadas ensaiadas. O detalhe foi explicitado pelo treinador na coletiva.

- A equipe tentou fazer muitas coisas que nós trabalhamos. Bolas paradas, jogadas ensaiadas no escanteio, nas faltas laterais. Fiquei feliz.

Com Cristóvão, o Vasco fez muitos gols de bola parada. Não exatamente em jogadas ensaiadas, mas em escanteios, faltas e pênaltis cobrados pelo especialista Nenê.

Contra-ataques

Com Cristóvão, o Vasco era um time que tentava ter a posse de bola e construir com mais paciência seus ataques. Sob o comando de Milton, a estratégia foi oposta: sair rapidamente da defesa para o setor ofensivo. Em alguns momentos, o time saiu de sua área para a área rival com pouquíssimos toques.

Entretanto, a equipe se ressentiu de mais velocidade na frente – apenas Yago Pikachu tinha essa característica. Houve também falta de inspiração do time em outros momentos da partida. O Vasco ainda tem dificuldade para construir jogadas diante de uma defesa mais organizada.

Fecha a casinha

Em alguns momentos, o Vasco ensaiou uma pressão alta no Madureira. Mas, na maioria das vezes, a estratégia foi recuar o time no próprio campo de defesa, compactar as linhas, diminuir os espaços e sair no contra-ataque. Milton ficou feliz com o desempenho do time e ressaltou que Jordi foi pouco ameaçado.

- Não lembro de um chute que foi perigoso. O jogo esteve controlado sempre. Tivemos poucas chances contra. A equipe estava compactada, segura, não tivemos susto algum.

O falso ponta Andrezinho

A exemplo da partida contra o Botafogo, Andrezinho foi titular e atuou aberto pela esquerda. Na defesa, ajudava a recompor e formar uma linha de quatro jogadores no meio. No ataque, atuou mais por dentro, como um articulador, do que propriamente um ponta. Porém, não apareceu tanto - o Vasco atacou muito mais pela direita - e se ressentiu de velocidade nos vários contragolpes puxados pela equipe.

Intensidade

Pode chamar também de entrega e comprometimento. O volante Jean já havia falado que o time mudara de postura após a eliminação na Copa do Brasil, contra o Vitória. Diante do Madureira, Milton Mendes também elogiou a disposição do time. Por mais complicado que seja medir isso, a sensação geral em São Januário foi de um time mais vibrante em campo.

Fonte: GloboEsporte
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