Publicada em 22/03/2017, às 12:28

Campeão sul-americano, Paulinho se diz pronto para chance no profissional

Titular na campanha vitoriosa no sub-17, atacante conta sobre amizade com flamenguistas Vinícius Junior e Lincoln e evita comparação com outras gerações

Paulinho posa com o presidente Eurico Miranda em São Januário (Foto: Paulo Fernandes / Vasco)

A vitoriosa geração 2000 do Brasil tem seu representante do Vasco. O atacante Paulinho retornou a São Januário na terça-feira, após ser titular na campanha invicta que rendeu o título sul-americano à seleção sub-17 no Chile. Antes, havia participado da conquista do torneio sub-15, com time muito parecido. É com este currículo e esta expectativa que o jovem de 16 anos sonha até com uma oportunidade no time profissional cruz-maltino.

- Com certeza estou preparado para uma oportunidade. Tenho um projeto no clube, meu foco agora é no sub-17. Mas estou totalmente preparado se tiver uma chance. Primeiro penso em jogar no Vasco, fazer meu papel e dar alegria para a torcida – disse o atacante.

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A princípio, porém, o Vasco vai ter paciência com Paulinho. O atacante terá descanso nesta semana e voltará aos treinos na próxima segunda-feira. Estará no time sub-17, mas iniciará um processo de transição para o sub-20. O goleiro Lucão, outro campeão sul-americano, também está inserido neste projeto.



- A nossa ideia é que eles tenham num primeiro momento um aproveitamento no juvenil e, ao mesmo tempo, se aproximem do sub-20 e também do profissional. O Lucão já tem treinado constantemente com o profissional. O Paulinho vai ser avaliado e passará por um processo de adaptação, mas a utilização dependerá de sua resposta. Acredito que ele será efetivado a médio ou curto prazo – explicou Álvaro Miranda, diretor geral da base, ao site oficial do Vasco.

Paulinho é tratado com esmero em São Januário. No Sul-Americano, foi titular durante toda a campanha e marcou dois gols. No Vasco, seu principal contato no time profissional é o volante Douglas, também cria da base e antigo companheiro de sala de aula no colégio do clube.

Confira a entrevista:

GloboEsporte.com: O que você traz de lição desta conquista do Sul-Americano Sub-17?
Para mim foi excelente pela forma que começou. Foram 50 dias juntos, o entrosamento foi melhorando cada vez mais e passando dali para dentro de campo. Isso serviu de aprendizado e experiência para levar para os nossos clubes.

Esta é uma geração que joga junta há um tempo, conquistou também o Sul-Americano Sub-15. Como é a convivência?
São quase dois anos jogando juntos. Passamos um tempo longe do outro, mas quando nos encontramos já sabemos a maneira como cada um joga. Foram 13 jogadores convocados do último Sul-Americano. O entrosamento mudou para melhor e nos ajudou a conquistar o título. Acho que foi isso que ajudou: a união.

O time chegou a ser comparado às seleções de 1970 e 1982. O que você acha disso? Como é lidar com esta expectativa?
Prefiro não me meter muito nesta comparação. Cada um vive sua época. Estou vivendo a minha ainda, estou crescendo, não virei uma realidade. Mas para a gente é boa (a expectativa) porque aparece. A gente quer aparecer. Quem não é visto não é lembrado. Para todos nós é maravilhoso esse momento. Tem uma frase que a gente sempre fala: o trabalho coletivo gera benefícios individuais.

Na seleção, você teve contato com diversos jogadores do Flamengo. Como é a relação com eles?
Jogo contra eles desde 2013. Fora de campo todo mundo é amigo. Dentro de campo todos são inimigos, um quer morder o outro no Vasco x Flamengo. Tenho mais afinidade com o Lincoln, com o Wesley. A gente se encontra muito na seleção, conversa sobre os outros clubes, dos confrontos.

Vocês se enfrentaram na final do Estadual Sub-17 ano passado (na ocasião, o Flamengo ganhou no agregado por 10 a 1)...
Foi um fiasco. Nosso time conseguiu chegar na final mas não conseguiu ser competitivo igual ao Flamengo. Eles me zoaram muito. Demais. Cheguei na seleção e só falavam disso, do 10 a 1.

É verdade que você chegou a atuar de volante antes de virar atacante?
Eu comecei como atacante. Mas teve um treinador que me botou de volante. De volante fui para meia e depois fui atacante. Fiquei mais ou menos um ano jogando como volante. É bom para poder conhecer outras posições.

Como foi sua trajetória no Vasco? Como você define seu estilo?
Cheguei com nove anos no campo. Depois fui para o salão. Jogava futsal no Madureira e campo no Vasco. Em 2011, meu pai viu que já era hora de pegar o futebol de campo. Eu jogo do meio para a frente, com qualidade e força. Recomponho para marcar. Gosto de ter liberdade para jogar, de fazer flutuação, abrir nos lados do campo. Atuei (no Sul-Americano) aberto pela direita.

Já teve contato com alguém do profissional do Vasco?
Não, é muito difícil. Eu tinha mais contato com o Douglas. Joguei com ele no sub-17. Ele era da minha sala no colégio do Vasco (risos). A gente entrava para fazer besteira. Juntavam eu, ele e os outros moleques da sala. Só dava m... (risos).

Fonte: GloboEsporte
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