Publicada em 16/03/2017, às 23:14

Cristóvão não cogita demissão e ressalta: "Pressão não é de hoje"

Treinador afirma que não conversou com diretoria sobre demissão e lamenta empate no jogo de ida conta o Vitória: "Jogando em casa tinha que fazer o resultado"

Cristóvão Borges durante treino em São Januário nesta quarta-feira (Foto: Paulo Fernandes / Vasco)

Apesar da eliminação na Copa do Brasil, o técnico Cristóvão Borges não teve qualquer conversa sobre deixar o Vasco com a diretoria. Em entrevista coletiva após a derrota por 1 a 0 para o Vitória, o treinador ressaltou que os problemas apresentados pela equipe não vêm desta temporada e minimizou a pressão que tem sofrido.

- Não tive conversa com ninguém da diretoria sobre isso (demissão). No vestiário estava o nosso diretor, nosso vice de futebol. Conversamos normalmente. Essa coisa de pressão é normal. Uma equipe como o Vasco vem dessa pressão não é de hoje. A pressão vem de algum tempo, porque sabemos que o clube precisa ter campanhas e resultados mais sólidos. Sabemos disso - disse Cristóvão.

Ao analisar a eliminação do Vasco na Copa do Brasil, Cristóvão lamentou o tropeço no jogo de ida, quando o time empatou em 1 a 1 com o Vitória em São Januário, atuando todo o segundo tempo com um atleta a mais.

- O resultado do primeiro jogo leva uma grande parte do resultaddo final. JOgando em casa tinha que fazer o resultado, e aconteceu daquela maneira. Tínhamos um jogador a mais, sabíamos disso. Quando não conseguimos ganhar... A Copa é jogada dessa maneira. No jogo em casa tem que aproveitar. Não aproveitamos, e ficou mais difícil.

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Confira outros tópicos da coletiva:

Existe clima insustentável de treinador

- Não acredito. O trabalho segue. Vou continuar trabalhando normalmente.

Qual a motivação para seguir depois esta eliminação?

- Eu continuo motivado porque não olho só o momento. Estou chateado, claro, assim como está nossa torcida. Temos consciência de que temos que dar resultado, e isso não tem acontecido. Não passamos nessas duas oportunidades (Taça Guanabara e Copa do Brasil), mas é o começo do trabalho de reconstrução. O resultado vai chegar. Estamos trabalhando para que venham o mais rápido possível.

Luis Fabiano muito isolado?

- Antes do Luis Fabiano, com o Thalles, já estávamos tendo algumas dificuldades. Mas, de qualquer forma, chegamos. Ele teve três oportunidades para fazer o gol. Com o Thalles a bola também estava chegando da maneira que queremos. Vamos ver o que vai acontecer, isso faz parte da reconstrução da equipe. Temos jogadores para isso, uma pena que tenhamos que mudar novamente. Acho que só repeti uma vez desde que cheguei.

Maus resultados recentes. Como justificar?

- Dar explicações é difícil, você acaba se tornando repetitivo. Na verdade o processo é um só: estamos montando uma equipe que acreditamos, uma equipe forte, mas que no momento ainda teremos que passar por isso. Entendemos e sabemos o que estamos fazendo. Temos que disputar competições e dar resultado, e isso não tem acontecido. Temos perdido oportunidades, mas faz parte do processo. A equipe tem potencial para muito mais e vai conseguir.

Clássico de alto risco com o Botafogo

- No atual estágio, é sempre arriscado. São sempre jogos difíceis. Mas quando vemos a equipe se portando dessa maneira como hoje, mesmo o resultado sendo insatisfatório, dá esperança. Diferente do que fizemos no nosso último jogo pelo Carioca.

Como é trabalhar com a impaciência, ainda mais em um clássico?

- Estamos convivendo com isso. Sabia antes mesmo de chegar, porque acompanhava as últimas temporadas. O trabalho que estamos fazendo é para o Vasco chegar e ganhar. Acreditamos no que estamos fazendo. Paciência não estamos no direito de pedir. Temos que trabalhar.

Fonte: Globoesporte.com
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