Publicada em 17/03/2017, às 15:39

Fla aumenta presença na América do Sul: "É quase obrigação", diz diretor

Rubro-Negro tem vídeos e postagens em espanhol, para vizinhos do Brasil. Marcio Mac Culloch diz que produtos e embaixadas podem ser os próximos passos

Flamengo goleia o San Lorenzo: Guerrero e Trauco são capa de jornal no Peru (Foto: Reprodução)

Com sete estrangeiros no seu elenco, todos de outros países da América do Sul, o Flamengo tem aumentado seu conteúdo em espanhol, na televisão oficial do clube e nas redes sociais, direcionado para esses países. Em entrevista ao "Redação SporTV", o diretor de comunicação do clube, Marcio Mac Culloch, afirmou que um contato maior com os países vizinhos é uma tendência para os clubes brasileiros.

- De fato, o Flamengo está olhando, de uma forma até bastante tímida ainda, perto do potencial que existe nesse mercado. O que o Flamengo está fazendo vai ser uma tendência, quase uma obrigação, para os clubes brasileiros. Temos cada vez mais jogadores estrangeiros atuando no nosso futebol. Eles representam uma parte considerável de torcida, com o qual os clubes têm que conversar. Essa foi a visão do Flamengo. Quando reformulamos a comunicação do clube em 2015, procuramos entender de que forma poderíamos falar com outros públicos. O Flamengo se comunicava de maneira tímida com a sua torcida, no mundo e no Brasil também. Nossa reformuação passou por isso, por conversar de uma maneira melhor com o nosso torcedor - disse Marcio Mac Culloch.

De acordo com o dirigente, o Flamengo pode usar uma aproximação maior na América do Sul para licenciar produtos com a marca do clube no mercado desses países. Além disso, diz que o planejamento pode também envolver a criação de embaixadas do clube, o que já ocorre. De acordo com o site oficial, o Rubro-Negro tem 89 embaixadores em todas as regiões do Brasil e em alguns países do mundo.

- A gente está sendo tímido perto das possibilidades que a gente ainda tem pela frente. A comunicação acaba sondando possibilidades comerciais e de marketing para trabalhar. Podemos, por exemplo, licenciar produtos específicos para o público fora do Brasil. Não estou falando só de camisas, mas copos, lápis, qualquer produto, que a gente possa direcionar para esse público fora do Brasil. Mas podemos pensar um pouco além. O Flamengo já está realizando um trabalho de embaixadas, dentro do Brasil, muito interessante, para estimular a presença de torcedores do Flamengo em ações do Flamengo, para acompanhar os jogo, em todas as capitais do Brasil e no interior. Esse projeto, eventualmente, poderia ir para fora. Claro que existem dificuldades. Mas as possibilidades são muito grandes. Mas os produtos seriam o primeiro passo. Quando o Guerrero chegou, tivemos uma marca licenciada de bonés relacionados ao Flamengo que vendeu muito. Isso já foi um ponto de atenção, que existe um mercado a ser explorado.

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Marcio Mc Culloh revelou ainda que a chegada de Guerrero, em maio de 2015, mostrou que o Flamengo poderia aumentar sua presença nesses países.

- Em 2015, quando tivemos a chegada do Guerrero, chamou a atenção que nós tínhamos uma oportunidade, de conversar não só com o público peruano, mas com o público sul-americano de uma maneira geral. O fato de ter uma Olimpíada, logo em seguida, no Brasil, também se tornou uma obrigação do Flamengo, já que a gente seria a casa do comitê americano e do britânico, de fazer conteúdo sobre o Flamengo em diversas línguas.

Fonte: SporTV
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