Publicada em 23/03/2017, às 17:28

Advogado de membros de organizada do Fla pedirá liberdade de suspeitos: 'Prova frágil'

Rafael Faria diz que não há como provar que camisa do Botafogo pertencia a Diego Silva dos Santos, e rechaça que pedido de soltura vá contra combate à violência: 'Não é prendendo inocentes que se cria algo pedagógico'

(Foto: Armando Paiva/AGIF)

A investigação em torno da morte do torcedor do Botafogo, Diego Silva dos Santos, de 28 anos, em meio a um conflito com torcedores do Flamengo no clássico entre as duas equipes pode ganhar novos desdobramentos. Advogado contratado pela organizada Torcida Jovem Fla para defender os cinco rubro-negros presos na megaoperação realizada nesta quinta-feira, Rafael Faria detalhou que solicitará em breve a liberdade de seus clientes:

- Assumimos o caso inicialmente para todos os torcedores. Vamos ficar a par de todas as condutas investigadas e, em seguida, entrar com medidas provisórias para pedir a liberdade de todos os suspeitos. Afinal, todos têm emprego fixo e residência fixa - revelou, ao LANCE!.

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A operação culminou nas prisões do diretor da TJF, Rafael Camelo, e dos integrantes Vitor Portencio, Adonai Santos, Rogerio Silva Guinard e Herbert Sabino de Paula. O presidente da organizada, Wallace Motta, o vice-presidente Rafael Maggio Afonso e Fábio Pinheiro tiveram prisões decretadas, mas estão foragidos. Ainda houve 12 mandados de prisão temporário por participação de outros crimes na operação, além de operações de busca e apreensão.



Mesmo com a Polícia Civil afirmando em entrevista coletiva que se amparou em imagens para expedir o mandado de prisão dos torcedores, o advogado rechaça a possibilidade de que haja provas contra os membros da organizada detidos:

- A prova é muito frágil. Há uma suposição de que a camisa do Botafogo encontrada na operação de busca e apreensão era do torcedor. Porém, uma camisa não significa absolutamente nada. Pode ser qualquer camisa!

Aos olhos de Rafael Faria, o pedido de soltura dos cinco integrantes da organizada referente ao Flamengo não deve ser associado a uma tentativa de impedir o combate à violência no futebol:

- Não é prendendo inocentes com uma prova frágil que eu posso criar algo pedagógico sobre a violência no futebol. Nosso principal princípio é a presunção da inocência, o exemplo tem de vir a partir da lei.

O advogado detalhou que não há motivos para os suspeitos serem mantidos na prisão:

- O que chegou pelos familiares é que são todos réus primários, e possuem residência e emprego fixo.

Os oito suspeitos teriam golpeado a vítima com um espeto de churrasco. Diego morreu de hemorragia interna e externa, segundo o laudo do Instituto Médico Legal, por um objeto "perfuro contundente".

Fonte: LanceNet
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