Publicada em 15/03/2017, às 11:26

Preparador projeta "novas culturas" na Seleção e busca retribuição ao Grêmio

Rogério Dias se reúne com comissão técnica e atuará como auxiliar de Fábio Mahseredjian no grupo de Tite. Apresentação para Eliminatórias é na próxima semana

Rogerinho se apresenta à seleção na próxima semana (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)

A última segunda-feira abriu a semana de maneira especial para o preparador físico Rogério Dias, o Rogerinho. Comandante do setor do Grêmio, esteve quilômetros afastado de Porto Alegre, onde a equipe treinava. Em uma sala na CBF, se reuniu com Tite, Fábio Mahseredjian e toda comissão técnica para planejar a sua primeira participação na seleção brasileira. Ele se apresenta na próxima semana. E, em constante aprendizado, quer trazer novidades da Seleção para fazer o Tricolor correr rumo aos títulos em 2017.

A reunião com Tite e seus aliados deu andamento ao que ocorrerá na apresentação dos jogadores para a Seleção, na próxima semana, e o trabalho a ser feito para os jogos com Uruguai, dia 23 de março, no Centenário, e com Paraguai, dia 28, na Arena Corinthians, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Rogerinho irá relembrar o tempo de auxiliar de Fábio Mahseredjian, o preparador fixo da comissão técnica e ex-companheiro de trabalho no Grêmio.

– Vamos conhecer novas pessoas, novas metodologias, novas culturas. Eu quero aproveitar ao máximo o momento para enriquecer o vocabulário. Trazer para dentro do clube uma contrapartida, já que foi muito importante para a gente, nos deu apoio. É o mínimo que podemos fazer, trazer novas formas de treinar e de recuperação e qualificar ainda mais nosso trabalho com os nossos atletas – disse Rogerinho ao GloboEsporte.com e à RBS TV.

Referência no Tricolor, é sempre elogiado pelos jogadores. Neste ano, muitos relataram a "melhor pré-temporada da carreira" e elogiaram publicamente o profissional. É próximo dos atletas a ponto de participar do recreativo, como na terça-feira, antes da viagem a Pelotas, onde o Grêmio enfrenta o Brasil de Pelotas logo mais.

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> Confira trechos da conversa:

Preparativos para a Seleção
"Tivemos uma conversa mais aprofundada das demandas que teremos lá ontem (segunda). Havíamos conversado um pouco só na semana passada. Agora sim já ajustamos e fui informado das demandas que teremos que desempenhar lá."

Rotina na Seleção
"Muito parecido com as funções que executava aqui no Grêmio juntamente com o Fábio Mahseredjian, no período que fui assistente do Fábio, Antonio Mello e Paulo Paixão. Dividir as tarefas. Em alguns momentos pós-jogos somos responsáveis pelas atividades, em outros, fazemos uma troca. E assim vamos rodando neste período da Seleção."

Relação com Mahseredjian
O Fábio é um preparador físico que nunca neguei que tenho como referência no futebol brasileiro. Conheço a metodologia dele, a forma de trabalhar. Utilizo muitas coisas que ele utilizava aqui. Fizemos alguns ajustes, algumas adaptações para a nossa realidade, até em função do plantel que foi modificado, a idade de alguns atletas. Temos que ter atenção especial com alguns. Mas muito tranquilo trabalhar com o Fábio, nos conhecemos bem e temos um ponto em comum que é a forma de trabalhar.

Metodologia
"O pensamento é de proteção muscular, procurar equilibrar da melhor forma os atletas e individualizar as cargas sempre que possível. Buscar minimizar o déficit de cada atleta e potencializar as virtudes deles."

Individualização do trabalho
"Além da prevenção de lesões dos atletas, que todos precisam pelo calendário denso, procuramos nas transferências de campo, após os trabalhos de força, adequar as distâncias que cada um tem em uma predominância de campo. Laterais, um pouco mais aberto. Procurar fazer movimentos mais específicos para cada função, meias diferenciados, atacantes, defensores. Ações mais próximas da realidade do jogo deles, para não ser de uma forma inespecífica."

Dividir atenção
"A rotina segue, apenas tive uma reunião lá, perdi uma sessão de treino. A gente já retornou, antes de viajar já tinha tudo alinhado com os nossos preparadores físicos. O professor Mário (Pereira) e professor Gabriel (Alves) seguem tocando as atividades e dando continuidade na nossa rotina normal de treinamentos nestes dias."

Agregar algo da Seleção no clube
"Vamos conhecer novas pessoas, novas metodologias, novas culturas. Eu quero aproveitar ao máximo o momento e isso para enriquecer o vocabulário. Trazer para dentro do clube uma contrapartida, já que o clube foi muito importante para a gente, nos deu apoio. É o mínimo que podemos fazer, trazer para o clube novas formas de treinar, de recuperação e qualificar ainda mais nosso trabalho com os nossos atletas."

Tite
"É um prazer e uma honra trabalhar com ele. É um treinador que está muito evidenciado no futebol brasileiro e mundial. Tivemos uma reunião em conjunto com toda a comissão técnica e fui muito bem recebido por todos, inclusive pelo Tite. Estou muito feliz e quero aproveitar ao máximo esse período lá, agregar e tentar qualificar ainda mais nosso trabalho aqui no clube."

Papel do preparador físico
"Além da performance, manutenção e da prevenção de lesões, em função do pouco tempo para treinar, é um trabalho integrado hoje. Não tem como isolar mais os trabalhos, a não ser em casos pontuais, de retorno de departamento médico ou atleta que chega no meio da temporada. Aí sim fazemos algum trabalho analítico. Em função do pouco tempo, temos que integrar parte física e técnica. E tentar ter um conhecimento a mais na parte técnica para auxiliar ainda mais o treinador nestes momentos que estamos com parte do grupo em treinamento, para eles desenvolverem parte técnica e tática".

Recuperação de Edílson
"Os níveis de força ele já atingiu, está equilibrado novamente. Está referindo que está muito bem no campo. Vemos ele desacelerar e acelerar da mesma forma, sem compensar, em função da cirurgia no joelho. Está totalmente integrado. Agora é o ritmo de jogo. São os pequenos jogos, o campo aberto, a mescla disso para ele ter a vivência e entregá-lo da melhor forma para a comissão."

Prevenção de lesões
"Não mudamos o trabalho. Segue igual. O que muda é a nossa conversa. Para que falem quando estiverem com desconforto e para não virem a campo sem nos procurar. Estamos a todo momento falando com eles e passando desta necessidade de comunicação. Não adianta o atleta vir para o campo mais pesado e querer treinar com esta situação. Fazemos um trabalho paralelo. É melhor perder uma sessão do que uma ou duas semanas para frente. Essa consciência corporal eles precisam relatar e aumentamos ainda mais esse cuidado com eles."

Fonte: GloboEsporte
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