Publicada em 20/03/2017, às 20:30

Justiça arquiva inquérito por falsidade ideológica contra presidente do Timão

Juiz Sandro Rafael Barbosa Pacheco encerrou nesta segunda-feira o processo movido contra Roberto de Andrade por assinaturas em atas da Arena Corinthians

Roberto de Andrade em sua sala no Parque São Jorge, em São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou nesta segunda-feira o arquivamento do inquérito policial por falsidade ideológica contra o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade. A decisão foi do juiz Sandro Rafael Barbosa Pacheco em audiência na última sexta.

O dirigente vinha sendo investigado por supostamente ter assinado atas de assembleias da Arena Corinthians e o contrato do estacionamento do estádio antes de assumir o cargo.

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Em depoimento à polícia, Marta Alves de Souza Cruz Ravaglio, sócia da Omni, empresa que passou a controlar o estacionamento, disse que o contrato foi assinado no dia 8 de abril de 2015, quando Roberto de Andrade já estava no comando do clube – assumiu o cargo em 7 de fevereiro.

– Ressalto que, ainda que a ata de assembleia e o contrato em discussão tivessem sido assinados pelo averiguado em data anterior a sua posse, como presidente do Corinthians, o fato seria atípico, porque o negócio jurídico, no caso o contrato, não geraria obrigações para nenhuma das partes (prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante). De mais a mais, não é crível que uma empresa formalizaria um contrato de valor vultuoso com alguém que não deteria poderes para tanto, nem procuração, ainda mais em se tratando de fato notório, que prescinde de prova, quem é a pessoa que exerce as funções de presidente do Corinthians – escreveu o juiz.

No dia 20 de fevereiro, Roberto de Andrade já havia obtido uma vitória nos tribunais quando a Justiça determinou a suspensão do inquérito. No mesmo dia à noite, os conselheiros do Corinthians decidiram não votar o impeachment dele e acabaram com o processo. O mandato vai até fevereiro de 2018.

– Felizmente, como sempre se afirmou, a Justiça reconheceu com o aval do Ministério Público que o Presidente do Corinthians não cometeu qualquer crime. A verdade foi colocada em seu devido lugar. O presidente sempre agiu e atua com extrema correção no desempenho de suas funções e na sua vida privada. Além disso, ficou evidenciado que a leviana acusação tinha caráter político. Agora, conjuntamente com o presidente e o corpo jurídico que o auxiliou, estaremos tomando as providências contra os autores dessa falácia – disse o advogado de defesa Daniel Leon Bialski.

Fonte: Globoesporte.com
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