Publicada em 20/03/2017, às 12:53

Caso Victor Ramos: julgamento é marcado para dia 4 de abril, diz Inter

Clube gaúcho mantém esperanças de disputar a Série A na última instância, na Suíça

Colorado tenta antecipar julgamento de caso Victor Ramos em tribunal na Suíça (Foto: Ruan Melo)

A polêmica sobre a suposta inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos pelo Vitória já tem data para um desfecho. Segundo o Inter, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), com sede em Lausanne, na Suíça, atendeu o pleito do clube e marcou o julgamento para o dia 4 de abril. A data é antes do início das sérias A e B do Campeonato Brasileiro (em 13 e 14 de maio, respectivamente) e, por coincidência, no dia em que o clube gaúcho completa 108 anos.

O departamento jurídico do Inter entrou com o pedido de antecipação do julgamento no Tribunal sob o argumento de que ele só teria utilidade se fosse realizado antes do início das competições. Assim, o clube mantém as esperanças de reverter no tribunal o rebaixamento à Série B.

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O Inter tenta fazer com que o clube baiano seja punido co perda de pontos no Brasileiro pela suposta inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos (entenda abaixo). Caso consiga reverter o caso no tribunal, no entanto, não tem garantias de que disputará a Série A, já que o Estatuto do Torcedor exige que o regulamento de uma competição seja registrado 60 dias antes de seu início.

A polêmica sobre a inscrição do zagueiro ainda tem desdobramentos também no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). No começo de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acatou pedido feito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e abriu inquérito contra o clube por suposta falsificação de documentos. Os prazos para que fosse concluído o relatório já teriam expirado após 30 dias, mas ainda não há uma resposta. O Colorado, por sua vez, já ingressou com pedido de "suspeição" à investigação, enquanto aguarda seu desfecho, e vê o procedimento como uma "represália" após ir a Suíça reclamar no TAS), em janeiro.

ENTENDA O CASO VICTOR RAMOS



Em 1º de dezembro, o Inter apresentou no STJD um documento com 42 páginas pedindo para fazer parte no processo que investigou supostas irregularidades na inscrição do zagueiro Victor Ramos, iniciado pelo Bahia. Na luta contra o rebaixamento, o clube gaúcho pedia que o tribunal reabrisse o caso para punir o clube baiano com a perda de pontos nas partidas em que o zagueiro atuou no Campeonato Brasileiro.

A principal linha sustentada pelo clube gaúcho diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol. O jogador, que pertence ao Monterrey, do México, estava emprestado ao Palmeiras até se transferir ao Vitória, em fevereiro do ano passado. Na visão dos advogados do Inter, essa negociação ocorreu de maneira irregular.

No dia 8 de dezembro, o auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral do STJD, arquivou o pedido do Inter. No dia seguinte, a CBF enviou um ofício ao STJD alegando que os documentos usados pelo clube no processo – a troca de e-mails entre o diretor da CBF e o Vitória – foram adulterados. A entidade pediu a impugnação dos documentos pelo tribunal.

O Inter, por sua vez, garantiu a autenticidade dos documentos. E, insatisfeito com a decisão do tribunal, entrou novamente, no dia 12 de dezembro, com um pedido de reexame do caso Victor Ramos no STJD. Uma semana depois, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, optou por manter o caso arquivado.

Depois, um documento registrado pelo 26º Ofício de Notas do Rio de Janeiro em 15 de dezembro apresentou a íntegra da troca de e-mails entre o diretor de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, e o Vitória, com instruções sobre os procedimentos necessários para a inscrição do jogador por parte do clube baiano.

Sem obter sucesso no STJD, o Inter levou o caso à Suíça. Em janeiro desse ano, o clube ingressou com uma ação no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), com sede em Lausanne, para tentar reabrir o processo. O tribunal pediu esclarecimentos de Vitória, CBF e STJD e está analisando o caso.

Fonte: GloboEsporte
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