Publicada em 15/03/2017, às 09:27

Defesa sólida, ataque ruim: números de rivais reforçam tese no Corinthians

Comparação do Timão com os 20 clubes da Série A mostra desempenho muito bom no setor defensivo. Na frente, porém, média de gols é quarta pior entre rivais da elite

Fábio Carille tenta arrumar o ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

O Corinthians de Fábio Carille tem uma defesa forte e sólida, mas um ataque que sofre para criar oportunidades e fazer gols. A afirmação vem sendo repetida à exaustão no início de 2017, mas a comparação com os rivais da Série A apenas reforça a tese propagada dentro do clube.

Entre os 20 clubes da elite do futebol nacional, o Timão tem a segunda melhor defesa do ano. São seis gols sofridos em 14 partidas, média de 0,42 por jogo. Só o Bahia tem marca melhor: foi vazado cinco vezes em 15 jogos, média de 0,33.

No ataque, porém, a situação é bem diferente. O Timão tem o quarto pior desempenho ofensivo entre os clubes da Série A, superando apenas Coritiba, Atlético-PR e Atlético-GO.

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A equipe de Carille fez 17 gols em 14 partidas, média de 1,22. O Coxa tem os piores números (sete gols em nove jogos, 0,77 por partida). O Atlético-PR tem marcado apenas um gol por duelo, enquanto o Atlético-GO tem sua média em 1,11 gol.

Os melhores ataques do país em 2017 fazem mais que o dobro de gols do Corinthians. Entre os clubes da Série A, Cruzeiro e Flamengo estão empatados no quesito: 34 marcados em 13 partidas, média de 2,61. Fluminense (2,38), São Paulo (2,23) e Santos (2,20) são os próximos.

– É o setor em que temos que avançar e trabalhar. Intensificamos a parte ofensiva. É a nossa busca. Agredir mais e chegar à área adversária com qualidade e muitos jogadores. O número de gols vai aumentar – prometeu o técnico, semana passada.

O trabalho de Carille no Timão ainda está em sua primeira fase – o técnico assumiu o cargo há menos de três meses. Pupilo de Tite, ele seguiu o exemplo do atual comandante da seleção brasileira e começou a arrumar a casa pela defesa. O ataque viria num segundo momento.

Das dez vitórias alvinegras na temporada, sete foram pelo placar mínimo: 1 a 0. Apenas Vasco (4 a 1, na pré-temporada), Mirassol (3 a 2) e Luverdense (2 a 0) tiveram mais gols. A adaptação de Jadson e o crescimento de Rodriguinho e Maycon fazem o clube acreditar em dias melhores no setor ofensivo – Jô é o artilheiro do time em 2017, com três gols marcados.

Às vésperas do jogo desta quinta-feira contra o Luverdense, pela volta da terceira fase da Copa do Brasil, Fábio Carille busca o equilíbrio entre os setores. Afinal, os jogos decisivos estão cada vez mais próximos. Além da etapa seguinte da competição nacional, há o mata-mata do Campeonato Paulista: as quartas de final começam no primeiro fim de semana de abril.

Os cinco piores ataques em 2017 (clubes da Série A):

Coritiba – 7 gols em 9 jogos (0,77 por jogo)
Atlético-PR – 9 gols em 9 jogos (1 por jogo)
Atlético-GO – 10 gols em 9 jogos (1,11 por jogo)
Corinthians – 17 gols em 14 jogos (1,21 por jogo)
Vasco – 17 gols em 13 jogos (1,30 por jogo)

As cinco melhores defesas em 2017:

Bahia – 5 gols em 15 jogos (0,33 por jogo)
Corinthians – 6 gols em 14 jogos (0,42 por jogo)
Cruzeiro – 7 gols em 13 jogos (0,53 por jogo)
Sport – 8 gols em 14 jogos (0,57 por jogo)
Flamengo – 8 gols em 13 jogos (0,61 por jogo)

Fonte: GloboEsporte
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