Publicada em 16/03/2017, às 10:07

Análise: São Paulo usa Cícero como antídoto e volta a pecar na finalização

Rogério Ceni recua meia para o miolo de zaga contra cruzamentos do ABC e vê seu time criar com velocidade diante de marcação ingênua; Tricolor poderia ter vencido

São Paulo se defendeu dos cruzamentos do ABC com Cícero entre a zaga (Foto: Arte: GloboEsporte.com)

Em 180 minutos contra o ABC, o São Paulo fez 4x2, mas poderia, sem qualquer exagero, ter feito 10 gols. O time soube aproveitar o posicionamento ingênuo da marcação potiguar com velocidade e passes em profundidade, mas pecou nas finalizações (só Cueva acertou o alvo). Mais importante do que isso foi a reação tranquila depois de sofrer um gol no primeiro minuto, na última quarta-feira.

A cabeçada certeira de Márcio Passos evidencia problemas na marcação da bola aérea. Seja qual for, Rogério Ceni tomou a inusitada decisão de tentar corrigi-lo parando de treinar por dois dias, até o jogo contra o Ituano, no próximo sábado, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista.

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Os dois gols do ABC, no Morumbi e no Frasqueirão, foram de cabeça. No segundo tempo, quando precisava de mais dois para levar a decisão aos pênaltis, o time de Geninho adotou como principal arma os cruzamentos para Nando e Caio Mancha. O antídoto de Rogério Ceni foi muito eficiente: recuar Cícero para o miolo de zaga, entre Lugano e Lyanco – que havia substituído Rodrigo Caio aos 11 minutos de jogo.

O "meia-volante" já estava mais atrás no início do segundo tempo, à frente dos zagueiros, com João Schmidt ao lado de Thiago Mendes. Depois, o São Paulo marcou praticamente num 5-4-1.

Ótimo cabeceador, Cícero tirou todas pelo alto.





Ao contrário do clássico contra o Palmeiras, que congestionou o setor em que o São Paulo mais gosta de trocar passes e valorizar a posse de bola, o ABC deu cada vez mais espaços. Por ali, nos minutos finais, Thiago Mendes fez o jogo girar em torno dele. Mais ativo no combate do que em outros jogos, João Schmidt também participou bem do meio-campo.

As atuações deles fizeram Gilberto e Lucas Fernandes terem ótimas chances, e desperdiçarem.

O contexto do jogo, em que o resultado sempre foi favorável, apesar do susto inicial, e o mau estado do gramado modificam o cenário e as análises, mas o São Paulo precisa, contra o Ituano, retomar uma marcação intensa mais adiantada e mais movimentação na troca de passes. Jogar assim exige muito da parte física, e boa parte do grupo não está nas condições ideais.

Fonte: GloboEsporte
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